quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A Revolução dos Angry Pigs

É engraçado o que a gente anda vendo por aí, principalmente no que se refere às eleições no Palmeiras. Na noite desta quarta-feira, o oposicionista Arnaldo Tirone venceu o pleito e irá dirigir a nação alvi-verde pelo próximo biênio, mas isso por pouco não fica em segundo plano. Durante o processo de votação, uma agressão a um fotógrafo do jornal “Agora” foi flagrada, a mando de um famosíssimo dirigente da atual diretoria, Wlademir Pescarmona.



Nos últimos dias venho jogando um divertidíssimo joguinho chamado “Angry Birds”. Nele, pássaros raivosos com o domínio dos porcos se unem para lutar contra a superioridade suína, mantida através da força física. Por meio de estilingues, o objetivo do jogo é fazer com que estes passarinhos bombardeiem seus adversários, chegando a vitória numa espécie de Revolução dos Bichos, escrita genialmente por George Orwell.



O mais engraçado disso tudo é que o fotógrafo justificou sua provocação aos palmeirenses através do twitter usando uma citação do livro de Orwell, onde os “porcos” líderes da revolução se unem para combater a opressão dos seres humanos. No entanto, ao chegarem ao poder, a tirania suína acaba sucumbindo diante dos seus próprios erros.

Mas onde eu quero chegar com isso tudo?



É evidente que o fotógrafo do jornal “Agora” foi extremamente infeliz. Sua piada foi inoportuna e desrespeitosa, principalmente por não ter a sensibilidade de perceber a delicadeza do quadro político palmeirense nos dias de hoje. Arnaldo Tirone, líder da oposição e pasmem, apoiado pelo tenebroso Mustafá Contursi, promete voltar à política do bom e barato, que afundou o clube à Série B em 2002.

Também é evidente que a reação contra o fotógrafo foi extremamente descabida e descontrolada. Wlademir Pescarmona, que não merece o menor respeito deste que vos escreve, liderou o descontrole que culminou na agressão ao fotógrafo. Descontrole, aliás, é uma palavra que pode atrapalhar e muito a nova diretoria do Palmeiras, que não deve utilizar artifícios “tiranos” e nefastos como a repressão física para combater os seus oponentes e críticos.

Assim como na Revolução dos Bichos, a torcida palmeirense não quer que sua diretoria acabe afundando nos seus próprios erros. Os Angry Pigs, se não se unirem em volta de um bem comum que se chama Palmeiras, podem causar sérios danos a esta nação, que tanto sofreu na última década e que espera melhores dias a partir de 2011.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Qual é o teu limite, Neymar?

Ah, que saudades que eu sentia disso aqui. Aliás, não só do blog, mas também ter sobre o que falar. Até porque, com o fim das competições esportivas em dezembro, minha vida se resumia a assistir filmes e trilogias que eu nunca assisti, ou então até mesmo rever outras que eu já tinha visto, como “Star Wars” e “Terminator”.



Sim, Arnold. Eles voltaram! E voltaram com tudo.



Ontem de madrugada, me peguei assistindo simultaneamente a três partidas. A primeira delas, válida pelo Australian Open, colocou o monstro Rafael Nadal diante do nosso tupiniquim Marcos Daniel. E juro, que dó que eu tive do brasileiro. Ia levando um duplo 6x0 quando alegou contusão e abandonou a partida. Melhor para o monstrinho espanhol, que tem tudo pra fechar os quatro Grand Slams seguidos, apesar de não serem no mesmo ano.

E por falar em monstrinho, a outra partida que assisti nessa madrugada foi a estréia da Seleção Brasileira sub-20, no Sul-Americano do Peru, diante do Paraguai.



Assim como do Marcos Daniel, eu tive dó da zaga paraguaia, que simplesmente tomou um baile do Neymar. Como joga esse cara! Quatro gols, muitos dribles e, acima de tudo, chamando a responsabilidade, daquele que é sem sombra de dúvidas o grande destaque brasileiro no torneio. É isso que se espera dele.

Confesso que já tive ressalvas enormes quanto ao Neymar, principalmente pela sua conduta no Santos em 2010, quando entrou em atrito com o então treinador Dorival Júnior. No entanto, acredito cegamente que o episódio fez o garoto amadurecer. E hoje fico me perguntando: qual é o teu limite, Neymar?



Nota deste blogueiro: Já vinha me esquecendo – a terceira partida que assiti foi a do brasileiro Thomaz Bellucci contra o compatriota Ricardo Mello, também válida pelo Australian Open. Vitória por 3 a 2 de Bellucci, que provou mais uma vez sua irregularidade e capacidade de complicar jogos que estão fáceis. Será que o Larri Passos, ex-treinador do Guga e seu atual técnico, vai conseguir corrigir tanta fraqueza mental? Só o tempo dirá.