O que se viu do São Paulo no Beira-Rio, nesta quarta-feira, foi uma equipe jogando como time pequeno. Como admitiu o zagueiro Alex Silva no final da partida, o Tricolor foi até Porto Alegre para não tomar gols e por pouco não conseguiu o seu objetivo. Apesar da derrota magra, os paulistas têm grandes chances de reverter o resultado na partida de volta no Morumbi. Uma tarefa que não será fácil, já que o time não se encontrou depois da parada da Copa do Mundo, além de ter que vencer por dois gols de diferença e sem tomar gols. Difícil se pensarmos que o Inter tem jogadores para encaixar bons contra-ataques.

Apesar do solitário gol de Giuliano, o Internacional foi muito superior e manteve grande parte da posse de bola durante quase toda a partida. Se formos pensar, o magro 1 a 0 foi até pouco e não refletiu a superioridade colorada. Taison deitou em cima do Jean, lateral do São Paulo. Esse deve ser o jogador que deve receber maior atenção por parte dos são-paulinos na partida de volta.
Meu palpite? São Paulo vence a partida por um gol de diferença, mas não leva. Será uma situação parecida com a qual o Corinthians passou nas oitavas-de-final, diante do Flamengo. Vencer sem tomar gols é algo muito difícil, ainda mais se pensarmos que o São Paulo deverá se expor no Morumbi.
Fikdik
Cara, o som que eu vou falar hoje é algo que eu vinha esperando há meses. A minha expectativa era de que fosse o melhor álbum do ano. Todo mundo sabe do perigo que é criar muita expectativa sobre alguma coisa. Que bom que dessa vez não houve decepção. Muito pelo contrário.
O novo álbum do Avenged Sevenfold, intitulado “Nightmare”, é o quarto de estúdio da banda. É também o primeiro sem o baterista Jimmy Sullivan (The Rev), que foi substituído no álbum por seu grande ídolo, o baterista do Dream Theater, Mike Portnoy, que aceitou fazer o álbum como forma de homenagear o ex-baterista da banda, que faleceu no último dia do ano passado ao ter uma overdose acidental.

Nightmare é, sem sombra de dúvidas, o trabalho mais maduro da banda. Trazendo ao mesmo tempo a energia do primeiro álbum, “Waking the Fallen”, na faixa “God Hate Us”, aliados aos belos solos de guitarra e melodias compostos em “City of Evil” nas faixas “Danger Lines” e os vocais cada vez melhores de M. Shadows no álbum “Self Titled” em “Victim”, o novo disco do Avenged Sevenfold é repleto de obscuridade e sombras, como o próprio nome indica.
Outra coisa que pode ser notada são as grandes referências a The Rev durante todo o disco. Essa referência já havia sido vista no clipe do “Nightmare”, quando a banda deixa a bateria vazia no final do vídeo. No entanto, outras referências podem ser notadas, como na música “Fiction”, cantada em alguns trechos por The Rev antes mesmo de sua morte. A letra, aliás, dá a estranha impressão que o baterista sabia que ia morrer. Sinstreza total! Referências também podem ser vistas na faixa Save Me, onde o vocalista M. Shadows chega a cantar “tonight we all die young”. Não é para menos, The Rev tinha apenas 28 anos antes de morrer.
Por último, a grande preocupação de Portnoy no disco foi manter fielmente o que The Rev havia gravado nas demos antes da gravação do cd. É claro que o baterista do Dream Theater executou tudo com extrema competência, dando também um toque de tudo aquilo que sabe. Vale lembrar que ele é considerado um dos dez maiores bateristas da atualidade. Dez não, eu diria até cinco!
Faixas destaque: “Nightmare”, “Buried Alive”, “Natural Born Killer”, “Victim”, “Save Us” e “Fiction”.
Nota do album: 9,0.









