segunda-feira, 31 de maio de 2010

Revisitando o passado

Na história da humanidade, sempre existiram duas visões distintas de como tratar a questão do tempo passado. Por um lado existem os saudosistas, aqueles que sempre acham que o velho é sempre melhor do que o novo. Ainda dentro dessa categoria, existem aqueles que se não acham o velho melhor, pelo menos acredita que ele influencia o novo, em uma relação quase mutualística onde o atual quase nunca existe sem o seu precursor.

Por outro lado, dentro da visão de passado, existem aqueles que eu poderia chamar de futuristas, mas sem querer fazer alusão ao movimento artístico do início do século XX. Esses futuristas acreditam naquela máxima de que “quem vive de passado é museu”, ou simplesmente acreditam no desenvolvimento da sociedade descartando o seu passado e colocando como prioritária a evolução das coisas como o novo sendo sempre melhor do que o velho.

Ao assistir a partida desta segunda-feira entre o brasileiro Thomaz Bellucci e o espanhol Rafael Nadal, pelas oitavas-de-final de Roland Garros, foi impossível não ser saudosista e relembrar alguns dos melhores momentos do tênis brasileiro em sua história. Apesar de derrotado por inapeláveis 3 sets a 0, Bellucci novamente voltou a empolgar um brasileiro e blogueiro que vos fala, depois de anos de “orfandade” daquele que foi o maior ídolo brasileiro no esporte: Gustavo Kuerten.


Não é possível comparar a capacidade de Thomaz perante a de Guga. Se por um lado não temos de volta a genialidade do tri-campeão de Rolanga e ex-número um do mundo, por outro voltamos a ter um tenista que represente muito bem o esporte brasileiro lá fora. Thomaz não tem a genialidade de um dos maiores backhands da história do tênis como o de Kuerten, mas tem mostrado cada vez mais que tem uma bola pra lá de pesada, além de um saque que incomoda até mesmo um dos maiores tenistas da história do saibro que é Rafael Nadal.

Vale ressaltar que Rafa não esteve em um dia brilhante. Cometeu muitos erros tolos e chegou até mesmo a se irritar em alguns lances, também por competência do brasileiro, que soube incomodar o espanhol com os seus golpes de fundo de quadra. Mesmo jogando no limite em grande parte do jogo, Thomaz teria que fazer muito mais caso quisesse sair da Philipp Chartrier com a vitória hoje. Para vencer Nadal, não basta jogar alguns pontos bem. Tem que jogar bem o tempo todo!


Acredito que a partida de hoje entre Nadal e Bellucci pode tornar-se um ponto de virada na carreira do brasileiro. Com dois títulos no circuito contra “apenas” 38 do espanhol, Thomaz provou que ainda não é experiente o suficiente para jogar contra “os caras”, mas que tem totais condições de se manter em breve entre os 20 melhores tenistas do mundo. É só ter paciência, porque tênis pra isso ele tem.

Quartas-de-finais definidas
Teremos alguns confrontos bastante interessantes na próxima etapa de Rolanga. Amanhã, teremos a reedição da final de 2009 entre Roger Federer e Robin Soderling, além do confronto entre as “zebras” Thomaz Berdych e Mikhail Youzhny. Do outro lado da chave, Nadal enfrentará o compatriota Nicolás Almagro, enquanto Novak Djokovic enfrenta o austríaco Jurgen Melzer. Palpites? Federer deve enfrentar Berdych em uma das semis, enquanto Rafa enfrenta Nole na outra parte da chave, para quem sabe não termos uma nova final entre Roger Federer e Rafa Nadal. Seria lindo.

Dica de som
É galera, se a moda agora é falar de passado, trago aqui um som que é não tem nada de novo, mas que deixou muita gente com saudade. Depois de se aventurar num som mais levado para o Industrial, a banda KoRn deve lançar nos próximos meses o seu novo álbum, intitulado KoRn III: Remember Who you are.


Como o próprio título do álbum diz e a arte da capa faz alusão, trata-se de uma revisita da banda às suas origens, marcadas pelas guitarras “cruas, secas e pesadas”, aliadas às excelentes quebradas de ritmo do novo baterista da banda, Ray Luzier.

Muito dessa tentativa do KoRn de voltar às origens se explica na produção do cd, que ficou a cargo de Ross Robinson, produtor dos dois primeiros álbuns da banda, além de ser considerado um dos pais do gênero New-Metal. Se por um lado é um cd que não deve trazer nada de novo, por outro deve fazer a alegria dos fãs saudosistas, que seguem a filosofia da qual me referi no início do post. Um pouco dessa volta às origens você pode conferir no novo clipe da banda, no single Oildale.



Seja você saudosista ou não, uma coisa há de se admitir: como é bom relembrar aquilo que fez parte de toda a sua adolescência e ver que nem tudo está perdido.

domingo, 30 de maio de 2010

Dia de gaúcho em terra de paulista

Pois é galere, que grande dia esse domingo! Não é por nada não, mas nada que uma vitória contra o melhor time de 2010 para alegrar os ânimos de qualquer blogueiro, principalmente deste que vos fala.

É claro que as atenções do dia estiveram voltadas para o clássico entre Corinthians e Santos, válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Muito foi dito antes da partida, com provocações de ambos os lados. Neymar prometeu novo chapeuzinho em Chicão caso tivesse chance, André avisou que ia ter dancinha. Do lado corintiano, a provocação veio mais contida, mas não deixou de existir, com Chicão prometendo muita vontade dentro de campo para bater o time sensação da temporada.

Pois bem, e não é que “big Chico” tinha razão? O Timão entrou em campo neste domingo literalmente com “sangue nozóio” como se diz na minha querida terrinha Olímpia. Logo no primeiro minuto de jogo, em chute de fora da área de Bruno César, Jorge Henrique se aproveitou da rebatida do goleiro Felipe para cutucar para o gol, em vacilo na marcação por parte de Durval. 1 a 0 para o time da casa.

Apesar de abrir o placar cedo, o restante do primeiro tempo foi totalmente santista. Com a total posse de bola durante os 45 minutos iniciais, o Peixe não deixou o Coringão jogar e tentou arriscar em chutes de fora da área. Melhor também na marcação, os santistas roubavam a bola com facilidade, mas não criavam chances muito claras de gol, já que as grandes estrelas do time (Neymar e Ganso) não estavam em uma grande tarde no Pacaembu.

Ainda na primeira etapa, o Santos teve chance de empatar a partida com Marquinhos, que teve um gol mal anulado pela arbitragem. A reclamação dos santistas após a partida é justa, mas não explica a má atuação da equipe na segunda etapa e muito menos tira os méritos da atuação corintiana no restante da partida.

E por falar no bendito segundo tempo, como as coisas mudam galere. O mesmo Corinthians que sufocou o Flamengo no primeiro tempo da partida de volta da Libertadores e que morreu no segundo tempo, fez exatamente o contrário neste domingo. Mesmo sem alterações, a equipe de Mano Menezes passou a encaixar melhor a marcação e explorou muito bem os contra-ataques, mesmo depois de tomar o empate de André, após belo passe do meia Marquinhos.

A resposta corintiana não tardou a vir e, no minuto seguinte, Bruno César, fazendo sua primeira partida como titular, teve uma pitadinha de sorte ao receber bola dentro da pequena área e fuzilar o goleiro Filipe. 2 a 1 para o Timão.

O restante da partida misturou eficiência na marcação e subidas rápidas no contra-ataque, como pôde ser visto tanto nos gols de Ralf como de Paulinho. No final da partida, o atacante santista Marcel ainda descontou de cabeça, mas era tarde. Vitória corintiana merecida no Pacaembu.

Méritos de Mano Menezes

Pois bem, eu que vinha criticando tanto o técnico corintiano, hoje devo reconhecer a sua bela “atuação”. Ao escalar um Corinthians com quatro jogadores no meio-campo (Ralf, Elias, Danilo e Bruno César), Mano equilibrou o meio-campo do Santos, que também atua com quatro jogadores de muito talento. Já o ataque, formado por Dentinho e Jorge Henrique, mostrou bastante mobilidade e provou que, não necessariamente, o Corinthians precisa atuar sempre com um “nove” na frente.

Já o Santos, que não contou com uma tarde inspirada dos “meninos da Vila”, novamente provou sua completa deficiência no setor defensivo. Na verdade, trata-se de um problema crônico da equipe santista, que prioriza demais o ataque e deixa espaços atrás. Na minha visão, para vencer uma partida, o Santos precisa necessariamente e simplesmente fazer mais gols que seu adversário. Essa é a sua filosofia, essa é a sua fórmula para vencer.

Outros destaques da rodada

Sem muito brilhantismo, Palmeiras e São Paulo não saíram do zero a zero diante de adversários do interior paulista. No sábado, o Verdão teve um gol mal anulado contra o Grêmio Prudente e esbarrou na boa atuação do goleiro Márcio, que fechou o gol. Pior para o Verdão, que segue lá no rebolo da tabela de classificação. No entanto, o que chamou a atenção do torcedor palmeirense foi a total incompetência de sua diretoria, que teve a pachorra de anunciar Candinho como novo diretor de futebol e depois obrigada a voltar atrás ao alegar “desacertos financeiros”. Vê se pode.

Já o Tricolor Paulista, que jogou desfalcado de Miranda e Rodrigo Souto, foi até Campinas e também não saiu do zero a zero contra o Guarani. Aliás, alguns amigos meus são-paulinos disseram que foi uma partida chata pacaramba. Deve ter sido mesmo, já que o placar nesse caso refletiu bem o que aconteceu em campo: nada.

Quem se deu bem na rodada foi o Fluminense, que foi até o Mineirão e bateu de virada o Atlético-MG por 3 a 1. Abram o olho com esse time do Muricy, que tem bons jogadores para trabalhar e irá sim brigar pelas primeiras posições na tabela.

Outro time que se recuperou nesse final de semana foi o Internacional, que venceu o Atlético-PR por 4 a 1 no Beira-Rio. Foi a primeira partida sem o treinador Jorge Fossatti, demitido na sexta-feira após a derrota de virada para o Vasco. Aliás, o mesmo Inter será o próximo adversário do Timão na quarta-feira. Promessa de bela partida.

Fechando a nossa análise, a surpresa da rodada ficou para a vitória magra do Ceará diante do Cruzeiro por 1 a 0. Com o resultado, o “enganeichan” nordestino é vice-líder da competição, mas logo logo acredito que os cearenses caem de produção. Esse time não me engana.

Fique ligado!

Amanhã, na ESPN Brasil, acompanhem a partida de tênis entre Thomaz Bellucci e Rafael Nadal, válida pelas oitavas-de-final de Roland Garros! É o melhor resultado de um brasileiro desde a era-Guga. Tudo bem, Rafael Nadal é extremamente favorito para a partida, mas não custa nada a gente, como brasileiro, torcer pela vitória do Thomaz, que vem jogando muita bola em 2010.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Ordem na casa

É galere, depois de três rodadas daquilo que eu defini no início da semana como “enganeichan”, a ordem do Campeonato Brasileiro parece que está começando a se restabelecer. Pelo menos no que diz respeito aos resultados dentro de campo. Com dois clássicos regionais, a rodada não teve muitas surpresas e marcou a recuperação de algumas equipes na competição.

Começamos a nossa brincadeira de hoje pelo clássico paulista entre São Paulo e Palmeiras. Ambas desfalcadas, as duas equipes protagonizaram uma partida sem fortes emoções (um jogo eu diria até chato por sinal). Sem Miranda e Rodrigo Souto, Ricardo Gomes promoveu as entradas de Xandão e Jean, que mais uma vez provaram a força do elenco Tricolor ao repor com qualidade as ausências. O mesmo não dá para ser dito em relação ao Palmeiras, que sofreu bastante com os desfalques de Pierre, Armero, Léo e Marcos Assunção.


Com mais opções ofensivas, o Tricolor só precisou de uma subida efetiva ao ataque para matar a partida. Em jogada individual de Fernandinho, o atacante são-paulino se livrou da marcação de Maurício Ramos e só rolou para o centro da área para a antecipação do seu xará no aumentativo, que cutucou para o fundo das redes. O Verdão ainda teve a chance de empatar, em um pênalti à brasileira marcado em cima do meia Ivo. No entanto, Ewerthon mais uma vez provou a incompetência palmeirense em cobranças de pênalti, apesar da defesaça de Rogério Ceni, que voltou a brilhar depois de uma temporada fraca em 2009.

Outro clássico que agitou a rodada foi o Fla-Flu, que infelizmente não empolgou da mesma maneira os torcedores cariocas, que pouco compareceram ao Maraca. Apesar da falta de empolgação da torcida, os dois times protagonizaram um bom jogo. Quem levou a melhor foi o Fluminense, que contou com uma atuação impecável do meia Darío Conca. Além de fazer um golaço, o argentino ainda fez uma bela jogada individual e deu assistência para Rodriguinho anotar o primeiro da partida. Como joga esse gringo! Muricy Ramalho, que sempre quis contar com ele nos times em que treinou, deve estar sorrindo à toda.


Outro gigante que despertou na quarta rodada foi o Grêmio. Com a boa vitória por 3 a 0 diante do Avaí, o Tricolor Gaúcho prova que tem time para brigar nas cabeças da competição e ainda vai dar muito trabalho aos outros times. Apesar de ocupar a modesta 13ª posição na tabela de classificação, a equipe gaúcha tem um ataque efetivo formado por Borges e Jonas, que vive sua melhor fase da carreira, além de bons meias para fazer a bola chegar ao ataque como Douglas, Hugo e Souza. Aliás, o polêmico meio-campista ex-São Paulo deve voltar ao clube após a Copa do Mundo, depois de se recuperar de uma lesão grave no joelho.

Fechando os destaques da quarta rodada, é claro que eu não podia deixar de falar do meu Coringão. Até quando o senhor Mano Menezes vai inventar moda e deixar o bom meia Bruno César no banco de reservas? Essa desculpa de que o cara ainda está se ambientando não cola mais. Será que o gaúcho vai querer queimar mais um jogador, assim como fez com Matías Defederico que, com razão, está louquinho para conseguir uma transferência para o River Plate?


Tecnicamente, Corinthians e Grêmio Prudente fizeram uma partida bem fraca. Por duas vezes a equipe do interior de São Paulo esteve à frente no marcador, primeiro com Vanderlei, aproveitando vacilo de William e Roberto Carlos na marcação. Em lance irregular do ataque corintiano, William se redimiu e marcou o seu primeiro gol na temporada, mas ainda no primeiro tempo, Diego bateu falta com violência para colocar o Grêmio em vantagem.

Com a partida caminhando-se para uma derrota, o gaúcho finalmente colocou Bruno César para jogar e, curiosamente no seu primeiro lance, já empatou a partida em cobrança de falta desviada pela zaga do Prudente. Só que não parou por aí. Depois da entrada do ex-jogador do Santo André, o Timão passou a sufocar a equipe de casa e por pouco não saiu com uma vitória de virada. De qualquer forma, o Timão mantém a liderança do Brasileirão, mas começa a dar mostras de qual é a verdadeira cara da equipe. Acorda, Mano Menezes!

Por fim, deixo uma dica de som pra rapeize. Trata-se de uma banda essencial para aqueles que gostam de Thrash Metal e, principalmente, para fãs de Metallica. O Trivium não esconde de ninguém que é fortemente influenciada pelos front-men do Metal Mundial, desde ao som que faz, até mesmo na composição da banda, muito semelhante ao Metallica. Fica aí pra vocês a dica de um som que faz parte do segundo cd deles, o The Crusade, que começa a mostrar uma faceta mais Trash da banda. Enjoy it!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Pura "Enganeichan"

Digamos que eu nunca me considerei uma criança ingênua. Nunca acreditei em Papai Noel nem folclores do tipo, apesar de, volta e meia, meu pai às vezes conseguir me enganar com várias outras coisas. Mas tudo bem, o tempo passa, a gente começa a ficar mais esperto e, conforme vão passando os anos, a gente começa a duvidar de tudo. Principalmente quando o assunto é futebol.

Esse começo de Campeonato Brasileiro não me engana nem um pouco. Como eu já havia dito, na semana anterior, ao analisar a segunda rodada, ainda existem muitas equipes no Brasil envolvidas em mais de uma competição. Enquanto isso perdurar (e isso vai até depois da Copa do Mundo), o Brasileirão vai continuar enganador, assim como todo o primeiro turno da competição.

Um dos times que mais posso citar como “engana que eu gosto” é o próprio Corinthians, líder do campeonato com 100% de aproveitamento. Com duas vitórias que contaram com auxílio da arbitragem (Atlético-PR e Fluminense), além de uma vitória fora de casa contra um time envolvido em outra competição (Grêmio), o Coringão não mostra um futebol que empolga e muito menos deixa o seu torcedor seguro. A principal prova disso foi na partida de ontem, contra o Fluminense, quando o time paulista tomou sufoco na partida toda e, por pouco, não saiu no mínimo com um empate jogando em casa.


Novamente atuando sem meia de armação, assim como na partida contra o Grêmio, o Corinthians voltou a usar um meio com três volantes, com Elias tentando fazer o papel de ligação. Besteira! Elias nem marcou e nem atacou, o que deixou o time bastante vulnerável no meio-campo. Pouco adiantou os três atacantes, formação que Mano Menezes voltou a utilizar desde a eliminação do Timão na Libertadores diante do Flamengo.

Mudando de lado, outro time que também não vem me enganando nem um pouco é o Palmeiras. Um dos vice-líderes do Brasileirão ao lado de Avaí, Botafogo e Ceará, o Verdão fez uma bela partida diante do Grêmio, na despedida do time do Palestra Itália, que deve ser fechado para a construção da Nova Arena do clube. A previsão para o fim das obras é apenas em 2010.

Voltando ao “ENGANEICHAN”, o Palmeiras se aproveitou muito bem do baque gremista pós-Copa do Brasil. Motivado pela troca de treinador, o Verdão chegou a tomar sustos durante a partida, quando o Grêmio chegou a empatar após o clube paulista sair vencendo por 2 a 0. No entanto, com a bola parada fazendo diferença, Maurício Ramos voltou a por a equipe verde em vantagem. Cleiton Xavier fechou a tampa do caixão gremista.


Por que essa partida pode ser considerada “Enganeichan”?
1-O time do Palmeiras é exatamente o mesmo treinado por Zago. A gente até compreende que os caras entrem motivados para esse tipo de partida, depois de uma crise e a mudança de treinador, mas o elenco é o mesmo. Ou pior, se considerarmos a dispensa de Robert.
2- O Grêmio, com apenas um ponto no Brasileirão, ainda é um time que vai incomodar, e muito, na ponta da tabela. Tem time, tem elenco, mas precisa acordar o quanto antes. A Copa do Brasil já acabou e os gaúchos têm todas as condições de buscar a vaga na Libertadores entre os quatro melhores do Brasileirão neste ano.

E o Santos? Pois é, a meninada da Vila Belmiro voltou a aprontar, mas dessa vez não foi dentro de campo. Depois de se atrasarem na apresentação da concentração do Santos para a partida contra o Atlético-GO, André, Neymar, Ganso e Madson foram afastados da partida do último sábado por Dorival Júnior e devem retornar apenas na próxima rodada. Mesmo sem os quatro, o Santos conseguiu um bom resultado e saiu de Goiânia com a vitória por 2 a 1. Quem na verdade saiu perdendo foi Madson que, por ser reincidente em atos de disciplina, deve ser negociado com o Atlético-PR.


Vencedor na partida, o Santos ocupa agora a modesta nova posição. Também besteira, já que o Santos tem time pra encabeçar a competição, a menos que perca dois ou mais atletas após a Copa do Mundo. Caso perca ou Neymar ou Ganso, vira um time praticamente comum.

E por falar em time comum, e o Flamengo? Pois é, com a iminente saída de Adriano, o Rubro-Negro deve perder alguns jogadores nesse período de Copa do Mundo. Além do Imperador, Vagner Love e Bruno tem grandes chances de sair, o que também tornaria a equipe carioca comum. As peças de reposição não empolgam muito, já que dentre os nomes especulados para substituir o Imperador, está ninguém menos que Washington, o chorão do São Paulo.

Bom, já que o assunto é o Tricolor Paulista, vou encerrar com ele. Que bela vitória diante do Internacional! Classificados na Libertadores, os dois clubes irão se enfrentar nas semifinais da competição, depois da Copa do Mundo, e deram uma pequena prévia do que devem ser as partidas eliminatórias. Deve-se ressaltar sim que o Inter estava desfalcado de alguns jogadores depois da desgastante partida contra o Estudiantes na Argentina, mas mesmo assim o Tricolor Paulista foi merecedor do resultado. Diferentemente dos outros clubes que não me enganam, O São Paulo deve vir forte, mais uma vez, na disputa do título Brasileiro.


Só pra encerrar, uma nota triste àqueles que, assim como eu, eram meio fissuradinhos por bandas de New-Metal na adolescência. Faleceu hoje, em Des Moines, Paul Gray, baixista da banda Slipknot. A morte do músico ainda é desconhecida e só deve ser revelada após os resultados dos exames toxicológicos. Será que temos mais um caso de overdose?



De qualquer forma, trata-se de mais uma perda na cena do Heavy Metal nos últimos 6 meses. Primeiramente foi “The Rev”, baterista da banda Avenged Sevenfold. Nas últimas semanas, Ronnie James Dio também deixou o mundo dos mortais. Pelo visto o “The Hell” está querendo formar a sua banda. Só falta um guitarrista, quem há de ser o próximo?

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A crônica das mortes anunciadas

A história é simples e bastante restrita. Veja se o seu clube se identifica com ela.

Era uma vez uma competição sul-americana. Seu nome? Libertadores da América. Disputada todos os anos, em 2010 ela contou com a participação de cinco equipes brasileiras, todas muito bem capacitadas para a disputa da mesma. Tratava-se de uma taça bastante cobiçada, principalmente por um desses times brasileiros, que completava cem anos em 2010 e que nunca havia levado o caneco para casa.

O sonho para todos esses times brasileiros começou em fevereiro do mesmo ano. Apesar dos trancos e barrancos, todas essas equipes conseguiram a classificação para a segunda fase. Uma delas, aliás, por pouco não ficou de fora. Mesmo sendo a atual campeã brasileira, essa equipe quase perdeu para ela mesma e a desordem se instalou sobre o seu “reino”. O castigo estava escrito: enfrentar a mesma equipe ambiciosa, a centenária, e que havia feito a melhor campanha da competição até então.

Apesar do “Império da Desordem” estar em crise, o atual campeão brasileiro não se intimidou contra a equipe mais forte da primeira fase e conseguiu a classificação em um duelo muito equilibrado. O Império, antes subestimado, voltou a se tornar forte, aproveitando-se da inexperiência do seu adversário centenário.

Na fase seguinte, o império brasileiro enfrentou um adversário de um país vizinho, o Chile. Esses adversários já haviam batido os brasileiros por duas vezes na fase de classificação, o que fez com que o sinal de alerta fosse ligado. Tarde demais. Com uma péssima atuação no território familiar, o império brasileiro até que fez bonito na casa do inimigo, mas não fez o suficiente para alcançar sua classificação para as batalhas finais.

Mas essa história não se restringe a essas duas equipes. Existia também neste torneio uma equipe forte, e que conhecia muito bem os caminhos e atalhos para se ter sucesso. Aliás, essa equipe conseguiu conquistar o caneco por três vezes e, mais uma vez com uma tropa de guerreiros forte, tornou-se favorita. No entanto, havia um porém: essa forte equipe, tri-campeã, tinha sérios problemas ao enfrentar clubes da mesma nacionalidade que ela.

Foram dois duelos duríssimos entre equipes brasileiras naquele ano. A equipe traumatizada, que enfrentava em 2010 a mesma equipe que cortou o seu pescoço no ano anterior e que era a atual vice-campeã do torneio, provou a sua força nesse tipo de competição e não teve dó do seu carrasco. Duas vitórias acachapantes, no território do adversário e nos seus domínios, não deixando dúvidas a respeito da sua força nesse tipo de torneio.

Além da tri-campeã, havia outra equipe que havia garantido sua vaga para as batalhas finais da Libertadores. Campeã há quatro anos, a equipe vermelha, como é conhecida em seu país, também teve dificuldades na sua trajetória durante a competição. Nas fases finais, enfrentou por duas vezes equipes rivais de um país também próximo, a Argentina, conhecida por produzir os mais vencedores desse tipo de competição.

Mesmo sem atuações brilhantes, a equipe vermelha conquistou sua vaga nas batalhas finais ao enfrentar aqueles que tinham tudo para serem seus carrascos: os atuais campeões da Libertadores. Com uma vitória em seu território e uma derrota no país vizinho, os vermelhos se favoreceram do regulamento e garantiram sua vaga para enfrentar a mesma equipe que derrotou em 2006. Aquela mesma, a tri-campeã e uma das mais fortes do torneio.

Essa brincadeira deve ter fim só depois da batalha entre Seleções, agendada para o próximo mês de Junho. Será que teremos uma equipe de nosso território vencendo tanto a disputa de seleções como a de clubes sul-americanos? A batalha final só tem espaço para uma dessas duas equipes. Que a melhor represente o território brasileiro!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Exames preliminares

É evidente que, terminada a segunda rodada do Brasileirão 2010, ainda é impossível dizer quais são as equipes que, de fato, irão brigar pelo título nacional na atual temporada. Apesar de sempre existirem quatro ou cinco equipes que sempre brigam, o Campeonato Brasileiro promete mais uma vez ser bastante disputado até a última rodada. Mas o que dá pra ser dito passadas apenas duas rodadas da competição?

Começo a análise pelo então líder Corinthians que, evidentemente, irá oscilar bastante na competição. Líder com 100% de aproveitamento, o Timão novamente não mostra um futebol brilhante, assim como nas eliminações do Paulistão e Libertadores. Porém, a equipe de Mano Menezes volta a mostrar uma eficiência que lembra um pouco a do primeiro semestre de 2009. A ressaca da Libertadores parece que não está afetando tanto o experiente elenco do Corinthians. Resta saber se uma série de mal resultados irá manter essa impressão.


Outra virtude corintiana tem se mostrado no aproveitamento da fase inicial da competição. Contra o Grêmio, por exemplo, o Timão se aproveitou do fato dos gaúchos estarem priorizando a Copa do Brasil. Dessa forma, os gremistas usaram apenas uma equipe mista contra os paulistas, o que foi bem aproveitado. O mesmo pode ocorrer na quinta e sexta rodada, quando o Corinthians enfrenta Santos (envolvido na Copa do Brasil) e Internacional (Libertadores da América).

Quanto ao São Paulo, há pouco para ser dito. Poupando os titulares para a partida de quarta-feira diante do Cruzeiro na Libertadores, o Tricolor parece que irá repetir o início de Brasileirão dos anos anteriores, quando priorizou a competição sul-americana e perdeu alguns pontos importantes no nacional. No entanto, nada que a equipe de Ricardo Gomes possa recuperar depois, assim também como foi em outros anos.


E o Santos? É, o Peixe é outra equipe que prioriza, com razão, outra competição, já que o caminho mais curto para a Libertadores é, de fato, a Copa do Brasil. No entanto, caso os “Meninos da Vila” sejam eliminados pelo Grêmio, nada está perdido, já que o Peixe tem grandes chances de fazer uma boa campanha no Brasileirão 2010. Isso se a equipe de Dorival Júnior não perder muitos jogadores depois da Copa do Mundo, o que já vem sendo especulado principalmente com os nomes de Neymar e Ganso, que poderiam ir para o futebol inglês e espanhol respectivamente. Até agora, o Santos acumula apenas dois empates, mas nada de pânico pelos lados da Vila Belmiro.


Infelizmente para a torcida palmeirense, o mesmo não pode ser dito em relação ao seu clube de coração. Diferente do que podia ser dito em 2009, o Palmeiras na atual temporada tornou-se, por incrível que pareça, um time medíocre. No domingo, o Verdão protagonizou, em São Januário, diante do Vasco, uma das piores partidas da atual temporada e preocupou demais o torcedor, principalmente pela covardia de Antônio Carlos Zago, que a cada dia que passa parece balançar cada vez mais no cargo.


Sem muitas opções ofensivas na equipe depois da saída de Diego Souza, o Palmeiras agora passa a ser basicamente dependente dos lampejos criativos de Cleiton Xavier, já que Lincoln ainda não encaixou uma seqüência de boas partidas. E olha que na partida de ontem até o próprio Cleiton protagonizou cenas bizarras.

Resta saber se o Verdão irá se encaixar a tempo de realizar uma campanha digna em 2010, principalmente após a suposta briga envolvendo o atacante Robert e o próprio Zago, na viagem de volta da equipe paulista depois da partida de ontem. Segundo informações da Rádio Globo, os dois chegaram a trocar algumas “muquetas” e correm o risco de serem demitidos, assim como ocorreu no ano passado, envolvendo os atletas Obina e Maurício Ramos. Aliás, briga lindamente descrita por Cléber Machado em 2009.



Haja coração, torcida verde!

domingo, 16 de maio de 2010

Dualidades dominicais

Digamos que o dia de hoje, 16 de maio de 2010, pode ser considerado um dia de contradições para este que lhes escreve. Contradições que passam por sentimentos de alegria no campo esportivo, ao mesmo tempo em que de tristeza no campo da música. E infelizmente é por algo não tão agradável que eu devo começar o texto de hoje.

Confesso que fiquei bastante triste ao acompanhar hoje cedo, pelo Whiplash, a morte de uma das maiores figuras da história do Heavy Metal. Depois de travar uma verdadeira luta épica, como aquelas descritas por ele mesmo em várias letras de suas músicas, Ronnie James Dio (Black Sabbath, Heaven and Hell, Rainbow) deixou o mundo dos terráqueos para viver, com o perdão do trocadilho, entre o “Paraíso e o Inferno”. Uma batalha contra a doença maldita, também conhecida como câncer, que tirou e tira a vida de tantas pessoas nesse mundo; com o ex-vocalista do Black Sabbath, que tinha 67 anos, não foi diferente.

Ronnie esteve presente no Brasil, em 2009, para divulgar a sua atual banda, o Heaven and Hell, na apresentação única no país. Formada por outros integrantes históricos do lendário Sabbath como Tony Iommi, Geezer Butler e Vinny Appice, o Heaven and Hell foi uma das últimas bandas que comecei a ouvir e que, infelizmente, não terei a oportunidade de ouvir mais com Dio nos vocais.



Ronnie pode não ter sido tão representativo e não ter a grife do nosso prezadíssimo Ozzy Osbourne nos vocais, mas sem dúvida marcou seu nome na história do Heavy Metal. Lembro eu de quantas vezes eu não ficava todo “pirilampo (HAHA)” ao ouvir aquela que, sem dúvida sempre ficará na minha cabeça ao ouvir o nome de Dio: Holy Diver. Aliás, a mesma música tem uma ótima versão feita por uma banda que gosto bastante, o Killswitch Engage.



Mas nem de tristezas foi este domingo. No tênis, Rafael Nadal e Roger Federer voltaram a protagonizar uma das maiores rivalidades da história do tênis na decisão do Masters Mil de Madrid. No fim das contas, o espanhol levou a melhor, mostrando estar plenamente recuperado dos problemas físicos que chegaram a derrubar o atual número dois do mundo para a que eu prefiro chamar de incongruente quarta posição no ranking mundial.

Definitivamente o "Touro Miúra" está de volta e é, sem sombra de dúvidas, o grande favorito para a conquista de Roland Garros em 2010. Depois de cair em 2009 para a então zebra Robin Soderling, Nadal chega na atual temporada gabaritado não só pelos seus resultados dentro das quadras de saibro, mas também pela forma que vem atuando. O espanhol simplesmente venceu os três torneios Masters Mil disputados nesse tipo de piso e teve poucos adversários a altura, a não ser o próprio Roger Federer, que deu trabalho em Madrid e é atual campeão em Paris.


A vitória por dois sets a zero (6/4 e 7/6) coloca Nadal novamente no posto de número dois do mundo. E o suíço que não abra o olho, já que defende o título em Roland Garros e precisa chegar no mínimo à semifinal para manter o posto. Rafa tem chances claras até mesmo de reassumir a liderança do ranking mundial e tem mostrado bola pra isso. Resta aguardar por Paris e torcer para uma campanha surpreendente do nosso brasileiro Thomaz Bellucci, que vem tendo excelentes atuações no piso em 2010.

Amanhã, análise da rodada do Brasileirão. Hasta la vista, tcholos!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Os Poli-Valentes (?) de Dunga

Se existe um adjetivo que define bem a lista dos 23 convocados do Dunga para a Copa do Mundo da África do Sul, ela se chama “coerente”. Aliás, coerência tem sido o substantivo mais utilizado por grande parte da mídia esportiva ao analisar a lista brasileira, que teve poucas surpresas em quantidade. Mas, se formos pensar de verdade em um substantivo que de fato defina essa Seleção, eu acho que preferiria usar "polivalente". Mas será valente em relação a valores e versatlidade ou valentia no sentido lato da palavra?


Apesar de não atender ao clamor popular e não ter levado Neymar e Paulo Henrique Ganso, Dunga justificou muito bem a não convocação dos dois ao questionar por que ninguém pediu pelas convocações de ambos em dezembro, quando eram apenas reservas no Santos. Apesar de serem realidade e foras-de-série, Neymar e Ganso ainda carecem um pouco de experiência em Seleção Brasileira. Eu particularmente levaria ambos, mas entendo perfeitamente a posição de Dunga.

Mas será que o nosso prezado Carlos Caetano Bledorn Verri realmente foi coerente? Vamos analisar posição por posição e ver qual é a de cada um dos convocados e suas chances na Copa.

Goleiros
Júlio César: indiscutível. Ao lado de Kaká e Robinho, o ex-goleiro flamenguista e atual Inter de Milão-ITA era uma das poucas certezas absolutas dessa Seleção. Titular em toda a era Dunga, Júlio César é um dos pilares da Seleção Brasileira, ainda mais com o suporte da sólida defesa formada por Juan e Lúcio.


Gomes: Apesar de não ter tantas convocações na era Dunga, o ex-goleiro do Cruzeiro é um dos brasileiros com melhor aproveitamento na Europa. Titular absoluto do Tottenhan-ING, Gomes tem se destacado na Premier League por ser um grande pegador de pênaltis. Convocação justa. Doni: Ao lado de Júlio César, o ex-goleiro do Corinthians e atualmente na Roma-ITA foi um dos que mais teve convocações na era Dunga. Sua convocação é prova de coerência, mas não de competência. Atualmente Doni é apenas reserva no clube italiano e está completamente sem ritmo de jogo.

Laterais-Direitos
Maicon e Daniel Alves: indiscutíveis e imprescindíveis. O primeiro é destaque da Inter de Milão-ITA e, assim como jogador do Barcelona-ESP. Maicon provavelmente deve ser o titular no Mundial, mas tem um reserva muito forte como sombra. Dani Alves, por outro lado, ainda tem chances de ser titular até mesmo atuando no meio-campo, que deve ser repleto de jogadores considerados “coringas”.


Laterais-Esquerdos
Michel Bastos e Gilberto: ao contrário do lado oposto, os laterais-esquerdos foram um grande problema para Dunga. Michel Bastos (Lyon-FRA) assumiu o posto de titular na reta final pré-Copa e não largou o osso,mais pelas incompetências de André Santos (Fenerbahçe-TUR) e Kléber (Internacional-BRA), que não aproveitaram suas chances, do que por méritos do próprio ex-jogador do Figueirense. Já a convocação de Gilberto (Cruzeiro-BRA) pode ser considerada surpresa, já que muitos na imprensa especulavam que Dunga poderia chamar apenas um lateral-esquerdo.


Zagueiros
Juan e Lúcio: formam uma das melhores duplas de zaga do mundo. Ao lado de Lúcio (Inter-ITA), Juan (Roma-ITA) voltou à boa forma após uma série de lesões na temporada passada e chega em alta para mais um Mundial. Lúcio também tem mostrado excelente forma na Liga dos Campeões pelo clube italiano e dá segurança aos brasileiros.


Luisão e Thiago Silva: reservas imediatos de Dunga, Luisão (Benfica-POR) e Thiago Silva (Milan-ITA) foram convocados merecidamente. Quando teve chances pela Seleção, Miranda (São Paulo-BRA) as aproveitou muito mal e, além disso, não vive uma boa temporada em 2010. No caso de lesão de um dos titulares, o brasileiro deve ficar tranqüilo, apesar da falta de experiência de Thiago Silva.

Volantes
Gilberto Silva e Felipe Melo: voltando ao fator coerência, Dunga novamente provou tê-la. O primeiro voltou a ter uma boa temporada no Panathinaikos-GRE e deve ser o capita da Seleção de 2010. Já Felipe Melo, de qualidade técnica questionável, não teve uma boa temporada pela Juventus-ITA e deve preocupar um pouco o torcedor brasileiro. Josué: reserva imediato na posição, o ex-jogador do São Paulo e atualmente no Wolfsburg-ALE não teve atuações de destaque quando testado na Seleção Brasileira, mas também não compromete. A não ser em caso de lesão, deve ser pouco aproveitado no Mundial.


Meias polivalentes
Criei essa categoria para jogadores que podem atuar tanto como meias mais ofensivos como volantes. Nessa categoria se encaixam tanto Elano (Galatasaray-TUR) como Kleberson (Flamengo-BRA) e Ramires (Benfica-POR). Um dos queridinhos de Dunga, Elano deve disputar vaga na equipe titular com Daniel Alves e leva uma pequena vantagem. Já o flamenguista, surpresa na lista de convocados, corre por fora, diferentemente de Ramires, que deve ser boa opção para as segundas etapas das partidas.


Meias de criação
Kaká e Júlio Baptista: confesso temer por essa posição no Mundial da África do Sul, principalmente pela falta de opções. Em uma possível lesão de Kaká (Real Madrid-ESP), é temeroso pensar nas criações de jogadas nas mãos de J.B. (Roma-ITA), principalmente pelo fato do mesmo nem titular ser no clube italiano, além de limitado tecnicamente. Kaká, que vem apresentando problemas de lombalgia durante a temporada e tendo atuado pouco, ainda é uma incógnita.


Atacantes
Robinho e Luís Fabiano: inquestionavelmente deve ser a dupla de ataque titular do Brasil na Copa. A princípio órfã de Ronaldo, que deixa de disputar seu primeiro Mundial depois de 16 anos, a Seleção Brasileira encontrou em Luís Fabiano (Sevilla-ESP) a sua principal figura. O ex-atacante do São Paulo garantiu sua vaga ainda nas Eliminatórias, quando teve atuação impecável na vitória diante do Uruguai, em partida disputada no Morumbi. Já Robinho, que voltou ao Brasil para atuar no Santos, reencontrou o bom futebol, mesmo sendo coadjuvante no time de Neymar e Paulo Henrique Ganso.


Nilmar e Grafite: o primeiro deve ser opção para as partidas no segundo tempo. Depois de uma boa temporada no Villareal-ESP, o ex-jogador do Internacional teve boas atuações quando testado por Dunga e tem a confiança do treinador. Já Grafite (Wolfsburg-ALE), apesar de poucas vezes convocado, venceu a disputa com Adriano do Flamengo, que pediu para não ser convocado devido à falta de comprometimento nos treinamentos em 2010.