domingo, 30 de maio de 2010

Dia de gaúcho em terra de paulista

Pois é galere, que grande dia esse domingo! Não é por nada não, mas nada que uma vitória contra o melhor time de 2010 para alegrar os ânimos de qualquer blogueiro, principalmente deste que vos fala.

É claro que as atenções do dia estiveram voltadas para o clássico entre Corinthians e Santos, válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Muito foi dito antes da partida, com provocações de ambos os lados. Neymar prometeu novo chapeuzinho em Chicão caso tivesse chance, André avisou que ia ter dancinha. Do lado corintiano, a provocação veio mais contida, mas não deixou de existir, com Chicão prometendo muita vontade dentro de campo para bater o time sensação da temporada.

Pois bem, e não é que “big Chico” tinha razão? O Timão entrou em campo neste domingo literalmente com “sangue nozóio” como se diz na minha querida terrinha Olímpia. Logo no primeiro minuto de jogo, em chute de fora da área de Bruno César, Jorge Henrique se aproveitou da rebatida do goleiro Felipe para cutucar para o gol, em vacilo na marcação por parte de Durval. 1 a 0 para o time da casa.

Apesar de abrir o placar cedo, o restante do primeiro tempo foi totalmente santista. Com a total posse de bola durante os 45 minutos iniciais, o Peixe não deixou o Coringão jogar e tentou arriscar em chutes de fora da área. Melhor também na marcação, os santistas roubavam a bola com facilidade, mas não criavam chances muito claras de gol, já que as grandes estrelas do time (Neymar e Ganso) não estavam em uma grande tarde no Pacaembu.

Ainda na primeira etapa, o Santos teve chance de empatar a partida com Marquinhos, que teve um gol mal anulado pela arbitragem. A reclamação dos santistas após a partida é justa, mas não explica a má atuação da equipe na segunda etapa e muito menos tira os méritos da atuação corintiana no restante da partida.

E por falar no bendito segundo tempo, como as coisas mudam galere. O mesmo Corinthians que sufocou o Flamengo no primeiro tempo da partida de volta da Libertadores e que morreu no segundo tempo, fez exatamente o contrário neste domingo. Mesmo sem alterações, a equipe de Mano Menezes passou a encaixar melhor a marcação e explorou muito bem os contra-ataques, mesmo depois de tomar o empate de André, após belo passe do meia Marquinhos.

A resposta corintiana não tardou a vir e, no minuto seguinte, Bruno César, fazendo sua primeira partida como titular, teve uma pitadinha de sorte ao receber bola dentro da pequena área e fuzilar o goleiro Filipe. 2 a 1 para o Timão.

O restante da partida misturou eficiência na marcação e subidas rápidas no contra-ataque, como pôde ser visto tanto nos gols de Ralf como de Paulinho. No final da partida, o atacante santista Marcel ainda descontou de cabeça, mas era tarde. Vitória corintiana merecida no Pacaembu.

Méritos de Mano Menezes

Pois bem, eu que vinha criticando tanto o técnico corintiano, hoje devo reconhecer a sua bela “atuação”. Ao escalar um Corinthians com quatro jogadores no meio-campo (Ralf, Elias, Danilo e Bruno César), Mano equilibrou o meio-campo do Santos, que também atua com quatro jogadores de muito talento. Já o ataque, formado por Dentinho e Jorge Henrique, mostrou bastante mobilidade e provou que, não necessariamente, o Corinthians precisa atuar sempre com um “nove” na frente.

Já o Santos, que não contou com uma tarde inspirada dos “meninos da Vila”, novamente provou sua completa deficiência no setor defensivo. Na verdade, trata-se de um problema crônico da equipe santista, que prioriza demais o ataque e deixa espaços atrás. Na minha visão, para vencer uma partida, o Santos precisa necessariamente e simplesmente fazer mais gols que seu adversário. Essa é a sua filosofia, essa é a sua fórmula para vencer.

Outros destaques da rodada

Sem muito brilhantismo, Palmeiras e São Paulo não saíram do zero a zero diante de adversários do interior paulista. No sábado, o Verdão teve um gol mal anulado contra o Grêmio Prudente e esbarrou na boa atuação do goleiro Márcio, que fechou o gol. Pior para o Verdão, que segue lá no rebolo da tabela de classificação. No entanto, o que chamou a atenção do torcedor palmeirense foi a total incompetência de sua diretoria, que teve a pachorra de anunciar Candinho como novo diretor de futebol e depois obrigada a voltar atrás ao alegar “desacertos financeiros”. Vê se pode.

Já o Tricolor Paulista, que jogou desfalcado de Miranda e Rodrigo Souto, foi até Campinas e também não saiu do zero a zero contra o Guarani. Aliás, alguns amigos meus são-paulinos disseram que foi uma partida chata pacaramba. Deve ter sido mesmo, já que o placar nesse caso refletiu bem o que aconteceu em campo: nada.

Quem se deu bem na rodada foi o Fluminense, que foi até o Mineirão e bateu de virada o Atlético-MG por 3 a 1. Abram o olho com esse time do Muricy, que tem bons jogadores para trabalhar e irá sim brigar pelas primeiras posições na tabela.

Outro time que se recuperou nesse final de semana foi o Internacional, que venceu o Atlético-PR por 4 a 1 no Beira-Rio. Foi a primeira partida sem o treinador Jorge Fossatti, demitido na sexta-feira após a derrota de virada para o Vasco. Aliás, o mesmo Inter será o próximo adversário do Timão na quarta-feira. Promessa de bela partida.

Fechando a nossa análise, a surpresa da rodada ficou para a vitória magra do Ceará diante do Cruzeiro por 1 a 0. Com o resultado, o “enganeichan” nordestino é vice-líder da competição, mas logo logo acredito que os cearenses caem de produção. Esse time não me engana.

Fique ligado!

Amanhã, na ESPN Brasil, acompanhem a partida de tênis entre Thomaz Bellucci e Rafael Nadal, válida pelas oitavas-de-final de Roland Garros! É o melhor resultado de um brasileiro desde a era-Guga. Tudo bem, Rafael Nadal é extremamente favorito para a partida, mas não custa nada a gente, como brasileiro, torcer pela vitória do Thomaz, que vem jogando muita bola em 2010.

Um comentário:

Maza disse...

"Chata pacaramba"?? Isso é pouco!

Tudo bem que o Tricolor estava sem Marlos, Souto, Miranda, Bicharlyson e Alex Silva (se machucou ainda no primeiro tempo), mas o futebol apresentado foi fraco demais.

O Guarani estava sem Roger, Mazola e Renan, todos Tricolores que não podiam atuar devido a uma cláusula contratual que se tornou praxe quando algum clube empresta seu jogador.

Dagoberto meteu uma na trave, Fernandinho bem que tentou, mas o 0x0 foi justíssimo.

Sobre seu time, me reservo apenas a comentar brevemente sobre seu novo jogador: Bruno César.

Esse aí tem muito futuro, é um meia clássico e tem todas as características que o curintia precisa nesse momento. Contra o Prudente ele entrou muito bem e ontem, pelo visto, fez a diferença.

É isso aí!

Abraço!