sexta-feira, 21 de maio de 2010

A crônica das mortes anunciadas

A história é simples e bastante restrita. Veja se o seu clube se identifica com ela.

Era uma vez uma competição sul-americana. Seu nome? Libertadores da América. Disputada todos os anos, em 2010 ela contou com a participação de cinco equipes brasileiras, todas muito bem capacitadas para a disputa da mesma. Tratava-se de uma taça bastante cobiçada, principalmente por um desses times brasileiros, que completava cem anos em 2010 e que nunca havia levado o caneco para casa.

O sonho para todos esses times brasileiros começou em fevereiro do mesmo ano. Apesar dos trancos e barrancos, todas essas equipes conseguiram a classificação para a segunda fase. Uma delas, aliás, por pouco não ficou de fora. Mesmo sendo a atual campeã brasileira, essa equipe quase perdeu para ela mesma e a desordem se instalou sobre o seu “reino”. O castigo estava escrito: enfrentar a mesma equipe ambiciosa, a centenária, e que havia feito a melhor campanha da competição até então.

Apesar do “Império da Desordem” estar em crise, o atual campeão brasileiro não se intimidou contra a equipe mais forte da primeira fase e conseguiu a classificação em um duelo muito equilibrado. O Império, antes subestimado, voltou a se tornar forte, aproveitando-se da inexperiência do seu adversário centenário.

Na fase seguinte, o império brasileiro enfrentou um adversário de um país vizinho, o Chile. Esses adversários já haviam batido os brasileiros por duas vezes na fase de classificação, o que fez com que o sinal de alerta fosse ligado. Tarde demais. Com uma péssima atuação no território familiar, o império brasileiro até que fez bonito na casa do inimigo, mas não fez o suficiente para alcançar sua classificação para as batalhas finais.

Mas essa história não se restringe a essas duas equipes. Existia também neste torneio uma equipe forte, e que conhecia muito bem os caminhos e atalhos para se ter sucesso. Aliás, essa equipe conseguiu conquistar o caneco por três vezes e, mais uma vez com uma tropa de guerreiros forte, tornou-se favorita. No entanto, havia um porém: essa forte equipe, tri-campeã, tinha sérios problemas ao enfrentar clubes da mesma nacionalidade que ela.

Foram dois duelos duríssimos entre equipes brasileiras naquele ano. A equipe traumatizada, que enfrentava em 2010 a mesma equipe que cortou o seu pescoço no ano anterior e que era a atual vice-campeã do torneio, provou a sua força nesse tipo de competição e não teve dó do seu carrasco. Duas vitórias acachapantes, no território do adversário e nos seus domínios, não deixando dúvidas a respeito da sua força nesse tipo de torneio.

Além da tri-campeã, havia outra equipe que havia garantido sua vaga para as batalhas finais da Libertadores. Campeã há quatro anos, a equipe vermelha, como é conhecida em seu país, também teve dificuldades na sua trajetória durante a competição. Nas fases finais, enfrentou por duas vezes equipes rivais de um país também próximo, a Argentina, conhecida por produzir os mais vencedores desse tipo de competição.

Mesmo sem atuações brilhantes, a equipe vermelha conquistou sua vaga nas batalhas finais ao enfrentar aqueles que tinham tudo para serem seus carrascos: os atuais campeões da Libertadores. Com uma vitória em seu território e uma derrota no país vizinho, os vermelhos se favoreceram do regulamento e garantiram sua vaga para enfrentar a mesma equipe que derrotou em 2006. Aquela mesma, a tri-campeã e uma das mais fortes do torneio.

Essa brincadeira deve ter fim só depois da batalha entre Seleções, agendada para o próximo mês de Junho. Será que teremos uma equipe de nosso território vencendo tanto a disputa de seleções como a de clubes sul-americanos? A batalha final só tem espaço para uma dessas duas equipes. Que a melhor represente o território brasileiro!

Um comentário:

Maza disse...

"Começando pelo começo", não me lembro de nenhum ano em que a libertadores fora disputada com tamanha obsessão pelos times brasileiros. Por óbvio, sempre se a priorizaram, mas esse ano foi diferente.

Dava pra perceber que o Flamengo não iria muito longe devido a sua falta de comando (tanto por parte do antigo técnico como da direitoria), mas eliminou um forte Corinthians que fez um primeiro tempo espetacular no Pacaembu.

Eu não conseguia acreditar muito no meu Tricolor. Técnico fraco utilizando um esquema tático "preguiçoso" (leia-se: sem nenhuma leitura de jogo; não visava o preenchimento de espaços, mas sim uma manutenção de posse de bola sem qualquer objetividade), além de um camisa 9 que dispensa comentários e improvisações sem qualquer nexo.

Enfim, seguindo o jogo, o São Paulo, que ganhou nos pênaltis do adversário mais fraco da segunda fase, iria pegar seu algoz do ano passado que havia ganho com propriedade do Nacional do Uruguay.

Parece que o contronto das oitavas doi um divisor de águas, pois com boas mudanças no time, principalmente de esquema tático e posicionamento, bem como a chegada do Fernandão (excelente jogador e agregador de elenco; participou de 3 dos 4 gols marcados) o São Paulo passou por cima do Cruzeiro, com a mesma propriedade outrora citada.

Deixou chegar, agora segura! Como disse o Milton Neves em 2008: "o São Paulo é igual o Jason, quando acha que está morto ele volta para pegar todo mundo de surpresa!".

E agora é a vez do algoz de 2006.

Juro que torci por este jogo, temos contas a acertar e agora é a hora.

Com o ambiente favorável e o retorno da confiança, creio que há como fazer com o Inter a mesma coisa que foi feita contra o Cruzeiro, pois o time do sul não vai as mil maravilhas e também possui um técnico fraco, mas com a diferença de que este não encontrou sua formação ideal, ou melhor, convincente, pois aquele 3-6-1...

Bairrismo a parte, não há favorito, dois times grandes que já ganharam a competição e tem experiência de sobra para não sentir a pressão do jogo.

Na minha opinião, serão dois jogos sensacionais e não vejo a hora dos times entrarem em campo!

Abraço!