quinta-feira, 29 de julho de 2010

O pesadelo amadurece

E aí galera, o que acharam dessa partida entre Internacional e São Paulo, válida pelas semifinais da Libertadores? Pra ser bem sincero fiquei bastante surpreso negativamente com o Tricolor Paulista, tri-campeão dessa competição e especialista nesse tipo de torneio como seus próprios torcedores orgulham-se de dizer.

O que se viu do São Paulo no Beira-Rio, nesta quarta-feira, foi uma equipe jogando como time pequeno. Como admitiu o zagueiro Alex Silva no final da partida, o Tricolor foi até Porto Alegre para não tomar gols e por pouco não conseguiu o seu objetivo. Apesar da derrota magra, os paulistas têm grandes chances de reverter o resultado na partida de volta no Morumbi. Uma tarefa que não será fácil, já que o time não se encontrou depois da parada da Copa do Mundo, além de ter que vencer por dois gols de diferença e sem tomar gols. Difícil se pensarmos que o Inter tem jogadores para encaixar bons contra-ataques.


Apesar do solitário gol de Giuliano, o Internacional foi muito superior e manteve grande parte da posse de bola durante quase toda a partida. Se formos pensar, o magro 1 a 0 foi até pouco e não refletiu a superioridade colorada. Taison deitou em cima do Jean, lateral do São Paulo. Esse deve ser o jogador que deve receber maior atenção por parte dos são-paulinos na partida de volta.

Meu palpite? São Paulo vence a partida por um gol de diferença, mas não leva. Será uma situação parecida com a qual o Corinthians passou nas oitavas-de-final, diante do Flamengo. Vencer sem tomar gols é algo muito difícil, ainda mais se pensarmos que o São Paulo deverá se expor no Morumbi.

Fikdik
Cara, o som que eu vou falar hoje é algo que eu vinha esperando há meses. A minha expectativa era de que fosse o melhor álbum do ano. Todo mundo sabe do perigo que é criar muita expectativa sobre alguma coisa. Que bom que dessa vez não houve decepção. Muito pelo contrário.

O novo álbum do Avenged Sevenfold, intitulado “Nightmare”, é o quarto de estúdio da banda. É também o primeiro sem o baterista Jimmy Sullivan (The Rev), que foi substituído no álbum por seu grande ídolo, o baterista do Dream Theater, Mike Portnoy, que aceitou fazer o álbum como forma de homenagear o ex-baterista da banda, que faleceu no último dia do ano passado ao ter uma overdose acidental.


Nightmare é, sem sombra de dúvidas, o trabalho mais maduro da banda. Trazendo ao mesmo tempo a energia do primeiro álbum, “Waking the Fallen”, na faixa “God Hate Us”, aliados aos belos solos de guitarra e melodias compostos em “City of Evil” nas faixas “Danger Lines” e os vocais cada vez melhores de M. Shadows no álbum “Self Titled” em “Victim”, o novo disco do Avenged Sevenfold é repleto de obscuridade e sombras, como o próprio nome indica.

Outra coisa que pode ser notada são as grandes referências a The Rev durante todo o disco. Essa referência já havia sido vista no clipe do “Nightmare”, quando a banda deixa a bateria vazia no final do vídeo. No entanto, outras referências podem ser notadas, como na música “Fiction”, cantada em alguns trechos por The Rev antes mesmo de sua morte. A letra, aliás, dá a estranha impressão que o baterista sabia que ia morrer. Sinstreza total! Referências também podem ser vistas na faixa Save Me, onde o vocalista M. Shadows chega a cantar “tonight we all die young”. Não é para menos, The Rev tinha apenas 28 anos antes de morrer.



Por último, a grande preocupação de Portnoy no disco foi manter fielmente o que The Rev havia gravado nas demos antes da gravação do cd. É claro que o baterista do Dream Theater executou tudo com extrema competência, dando também um toque de tudo aquilo que sabe. Vale lembrar que ele é considerado um dos dez maiores bateristas da atualidade. Dez não, eu diria até cinco!

Faixas destaque: “Nightmare”, “Buried Alive”, “Natural Born Killer”, “Victim”, “Save Us” e “Fiction”.
Nota do album: 9,0.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A primeira vez do Luiz Antônio

Como o blog havia antecipado aqui na última sexta-feira, Luiz Antônio "Mano" Menezes realmente assumiu a Seleção Brasileira. Nesta segunda-feira, o agora ex-treinador do Corinthians assumiu o cargo e já iniciou o trabalho com a sua primeira convocação, para o amistoso de 10 de agosto contra a Seleção dos Estados Unidos.

Vale lembrar que é apenas o início do trabalho de Mano Menezes, mas o treinador já mostrou ao seu antecessor como se dá uma entrevista coletiva. Bem humorado e bastante solícito nas perguntas, o técnico mostrou preferência pelo esquema 4-2-3-1, utilizado pela Espanha na conquista da última Copa do Mundo. É algo semelhante ao Corinthians de 2009. Provavelmente voltaremos a ver esse esquema no Brasil.


Outra questão que foi levantada por Mano é que ele poderá utilizar sim jogadores que estiveram na última Copa do Mundo. Apesar de convocar apenas quatro nomes do último Mundial (Robinho, Dani Alves, Ramires e Thiago Silva), o treinador deixou claro que só não convocou outros remanescentes devido ao desgaste emocional do último mundial. Nas próximas listas, novos nomes devem pintar.

O que eu achei particularmente da convocação? Olha, é cedo pra falar, é só a primeira. Muitos destes atletas receberão novas chances, outros serão esquecidos, mas fico contente em ver opções de bastante qualidade para o meio-campo brasileiro. Me agradam muito os nomes de Hernanes, PH Ganso, Ramires e Lucas, além das lembranças do zagueiro David Luiz, que fez grande temporada pelo Benfica, e do lateral-esquerdo André Santos. Ele foi muito bem quando treinado pelo Mano Menezes e agora recebe nova chance na Seleção.


Existem também algumas surpresas nessa convocação. Principalmente entre os goleiros. Tirando Victor, do Grêmio, as convocações do jovem Renan (Avaí) e Jéferson (Botafogo) causaram até certa estranheza. Apesar disso, gosto muito dos dois nomes, principalmente do segundo, que apesar da falha de ontem contra o Fluminense, tem feito uma bela temporada pelo alvi-negro carioca. Outra surpresa pra mim foi a convocação do volante Jucilei, do Corinthians. Ultimamente ele vinha ficando no banco e esperava-se muito mais a convocação de Elias, que apesar de titular, não vem jogando muito bem há um bom tempo pelo Timão.

Enfim, é apenas o começo de um trabalho. Ontem, Mano Menezes fez a sua última partida pelo Corinthians e deixou o clube na liderança do Brasileirão, após a vitória por 3 a 1 diante do Guarani e o empate do Fluminense no clássico carioca contra o Botafogo. A trajetória de Mano, que começou coincidentemente também contra o Guarani, terminou de forma vitoriosa e emocionante para o torcedor corintiano, que fez uma bela homenagem para o agora técnico da Seleção.



Nesta terça-feira, o Corinthians apresenta o seu novo treinador, Adílson Batista, que terá a dura tarefa de manter o Timão na liderança do Brasileirão, além de pegar uma bucha já na estréia: o clássico contra o maior rival, o Palmeiras.

Sem Roberto Carlos e Dentinho, suspensos, a tarefa de Adílson Batista deverá ser dificultada, ainda mais pela fase do rival, que não tem feito boas partidas. Resta ver como será a vida do ex-técnico do Cruzeiro daqui pra frente. Chumbo grosso!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Dia do fico

E que dia maluco foi essa sexta-feira. Naquilo que eu considerei o maior #fail do Jornalismo Esportivo brasileiro nos últimos tempos, Muricy Ramalho fez aquilo que eu duvido que algum outro técnico faria: recusar a Seleção Brasileira. O Fluminense, atual líder do Brasileirão, exerceu o seu direito de manter o treinador e simplesmente avisou que não iria liberar. Como Muricy é homem de palavra, cumpriu a decisão do clube carioca e simplesmente recusou o convite.



Admito que vi com bastante surpresa tal decisão. Surpresa e admiração. Primeiro porque Muricy deu exemplo de como conduzir esse tipo de negociação, algo diferente do que fez Ricardo Teixeira, presidente da CBF. Ao invés de procurar o clube primeiramente e depois falar com o treinador, Teixeira mostrou uma presunção jamais vista, deixando simplesmente para a véspera do anúncio o agendamento da reunião com o treinador. Afinal, quem vai dizer não para a CBF, não é mesmo?

Sinceramente, depois dessa atitude, mais do que nunca coloco o Fluminense entre os favoritos ao título brasileiro, ainda mais com tamanho respaldo que a diretoria do clube carioca tem dado ao seu treinador. Até quando esse respaldo vai durar? No mínimo agora o Fluminense tem uma dívida de gratidão com o treinador.

E as retaliações, a CBF poderia de alguma forma prejudicar o Fluminense? É evidente que o fato do clube carioca ser adversário político de Ricardo Teixeira pesou para a não liberação de Muricy. O troco veio de maneira cirúrgica, agora resta saber se o clube carioca será alvo de algum tipo de retaliação por parte da entidade.

E quem deve ser a próxima vítima da CBF? Se antes ele já era especulado, imagina agora.

Sono traquilo

Olha, a décima rodada do Brasileirão que me perdoe, mas hoje tem algo muito mais importante a ser falado neste blog. Afinal, não é todo dia que vemos aquela luzinha no fim do túnel, que nos mostra que sim, pasmem: Ricardo Teixeira não é tão burro assim quanto eu pensava.


Nesta sexta-feira, como prometido durante a semana, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) tornou público o convite feito para Muricy Ramalho dirigir a Seleção Brasileira nos próximos quatro anos. De certa forma surpreendente, já que o grande cotado para assumir a Seleção era Mano Menezes, que mostrou uma postura bastante louvável e em nenhum momento mostrou-se deslumbrado com as especulações. Mas vejamos, o convite foi surpreendente, mas bastante inteligente.

Analisando currículo por currículo, não há dúvidas de que o do Muricy é bem mais recheado. O atual-ex técnico do Fluminense coleciona títulos estaduais por Náutico, São Caetano, Internacional, além de um tri-campeonato brasileiro incontestável pelo São Paulo. Só não foi campeão pelo Inter porque o prezadíssimo Edílson Pereira de Carvalho não permitiu, no escâdalo da arbitragem de 2005 que anulou partidas do Brasileirão naquele ano.

Eu não diria que Mano Menezes é um nome ruim. O cara também tem títulos estaduais por Grêmio e Corinthians, um título de expressão nacional como a Copa do Brasil e uma boa campanha pela Libertadores pelo Grêmio em 2007 (vice-campeão). Mas eu diria que ser campeão brasileiro da Série A é muito mais difícil, coisa que Muricy conseguiu. Por três vezes. Mano conseguiu duas, mas na Série B.

Poréms
É claro que Muricy Ramalho também tem pontos a serem discutidos e relativizados. Por que ele foi tri-campeão brasileiro? Porque tinha um ótimo time e estrutura nas mãos, além de ser bom técnico. Não diria que o trabalho dele ficou mais fácil por isso, mas que com certeza ajudou na caminhada pelos títulos, não há dúvida. Esperamos que agora, podendo convocar quem bem entende, ele consiga montar um time de qualidade. Obra-prima ele vai ter.

Outra questão a ser levantada sobre Muricy Ramalho diz respeito ao seu tratamento com a imprensa. Na Copa de 2010, fomos obrigados a agüentar o insuportável do Dunga, seus deboches fora de hora, suas patadas e treinos fechados, que de pouco adiantaram para evitar a eliminação do Brasil diante da Holanda. Quem espera algo diferente de Muricy Ramalho pode tirar o cavalinho da chuva. É só lembrar das suas patadas nos tempos de São Paulo.



No entanto, analisando prós e contras, este blogueiro deve admitir e respirar aliviado: a CBF escolheu o melhor treinador do Brasil para assumir a sua Seleção. O melhor e mais preparado.

Fikdik
Quem ainda não conhece o som do KoRn (KoRn III – Remember Who you are), não sabe o que está perdendo. O novo álbum dos caras definitivamente é uma revisita as origens da banda. O álbum foi produzido por Ross Robinson, que produziu os dois primeiros álbuns da banda (KoRn e Life is Peachy), e é garantida de bom som. Diria que é o melhor trabalho da banda na década, depois de uma tentativa de experimentar novas sonoridades. Destaque para as faixas “Are you ready to live?”, “Pop a Pill” e “Oildale”, primeiro single da banda.

domingo, 18 de julho de 2010

Tudo aquilo que não muda

Sim, eu sei. Faz mais de um mês desde que postei aqui pela última vez, na última rodada do Brasileirão antes da parada para a Copa do Mundo. Naquela época, o São Paulo ainda estava bem, Kléber ainda estava no Cruzeiro e o Corinthians era líder do Brasileirão. Algumas coisas mudaram, outras não.

Pois é, para quem se acostumou na Copa do Mundo a ver Xavi, Iniesta, Sneijder, Robben, Forlán e Cia, agora é obrigado a ver as “brilhantes” jogadas de Ralfs, Richarlysons, Liconlns e Edus Dracenas da vida. Convenhamos que alguns deles até mereciam estar na Copa do Mundo, como os Paulos Henriques e Neymars da vida. Mas pra manter a coerência que tanto preguei antes da Copa do Mundo, não acho que as jóias santistas resolveriam alguma coisa naquela Seleção Brasileira que teve uma crise paranóica na partida contra a Holanda.

Terminada a Copa do Mundo, vamos voltar a falar de Campeonato Brasileiro. Primeiramente me justificando, acabei abandonando o blog pra me dedicar exclusivamente ao meu TCC, que estava intimamente ligado ao Mundial. Em breve devo dedicar um post para explicá-lo com detalhes, enquanto isso fiquem com o privilégio do mistério, hehe.

Como eu havia pregado antes da Copa do Mundo, ficou evidente que alguns times acabaram prejudicados com a parada do Mundial. Equipes que viviam boa fase antes da parada acabaram tendo o ritmo quebrado e não voltaram bem, como pode ser visto no caso do São Paulo. Nas duas primeiras rodadas pós-parada, o Tricolor não se encontrou em campo e saiu com duas derrotas, para Avaí e Vitória. A primeira em casa, a segunda fora.

Contra o Vitória, o Tricolor Paulista mostrou-se muito desatento. Tanto na primeira etapa quanto na segunda, a equipe de Ricardo Gomes entrou um pouco dispersa na marcação e acabou sofrendo os gols, sendo que dois deles foram em jogadas aéreas, considerada uma das especialidades da defesa são-paulina. Agora o torcedor espera que a equipe entre mais atenta nas próximas partidas, principalmente se pensarmos na Copa Libertadores, quando enfrenta o Internacional no próximo dia 28, em partida de ida válida pelas semifinais do torneio. O Colorado voltou bem depois da parada da Copa e já soma duas vitórias em duas partidas.

Em oposição ao São Paulo, o Corinthians parece ter aproveitado bem a parada. Em duas partidas, o Timão somou um empate contra o até então vice-líder Ceará fora de casa e uma vitória diante do Atlético Mineiro no Pacaembu. Atlético este, aliás, que se reforçou muito bem durante a parada da Copa e deve ser um time que dará trabalho neste Brasileirão.

Diante do Galo Mineiro neste domingo, o torcedor do Timão ficou satisfeito com a atuação da equipe, mas esperava uma vitória mais tranqüila. Ainda na primeira etapa, no início do jogo, o zagueiro Chicão perdeu um pênalti, algo bastante raro em sua carreira. No entanto, durante toda a partida o Corinthians pressionou para chegar à vitória, mas pecou bastante nas finalizações. A vitória só veio aos 35 minutos da segunda etapa com Bruno César, arriscando chute de fora da área e garantindo a vitória para os corintianos, além da liderança isolada do Brasileirão com 21 pontos.

E o Palmeiras? A esperança é verde, e Felipão também! Depois de dez anos longe do Palestra, o treinador pentacampeão mundial com a Seleção Brasileira retornou ao clube paulista prometendo muito trabalho. E haja trabalho! Com poucos reforços (Kléber, Tadeu e Tinga), o Verdão ainda viu grandes jogadores deixarem o clube, como no caso de Cleiton Xavier, que foi para o futebol da Ucrânia.

E qual é o resultado de tudo isso? Muita irregularidade. Com uma vitória surpreendente diante do Santos no meio da semana, o Palmeiras foi a Florianópolis cheio de esperança, mas acabou sendo goleado pelo Avaí por 4 a 2, de virada. Melhor para a equipe catarinense, que soma duas vitórias diante de dois grandes clubes paulistas. Mas o que o Verdão pode tirar de lição?

Uma coisa é certa, torcedor palmeirense. Pode trazer qualquer técnico do mundo, mas se o Palmeiras não montar um elenco mais qualificado, dificilmente voltará a conquistar títulos e melhores resultados. Felipão traz sim um novo astral dentro do clube, mas só isso não basta. Em 1997, 1998 e 1999, quando o treinador conquistou grandes títulos pelo clube, ele tinha grandes equipes em suas mãos. Nenhum treinador faz milagre, nem mesmo Felipão.

Minha dica musical dessa semana fica por conta do novo clipe de uma das minhas bandas favoritas, o Avenged Sevenfold. Pra quem não sabe, a banda perdeu no final do ano passado o seu baterista The Rev, que foi substituído no novo álbum por Mike Portnoy, do Dream Theater. Trata-se de uma homenagem ao ex-baterista do Avenged Sevenfold, que tinha em Portnoy um dos seus grandes ídolos.

Portnoy não aparece no clipe, assim como nenhum baterista, uma maneira de homenagear The Ver no final do vídeo. Bonita homenagem, para um baterista promissor e talentoso que, infelizmente, acabou morrendo devido a uma overdose.

Adios, niños.