Por outro lado, dentro da visão de passado, existem aqueles que eu poderia chamar de futuristas, mas sem querer fazer alusão ao movimento artístico do início do século XX. Esses futuristas acreditam naquela máxima de que “quem vive de passado é museu”, ou simplesmente acreditam no desenvolvimento da sociedade descartando o seu passado e colocando como prioritária a evolução das coisas como o novo sendo sempre melhor do que o velho.
Ao assistir a partida desta segunda-feira entre o brasileiro Thomaz Bellucci e o espanhol Rafael Nadal, pelas oitavas-de-final de Roland Garros, foi impossível não ser saudosista e relembrar alguns dos melhores momentos do tênis brasileiro em sua história. Apesar de derrotado por inapeláveis 3 sets a 0, Bellucci novamente voltou a empolgar um brasileiro e blogueiro que vos fala, depois de anos de “orfandade” daquele que foi o maior ídolo brasileiro no esporte: Gustavo Kuerten.

Não é possível comparar a capacidade de Thomaz perante a de Guga. Se por um lado não temos de volta a genialidade do tri-campeão de Rolanga e ex-número um do mundo, por outro voltamos a ter um tenista que represente muito bem o esporte brasileiro lá fora. Thomaz não tem a genialidade de um dos maiores backhands da história do tênis como o de Kuerten, mas tem mostrado cada vez mais que tem uma bola pra lá de pesada, além de um saque que incomoda até mesmo um dos maiores tenistas da história do saibro que é Rafael Nadal.
Vale ressaltar que Rafa não esteve em um dia brilhante. Cometeu muitos erros tolos e chegou até mesmo a se irritar em alguns lances, também por competência do brasileiro, que soube incomodar o espanhol com os seus golpes de fundo de quadra. Mesmo jogando no limite em grande parte do jogo, Thomaz teria que fazer muito mais caso quisesse sair da Philipp Chartrier com a vitória hoje. Para vencer Nadal, não basta jogar alguns pontos bem. Tem que jogar bem o tempo todo!

Acredito que a partida de hoje entre Nadal e Bellucci pode tornar-se um ponto de virada na carreira do brasileiro. Com dois títulos no circuito contra “apenas” 38 do espanhol, Thomaz provou que ainda não é experiente o suficiente para jogar contra “os caras”, mas que tem totais condições de se manter em breve entre os 20 melhores tenistas do mundo. É só ter paciência, porque tênis pra isso ele tem.
Quartas-de-finais definidas
Teremos alguns confrontos bastante interessantes na próxima etapa de Rolanga. Amanhã, teremos a reedição da final de 2009 entre Roger Federer e Robin Soderling, além do confronto entre as “zebras” Thomaz Berdych e Mikhail Youzhny. Do outro lado da chave, Nadal enfrentará o compatriota Nicolás Almagro, enquanto Novak Djokovic enfrenta o austríaco Jurgen Melzer. Palpites? Federer deve enfrentar Berdych em uma das semis, enquanto Rafa enfrenta Nole na outra parte da chave, para quem sabe não termos uma nova final entre Roger Federer e Rafa Nadal. Seria lindo.
Dica de som
É galera, se a moda agora é falar de passado, trago aqui um som que é não tem nada de novo, mas que deixou muita gente com saudade. Depois de se aventurar num som mais levado para o Industrial, a banda KoRn deve lançar nos próximos meses o seu novo álbum, intitulado KoRn III: Remember Who you are.

Como o próprio título do álbum diz e a arte da capa faz alusão, trata-se de uma revisita da banda às suas origens, marcadas pelas guitarras “cruas, secas e pesadas”, aliadas às excelentes quebradas de ritmo do novo baterista da banda, Ray Luzier.
Muito dessa tentativa do KoRn de voltar às origens se explica na produção do cd, que ficou a cargo de Ross Robinson, produtor dos dois primeiros álbuns da banda, além de ser considerado um dos pais do gênero New-Metal. Se por um lado é um cd que não deve trazer nada de novo, por outro deve fazer a alegria dos fãs saudosistas, que seguem a filosofia da qual me referi no início do post. Um pouco dessa volta às origens você pode conferir no novo clipe da banda, no single Oildale.
Seja você saudosista ou não, uma coisa há de se admitir: como é bom relembrar aquilo que fez parte de toda a sua adolescência e ver que nem tudo está perdido.






















