No entanto, nessa última semana, quando o Timão completou o seu aniversário, parece que todo mundo resolveu dar um presentinho. A começar pelo próprio Corinthians, que na primeira partida como centenário não tomou conhecimento do Goiás e goleou por inapeláveis 5 a 1, com excelente atuação.
E olha que a partida tinha tudo pra ter temperos de desespero para o corintiano: sem a zaga titular, além do desfalque de Elias, o Timão saiu perdendo no início da partida e precisou de duas bolas na trave para conseguir o empate apenas no fim da primeira etapa. Com um a mais depois da expulsão do volante Amaral, as perspectivas para o segundo tempo passaram a ser mais animadoras.

E não deu outra. Muito, mas muito superior do que o Esmeraldino, o Timão só não fez mais por milagres do goleiro Harlei, que só não impediu os 5 a 1 porque também não é deus. Destaques no Timão ficaram para as atuações de Bruno César, com gol e uma assistência, além de Iarley, que tem crescido de produção e chamado a responsabilidade no ataque corintiano nas últimas partidas.
Presente número 2: O Fluminense, líder do Brasileirão até outro dia com 5 pontos de vantagem, resolveu dar umas tropeçadas. Depois de empatar em casa diante de Palmeiras e São Paulo, o Tricolor Carioca foi até Campinas e perdeu para o Guarani, de virada, por 2 a 1. Além de ver a liderança cada vez mais ameaçada, o Flu deve perder o atacante Émerson para as próximas partidas devido a uma lesão muscular. Bom para o Timão, que pode encarar os cariocas com o desfalque do Sheik.

Presente número 3: O Palmeiras, atual décimo segundo colocado, fez a alegria do maior rival Corinthians duplamente. Depois de empatar com o Fluminense no meio da semana com um gol marcado no último minuto, o Verdão voltou a mostrar uma irregularidade espantosa e foi derrotado em casa pelo Cruzeiro, de virada, por 3 a 2 neste final de semana. Curiosamente, a virada veio após a lesão do goleiro Marcos em um choque com o ataque cruzeirense. Esse time do Palmeiras é pra lá de esquisito. Faz um belo jogo contra o Flu e depois tem esse apagão contra o Cruzeiro, vai entender.

Presentes à parte, quem também se deu bem nessa rodada foi o São Paulo. De virada, o Tricolor Paulista foi até Ipatinga e derrotou o Atlético-MG por 3 a 2. Trata-se da segunda vitória seguida dos paulistas, que não atingiam tal feito desde maio. Estranho imaginar isso, ainda mais para um clube tão vitorioso como o São Paulo. Se eu bem conheço, vai ter muito torcedor tricolor se empolgando com as duas últimas vitórias, mas o Tricolor ainda tem muito a mostrar antes que possamos apontar um novo ressurgimento do “Jason”.

Fechando a rodada dos paulistas, o Santos foi até o Rio de Janeiro e apenas empatou em 0 a 0 com o Flamengo na despedida do Maracanã. Sem a dupla Neymar-Ganso, o Peixe até que jogou bem, mas não mostrou o mesmo poder ofensivo de outrora. Já o Mengão, que não tem esse mesmo poder ofensivo há um bom tempo, segue sem vencer em casa, já preocupando o torcedor com a 15ª posição. E olha que o Rubro-Negro agora tem uma dupla de respeito lá na frente, com Diogo e Deivid, mas o torcedor deverá ter paciência até que esses dois entrosem.
Fikdik
A grande maioria das pessoas dizem que mudanças vêm para o bem, que mudanças geralmente são positivas. Quando eu penso em uma banda como o Linkin Park, essa máxima me parece um tanto quanto imbecil ou até mesmo burra. Vou explicar por que.
Quando o Linkin Park surgiu em 2000, com o explosivo álbum “Hybrid Theroy”, que vendeu nada menos do que 20 milhões de cópias, todos imaginavam uma tendência que havia chegado pra ficar. Misturando elementos do Hip-Hop, com guitarras distorcidas e os vocais gritados de Chester Bennington, todos imaginavam uma banda com um futuro brilhante pela frente. Essa tese se confirmou com o segundo álbum de estúdio da banda, “Meteora”, que teve sucesso um pouco menor do que o disco de estréia, mas nem por isso com qualidade defasada.

Pois bem, os anos se passaram e a banda passou por uma espécie de hiato. Meses antes de lançar o álbum “Minutes to Midnight” (2007), produzido por Rick Rubin, alguns membros da banda já avisavam que o som iria passar por mudanças. Mas precisavam ser tão bruscas?
Com um som cada vez mais “engajadinho” e menos pesado, o Linkin Park deixou de ser uma banda que empolgava pela sua vitalidade. E infelizmente, duvido que esse panorama irá mudar em “A Thousand Suns”, disco que deve ser lançado nos próximos meses. Pelo menos é o que já se dá pra notar no primeiro single da banda, “The Catalyst”:
Definitivamente eu acredito que mudanças são necessárias, desde que elas sirvam pra que tiremos lições. Que o Linkin Park tire lições das porcarias que eles estão lançando ultimamente, que nem de longe lembrar a banda que tinha tudo pra marcar uma geração e que hoje não passa de mais um somzinho mela-cuca que se ouve por aí.

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