quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Melhorando pra pior e piorando pra melhor

Sempre ouvi dizer que a fórmula ideal pra vencer um Campeonato Brasileiro é a regularidade. Evitar ao máximo perder pontos em casa, além de saber buscar uma pontuação razoável fora, é a grande chave do sucesso. Mas será que é mesmo?

Se pensarmos no Corinthians, parece que o time tentou consertar as lições do primeiro turno: vencer fora de casa. Só nessas sete rodadas iniciais do segundo turno, o Timão venceu duas fora, contra Santos e Fluminense, o dobro de vitórias no primeiro turno O problema é que, pra isso, parece ter se esquecido de uma de suas grandes virtudes: ser quase imbatível jogando no Pacaembu.


Nesta quarta-feira, o Timão penou pra só empatar com o Botafogo jogando em casa. Depois de começar bem, com um golaço do Bruno César, o Corinthians sofreu com as falhas defensivas e tomou o gol de empate ainda no primeiro tempo com Loco Abreu. Depois disso, o nervosismo tomou conta dos corintianos, que já sabiam da vitória do Fluminense diante do Avaí instantes depois do fim do primeiro tempo.

Olha, se não fosse a ajudinha do trio de arbitragem liderado por Leandro Vuaden, o Timão tinha saído de casa com uma derrota. Seria a segunda só nesse segundo turno. Agora fica a pergunta. Pra melhorar os defeitos do primeiro turno é realmente necessário estragar tudo aquilo que o time tinha de bom no primeiro? Abre o olho, Corinthians! Agora o Fluminense abriu vantagem de três pontos na liderança do Brasileirão e se deixar desgarrar, ninguém alcança mais!

Quem também teve sérios problemas nesta quarta-feira foi o São Paulo. Para aqueles que ainda sonhavam com uma arrancada no Brasileirão, ontem ficou visível a limitação da equipe paulista na derrota por 4 a 2 diante do Grêmio. O sistema defensivo, antes uma das grandes virtudes da equipe, falhou adoidado no Rio Grande do Sul e expôs ainda mais a fragilidade de um time que precisa ser reformulado para 2010. Libertadores? Na boa, impossível.


Quem também dificilmente deve ter uma vaguinha na Libertadores, mas vem mostrando um futebol bem mais consistente é o Palmeiras. Jogando na Arena Barueri, o Verdão venceu o Internacional por 2 a 0, com dois gols de falta de Marcos Assunção. Mas como assim, futebol consistente com dois gols de bola parada? O time do Felipão é mesmo tão dependente das bolas paradas?


É evidente que as bolas paradas tem sido decisivas para as pretensões palmeirenses nas últimas rodadas. Marcos Assunção, além da qualidade nos passes, tem sido o diferencial do Palmeiras em jogos difíceis, que acabam só sendo decididos nesse tipo de jogada. No entanto, o Verdão ontem mostrou um futebol bastante convincente, com Valdívia mostrando evolução e Kléber confirmando o que se espera dele. Resta saber se o time vai confirmar a evolução nas próximas rodadas ou se seguirá oscilando.

FIKDIK
O DEVILDRIVER é uma banda que pode ser considerada “criança” ainda. Com apenas oito anos de idade, o quinteto de Death Metal Melódico é liderado por uma figura bastante conhecida dos fãs do New-Metal: Dez Fafara (EX-COAL CHAMBER).

Apesar de ser uma banda relativamente nova, o DEVILDRIVER já tem quatro discos de estúdio e nem de perto lembra o som da antiga banda de Fafara. Diferentemente do que sugere sua idade, o som dos caras já é bem maduro e mistura a agressividade nos vocais de DEZ com a melodia e os riffs com pegada única das guitarras de Mike Spreitzer e Jeff Kendrick. Um pouco dessa mistura você pode ver no clipe de “Clouds Over California”, do álbum “The Last Kind Words” (2007).



O curioso desse clipe é que Fafara coloca ninguém menos do que o próprio filho para fazer o papel fictício de vocalista de uma banda formada por crianças. Idéia pra lá de criativa, de uma banda que apesar de nova, mostra uma força de quem quer seguir pelos próximos anos cada vez evoluindo mais.

Stay Heavy, módafócas!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

(Des) obediência Tática

Antes mesmo de acompanhar os jogos da 22ª rodada do Brasileirão, eu já esperava que os jogos fossem bons. Mas precisavam ser tão bons assim? Alta média de gols, partidas decisivas e viradas espetaculares marcaram essa rodada, que ainda aguarda os jogos entre Internacional x São Paulo, além de Vasco x Avaí.

Começamos nossa análise com a partida mais aguardada até agora do turno. No Engenhão, o líder Fluminense recebeu o vice-líder Corinthians e acabou derrotado pelo placar de 2 a 1. Mas o que levou o Timão, que vinha da primeira derrota dentro de casa e que havia vencido apenas uma fora, a ganhar do Fluminense?


Primeiramente, o Corinthians foi praticamente impecável taticamente. Sem poder contar com o cão-de-guarda Ralf, que se recupera de lesão, Adílson Batista escalou o volante Paulinho. E acertou na mosca! O camisa 15 corintiano teve atuação impecável ao lado de outros companheiros de meio-campo como Jucilei e Elias, que participou das duas jogadas de gols corintianos. Jucilei, pela segunda partida seguida, foi o melhor em campo, se destacando pelas roubadas de bola, vigor físico e qualidade na saída de bola. Agora não dá nem mais pra cornetar o Mano Menezes por ter convocado o cara.

Estrelas do meio-campo carioca, Deco e Conca pouco fizeram durante a partida. O início da peleja no Engenhão começou pela destacada marcação das duas equipes, mas assim que o Timão abriu o placar com Jucilei, as coisas passaram a se alterar. Em um contra-ataque, os visitantes mataram a partida com Iarley. Depois disso, o Flu mostrou muito nervosismo dentro de campo, conseguindo apenas descontar o placar com Washington.

Mas o que dizer das conseqüências dessa partida? Além de uma mera questão matemática como igualarem-se em número de pontos, o Corinthians sai sem dúvida no lucro. Com uma partida a menos, o Timão ganha muita moral com a vitória fora de casa e agora enfrenta o Prudente em casa, com grandes chances de vencer. Para o Fluminense, as conseqüências podem ser grandes caso o time não tenha tranqüilidade nas próximas rodadas. Já no domingo, o Tricolor Carioca enfrenta o Flamengo. Jogo perigoso!

E o Botafogo? Como eu havia alertado já no último post, o Fogão acabou derrotado por 4 a 1 diante do Goiás e provou que não é equipe que briga por título. Apesar de ainda ocupar a quarta posição, os cariocas tem elenco deficiente e dificilmente seguirão nas cabeças.


Já o Cruzeiro fez do que dele se esperava. Apesar dos sustos e tomar o empate após sair vencendo por 2 a 0, o time celeste emplacou uma bela vitória por 4 a 2 diante do Guarani e assumiu a terceira posição, apenas um ponto atrás de Corinthians e Fluminense. Olho nos mineiros!


E pra fechar, o que dizer da vitória do Santos, de virada, por 4 a 2, diante do Atlético-GO? Sinceramente ela ficou em segundo plano, após a discussão entre o técnico Dorival Júnior e o atacante Neymar. O camisa 11 santista, que empolgou a torcida brasileira no início do ano, vem mostrando nas últimas semanas um lado bem menos “mágico”, e muito mais perverso eu diria. Até quando Neymar vai se achar acima de tudo e todos?

A piadinha que anda rolando por aí é que o Santos anda atrás da contratação da Super Nanny pra cuidar das pirracinhas e mimos do craque santista. Depois de desrespeitar companheiros como Edu Dracena e fazer birra depois que Dorival Júnior não o deixou bater um pênalti durante a partida, Neymar passou dos limites e xingou companheiros de trabalho. Se ele pensa que a sua imagem é maior do que a instituição Santos, o Peixe acertou em cheio ao multá-lo e exigir uma mudança de comportamento. Como o próprio Renê Simões, técnico do Atlético-GO, disse depois da partida de ontem, se o garoto não for controlado agora, podemos estar criando um monstro. De fato.



FIKDIK
Essa semana andei me flagrando ouvindo uns sons que eu não ouvia há muito tempo. Quando era muleque, gostava muito de ouvir bandas de Metal Industrial, que acabavam tendo uma ligação estreita com bandas de new-metal que eu ouvia. E foi resgatando isso que redescobri uma banda fantástica!

O Spineshank infelizmente é uma banda que não existe mais. Misturando elementos industriais e do new-metal, os caras têm apenas três CDs em sua trajetória, que se encerrou em meados da atual década. Alguns dos seus integrantes, como o vocalista Jonny Santos (SILENT CIVILIAN), acabaram seguindo projetos paralelos, que acabaram desmanchando a banda. No entanto, durante o pouco tempo que existiram, lançaram coisas bastante interessantes.



Smothered é a terceira faixa do álbum Self-Destructive Pattern, de 2003. Trata-se do último CD da Spineshank, que chegou a fazer turnê com bandas do seu gênero como Fear Factory, System of a Down e o Coal Chamber, que também deixou de existir nesta década. Apesar de ser uma banda que não existe mais, recomendo plenamente a audição dessa banda, até por que se trata de um tipo de banda que faz falta nos dias de hoje.

Stay Heavy!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A hora da verdade

É galera, pegou fogo de vez! Quem esperava que a briga pelo título brasileiro ficaria apenas entre Corinthians e Fluminense, talvez tenha que colocar pelo menos mais dois clubes nessa lista honrosa: Cruzeiro e Botafogo. Mas até que ponto esses dois clubes podem incomodar os atuais encabeçadores da tabela?

O Cruzeiro, desde que eu me conheço por gente, é um time que briga na ponta das tabelas. Sempre monta boas equipes e elencos. Não é a toa que sempre chega para brigar por título e acaba beliscando sempre, no mínimo, uma vaguinha na Libertadores. E olha que os caras tiveram que se reestruturar com um novo treinador, Cuca, que assumiu após a demissão de Adílson Batista devido aos insucessos na Taça Libertadores.


Não é a toa que o time Celeste está na quarta posição. Encaixou quatro vitórias seguidas, entre elas duas fora de casa contra Palmeiras e Avaí. Tem um excelente time, com meias como Roger Flores e Montillo, que conseguem encher os atacantes de oportunidades. Roger, que sempre apareceu com pinta de craque, mas vive no departamento médico, resolveu jogar bola e tem feito atuações muito boas pelo Cruzeiro, assim como o argentino Montillo, que foi contratado junto à Universidad do Chile após a Libertadores. Bela contratação!

E não pára por aí. O time celeste conta com um ataque perigoso, formado por Wellington Paulista e Thiago Ribeiro. Os dois vivem boa fase, e ainda contam com a sombra do argentino Ernesto Farías, contratado recentemente junto ao Porto. Outro que também volta e meia briga por uma vaguinha é o ex-palmeirense Robert, que é um atacante que pode compor o elenco muito bem.

E o que dizer do Botafogo? Olha, pra ser muito sincero, eu ainda não coloco o Fogão entre os meus favoritos no Brasileirão não. A campanha até agora é inquestionável, terceira posição na tabela e vitórias contra equipes que estavam em ascensão como o Santos e o São Paulo. Mas até onde vai o Botafogo, comandado pelo “mágico” Joel Santana?


Apesar de ter um time razoável, com atacantes que tem mostrado muita eficiência (Loco Abreu, Jóbson e Herrera), vejo um problema no Botafogo muito sério em relação a elenco. Se de atacantes o clube está bem servido, na meia o time deixa um pouco a desejar com os lentos meias Lúcio Flávio e Renato Cajá. A velocidade do time está em Maicossuel, que nunca deu certo no Palmeiras e é ídolo no Rio. Se Maicossuel fica fora da equipe, o time cai muito de rendimento, restando à armação ficar por conta dos outros dois citados anteriormente, ou mesmo o ex-corintiano Edno, que nunca me impressionou nem um pouco.

E o Corinthians e o Flu? Continuo apostando fielmente nessa dupla até o fim do Brasileirão. Derrotado em casa no último final de semana diante do Grêmio, o Timão terá uma seqüência e tanto pra provar a sua força nas próximas quatro rodadas (enfrentará Fluminense, Prudente, Santos e Internacional). A dificuldade está principalmente em enfrentar pelo menos três deles fora de casa. Será que o Timão vai agüentar?


O Fluminense não terá moleza também nas próximas rodadas, depois de ser derrotado fora de casa pelo Atlético-GO. Além de Corinthians e Flamengo, os cariocas enfrentam o ainda capengante Atlético-MG, além do Vitória no Barradão. É uma seqüência um pouco mais fácil que a do Corinthians, mas nem por isso menos perigosa.

É a hora da verdade para essas equipes. Que siga a mais competente!

domingo, 12 de setembro de 2010

Válvulas de escape

Sempre gostei dessa idéia de bandas paralelas. Além de você poder contar com o som de bandas que você é fã e sempre gostou, às vezes quando alguns dos integrantes resolvem manter outros projetos, você acaba ficando tão fã desses outros tanto quanto da sua banda favorita. Essas bandas geralmente são válvulas de escape e permitem que, os mesmos integrantes que mandam tão bem em uma banda, possam experimentar novas possibilidades em outros projetos, com maior liberdade.

Um dos casos que de paixão que tenho com bandas paralelas é relativo ao Stone Sour, projeto paralelo de dois integrantes do Slipknot: Corey Taylor (vocal) e Jim Root (guitarrista). A banda também conta com outro integrante ilustre, o baterista Roy Mayorga, ex-baterista do Soufly na década de 90.


O Stone Sour curiosamente existe ainda antes do Slipknot. A banda foi fundada mais ou menos no início da década de 90. Com a criação da banda dos “mascarados”, o projeto Stone Sour foi meio que colocado de lado, mas retornou com força total no início dos anos 2000, quando a banda lançou seu álbum “Self-Titled”, que eu tenho orgulho de ter em minha coleção aliás.


O primeiro trampo da banda mostra um som bem mais agressivo do que o atual. Talvez ainda carregando bastante marcas do Slipknot, Corey Taylor é bastante agressivo nos seus vocais, mas tem por outro lado uma maior liberdade para mostrar seus outros talentos vocais. No Slipknot, Corey tinha menos liberdade para mostrar que também sabe cantar muito bem, e não apenas mandar aqueles guturais rasgadíssimos. Aí vai um som dessa fase do Stone Sour:


O segundo álbum de trabalho do Stone Sour, Come What(Ever) May, é de 2006. Depois de retornar de mais uma turnê com o Slipknot, Corey e Jim Root novamente se reúnem para gravar o segundo álbum do Stone Sour, naquele que considero o grande trabalho da banda: muito mais maduro, letras mais interessantes, e até mesmo comercialmente mais inteligente, como posso destacar nesse belíssimo clipe da música Through Glass.



Em 2010, o Stone Sour voltou com tudo após a turnê All Hope is Gone, do Slipknot. Em setembro, a banda lançou “Audio Secrecy”, com a esperança de perpetuar o sucesso das bandas paralelas. Se o Slipknot sofreu um grande baque com a morte de seu baixista Paul Grey, por outro lado o Stone Sour voltou cheio de vida e mostrou-se estar disposto a se distanciar cada vez mais da agressividade inicial da banda, propondo algo bem mais suave e tranqüilo para os nossos ouvidos, mas nem por isso de menor qualidade.



“Audio Secrecy” vale a pena ser ouvido de cabo a rabo, de preferência com as letras do cd ao lado. Todas as letras são escritas por Corey Taylor, que diferentemente do seu trabalho no Slipknot, procura fazer letras mais positivas e menos obscuras. Além de excelente cantor, ele tem se mostrado cada vez melhor compositor também. Destaques para as faixas “Mission Statement”, “Say You’ll Haut Me”, “Let’s be Honest” e “Hesitate”.


Nota do album: 8,0

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Matrimônio musical

É um pouco difícil para um fã de uma banda mensurar a tristeza de ver um integrante deixar a formação da mesma. Ainda mais se formos pensar em um membro que não só deu nome a essa banda e a formou, mas também a liderava. Mais difícil ainda é pensar que esse mesmo membro dava uma identidade tão forte a essa banda que simplesmente não é possível ver ela sem ele.

Pois bem, isso aconteceu com o Dream Theater, banda de Prog Metal, na noite de ontem. Mike Portnoy, considerado um dos maiores bateristas da atualidade, anunciou sua saída da banda por questões não apenas musicais, mas pessoais, como pode ser visto em seu pronunciamento na noite de ontem.


Desde o início de 2010, Portnoy topou um convite dos caras do Avenged Sevenfold para não só gravar o último cd da banda, que havia perdido o seu baterista Jimmy “The Rev” Sullivan (falecido no fim de 2009 em uma overdose acidental), mas também fazer turnê com a banda enquanto não encontrassem um novo batera. E não é que o cara gostou?

Existem sim fãs do Dream Theater culpando e muito o Avenged Sevenfold por “roubar” o monstro Portnoy de sua banda favorita, apesar do mesmo negar que essa seja a razão. No entanto, Mike deixou bem claro que vinha tendo muito mais prazer tocando com seus novos projetos (dentre eles o Avenged) do que com o Dream Theater, além de afirmar que as relações sociais com esses novos companheiros vinha sendo muito melhor do que com os “velhos amigos de DT”.


Portnoy até propôs uma parada temporária, algo semelhante realizado por outra banda que gosto bastante, o System of a Down. O problema é que essa solução não foi aceita pelos outros integrantes do Dream Theater e, dessa forma, Monster Mike simplesmente resolveu fazer o mais simples: deixar a banda.

Meus amigos, minha experiência com bandas é pequena, mas suficientemente boa para afirmar: não é fácil lidar com caras de ego parecido, ou até mesmo maior do que os seu em uma banda durante uma turnê. Pois bem, imaginem durante 25 anos, tempo de vida do Dream Theater! Vocês podem ser grandes amigos, criado juntos a banda, mas depois de tantos anos existe uma palavrinha que se chama “desgaste”. É como se fosse um casamento.

Esse mesmo “desgaste” já destruiu diversas bandas, como por exemplo o Black Sabbath na saída de Ozzy Osbourne. Na época, o Sabbath ainda teve sorte em achar Ronnie James Dio, que substituiu o “Madman” de maneira bastante competente. Será que o DT terá a mesma sorte em achar um substituto para Portnoy?

Outra banda que sofreu algo muito semelhante foi o Metallica. No comecinho da década, quando Jason Newsted deixou a banda por divergências com James Hetfield, todos pensaram que era o fim do Metallica. Os motivos das divergências? Hetfield não aceitava que Newsted dedicasse parte do seu tempo com projetos paralelos. Hetfield queria foco no Metallica, e apenas no Metallica. Algo meio ciumento até, não acham?

Pois bem, o Metallica hoje segue firme e forte sem Newsted. Tá aí um exemplo do Dream Theater do que pode ser feito e do que eles procurarão fazer, segundo nota emitida pela banda.


Já para Portnoy, desejo toda sorte do mundo em sua caminhada. Sou fã de Dream Theater e mais ainda fã de Avenged Sevenfold. Espero que ele acabe ficando na banda em definitivo e que possamos ainda ver o cara tocando muito, porque o que ele faz com as baquetas é impressionante.



Stay heavy, modafocas!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Devagar se chega ao longe

Existem algumas coisas que eu preciso sim confessar a respeito do basquete nacional brasileiro.

Nunca fui um grande entusiasta do basquete nacional. Não é pra menos, nasci em uma geração na qual o Brasil apenas decepcionou em Campeonatos Mundiais, não disputou uma Olimpíada sequer desde 1996, em Atlanta, quando nossa equipe tinha ainda um fora de série em quadra como Oscar Schimidt.


Sou também de uma geração marcada por uma administração polêmica, como a de Gerasime “Grego” Bosikis, que simplesmente conseguiu afastar todos os melhores atletas da Seleção Brasileira, fez com que grandes empresas deixassem o esporte e equipes fossem desfeitas. Colocou o basquete brasileiro na UTI.


Em 2009, Grego renunciou e Carlos Nunes assumiu, com o apoio de ex-jogadores como Oscar Schimidt e Hortência. Nesse meio-tempo, foi criada a NBB (Novo Basquete Brasil), que tirou a organização do Nacional de Basquete das mãos da Confederação Brasileira. Bom para os clubes, melhor ainda para o basquete nacional.

Lembro como se fosse hoje da matéria que minha equipe de Esportes no Jornal Contexto produziu em 2009 a respeito da ressurreição do basquete brasileiro. 23 anos depois da maior conquista do basquete brasileiro no Panamericano de Indianápolis, quando o Brasil venceu os Estados Unidos na casa dos adversários, nosso basquete mostrou no Mundial da Turquia deste ano que está no caminho certo, mas que ainda há um longo caminho a ser percorrido.



O Brasil enfim voltou a mostrar um basquete no mínimo digno. Dificultou e muito a vida dos Estados Unidos em partida válida pela primeira fase e só não saiu vencedor por detalhes. Contra a Argentina, nesta terça-feira, faltou uma atuação um pouco melhor do coletivo. Se dependesse do individual, nossa estrela Marcelinho Huertas tinha garantido a vitória fácil fácil com seus 32 pontos.


A Argentina, campeã olímpica e vice-mundial nesta década, tem uma geração que está perto do seu fim, mas que ainda busca dar uma última alegria a sua torcida. Além de jogo coletivo, um fora de série como Luiz Scola não faz mal a ninguém: 37 pontos, mais do que decisivos para a vitória.

Espero, com muita convicção, que o trabalho do argentino Ruben Magnano seja mantido na nossa Seleção. Ele mostrou que tem capacidade para, cada vez mais, melhorar o jogo coletivo dessa equipe que até tem talentos individuais, mas que precisam ser revertidos em benefícios de UM GRUPO, e não individualidades. Certo, Leandrinho?

E que venha o pré-Olímpico na Argentina, em 2011!

domingo, 5 de setembro de 2010

Presente de Aniversário

Não é de hoje que dizem por aí: todo clube, no ano do seu centenário, vive uma espécie de maldição. Alguns conseguem resultados pouco expressivos, outros chegam até mesmo a serem rebaixados, como o Coritiba em 2009. Com o Corinthians em 2010, se pensarmos na ausência de títulos até então, essa máxima também pode ser comprovada.

No entanto, nessa última semana, quando o Timão completou o seu aniversário, parece que todo mundo resolveu dar um presentinho. A começar pelo próprio Corinthians, que na primeira partida como centenário não tomou conhecimento do Goiás e goleou por inapeláveis 5 a 1, com excelente atuação.

E olha que a partida tinha tudo pra ter temperos de desespero para o corintiano: sem a zaga titular, além do desfalque de Elias, o Timão saiu perdendo no início da partida e precisou de duas bolas na trave para conseguir o empate apenas no fim da primeira etapa. Com um a mais depois da expulsão do volante Amaral, as perspectivas para o segundo tempo passaram a ser mais animadoras.


E não deu outra. Muito, mas muito superior do que o Esmeraldino, o Timão só não fez mais por milagres do goleiro Harlei, que só não impediu os 5 a 1 porque também não é deus. Destaques no Timão ficaram para as atuações de Bruno César, com gol e uma assistência, além de Iarley, que tem crescido de produção e chamado a responsabilidade no ataque corintiano nas últimas partidas.

Presente número 2: O Fluminense, líder do Brasileirão até outro dia com 5 pontos de vantagem, resolveu dar umas tropeçadas. Depois de empatar em casa diante de Palmeiras e São Paulo, o Tricolor Carioca foi até Campinas e perdeu para o Guarani, de virada, por 2 a 1. Além de ver a liderança cada vez mais ameaçada, o Flu deve perder o atacante Émerson para as próximas partidas devido a uma lesão muscular. Bom para o Timão, que pode encarar os cariocas com o desfalque do Sheik.


Presente número 3: O Palmeiras, atual décimo segundo colocado, fez a alegria do maior rival Corinthians duplamente. Depois de empatar com o Fluminense no meio da semana com um gol marcado no último minuto, o Verdão voltou a mostrar uma irregularidade espantosa e foi derrotado em casa pelo Cruzeiro, de virada, por 3 a 2 neste final de semana. Curiosamente, a virada veio após a lesão do goleiro Marcos em um choque com o ataque cruzeirense. Esse time do Palmeiras é pra lá de esquisito. Faz um belo jogo contra o Flu e depois tem esse apagão contra o Cruzeiro, vai entender.


Presentes à parte, quem também se deu bem nessa rodada foi o São Paulo. De virada, o Tricolor Paulista foi até Ipatinga e derrotou o Atlético-MG por 3 a 2. Trata-se da segunda vitória seguida dos paulistas, que não atingiam tal feito desde maio. Estranho imaginar isso, ainda mais para um clube tão vitorioso como o São Paulo. Se eu bem conheço, vai ter muito torcedor tricolor se empolgando com as duas últimas vitórias, mas o Tricolor ainda tem muito a mostrar antes que possamos apontar um novo ressurgimento do “Jason”.


Fechando a rodada dos paulistas, o Santos foi até o Rio de Janeiro e apenas empatou em 0 a 0 com o Flamengo na despedida do Maracanã. Sem a dupla Neymar-Ganso, o Peixe até que jogou bem, mas não mostrou o mesmo poder ofensivo de outrora. Já o Mengão, que não tem esse mesmo poder ofensivo há um bom tempo, segue sem vencer em casa, já preocupando o torcedor com a 15ª posição. E olha que o Rubro-Negro agora tem uma dupla de respeito lá na frente, com Diogo e Deivid, mas o torcedor deverá ter paciência até que esses dois entrosem.

Fikdik

A grande maioria das pessoas dizem que mudanças vêm para o bem, que mudanças geralmente são positivas. Quando eu penso em uma banda como o Linkin Park, essa máxima me parece um tanto quanto imbecil ou até mesmo burra. Vou explicar por que.

Quando o Linkin Park surgiu em 2000, com o explosivo álbum “Hybrid Theroy”, que vendeu nada menos do que 20 milhões de cópias, todos imaginavam uma tendência que havia chegado pra ficar. Misturando elementos do Hip-Hop, com guitarras distorcidas e os vocais gritados de Chester Bennington, todos imaginavam uma banda com um futuro brilhante pela frente. Essa tese se confirmou com o segundo álbum de estúdio da banda, “Meteora”, que teve sucesso um pouco menor do que o disco de estréia, mas nem por isso com qualidade defasada.


Pois bem, os anos se passaram e a banda passou por uma espécie de hiato. Meses antes de lançar o álbum “Minutes to Midnight” (2007), produzido por Rick Rubin, alguns membros da banda já avisavam que o som iria passar por mudanças. Mas precisavam ser tão bruscas?

Com um som cada vez mais “engajadinho” e menos pesado, o Linkin Park deixou de ser uma banda que empolgava pela sua vitalidade. E infelizmente, duvido que esse panorama irá mudar em “A Thousand Suns”, disco que deve ser lançado nos próximos meses. Pelo menos é o que já se dá pra notar no primeiro single da banda, “The Catalyst”:



Definitivamente eu acredito que mudanças são necessárias, desde que elas sirvam pra que tiremos lições. Que o Linkin Park tire lições das porcarias que eles estão lançando ultimamente, que nem de longe lembrar a banda que tinha tudo pra marcar uma geração e que hoje não passa de mais um somzinho mela-cuca que se ouve por aí.