
Admito que vi com bastante surpresa tal decisão. Surpresa e admiração. Primeiro porque Muricy deu exemplo de como conduzir esse tipo de negociação, algo diferente do que fez Ricardo Teixeira, presidente da CBF. Ao invés de procurar o clube primeiramente e depois falar com o treinador, Teixeira mostrou uma presunção jamais vista, deixando simplesmente para a véspera do anúncio o agendamento da reunião com o treinador. Afinal, quem vai dizer não para a CBF, não é mesmo?
Sinceramente, depois dessa atitude, mais do que nunca coloco o Fluminense entre os favoritos ao título brasileiro, ainda mais com tamanho respaldo que a diretoria do clube carioca tem dado ao seu treinador. Até quando esse respaldo vai durar? No mínimo agora o Fluminense tem uma dívida de gratidão com o treinador.
E as retaliações, a CBF poderia de alguma forma prejudicar o Fluminense? É evidente que o fato do clube carioca ser adversário político de Ricardo Teixeira pesou para a não liberação de Muricy. O troco veio de maneira cirúrgica, agora resta saber se o clube carioca será alvo de algum tipo de retaliação por parte da entidade.
E quem deve ser a próxima vítima da CBF? Se antes ele já era especulado, imagina agora.

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