Um dos casos que de paixão que tenho com bandas paralelas é relativo ao Stone Sour, projeto paralelo de dois integrantes do Slipknot: Corey Taylor (vocal) e Jim Root (guitarrista). A banda também conta com outro integrante ilustre, o baterista Roy Mayorga, ex-baterista do Soufly na década de 90.

O Stone Sour curiosamente existe ainda antes do Slipknot. A banda foi fundada mais ou menos no início da década de 90. Com a criação da banda dos “mascarados”, o projeto Stone Sour foi meio que colocado de lado, mas retornou com força total no início dos anos 2000, quando a banda lançou seu álbum “Self-Titled”, que eu tenho orgulho de ter em minha coleção aliás.

O primeiro trampo da banda mostra um som bem mais agressivo do que o atual. Talvez ainda carregando bastante marcas do Slipknot, Corey Taylor é bastante agressivo nos seus vocais, mas tem por outro lado uma maior liberdade para mostrar seus outros talentos vocais. No Slipknot, Corey tinha menos liberdade para mostrar que também sabe cantar muito bem, e não apenas mandar aqueles guturais rasgadíssimos. Aí vai um som dessa fase do Stone Sour:
O segundo álbum de trabalho do Stone Sour, Come What(Ever) May, é de 2006. Depois de retornar de mais uma turnê com o Slipknot, Corey e Jim Root novamente se reúnem para gravar o segundo álbum do Stone Sour, naquele que considero o grande trabalho da banda: muito mais maduro, letras mais interessantes, e até mesmo comercialmente mais inteligente, como posso destacar nesse belíssimo clipe da música Through Glass.
Em 2010, o Stone Sour voltou com tudo após a turnê All Hope is Gone, do Slipknot. Em setembro, a banda lançou “Audio Secrecy”, com a esperança de perpetuar o sucesso das bandas paralelas. Se o Slipknot sofreu um grande baque com a morte de seu baixista Paul Grey, por outro lado o Stone Sour voltou cheio de vida e mostrou-se estar disposto a se distanciar cada vez mais da agressividade inicial da banda, propondo algo bem mais suave e tranqüilo para os nossos ouvidos, mas nem por isso de menor qualidade.
“Audio Secrecy” vale a pena ser ouvido de cabo a rabo, de preferência com as letras do cd ao lado. Todas as letras são escritas por Corey Taylor, que diferentemente do seu trabalho no Slipknot, procura fazer letras mais positivas e menos obscuras. Além de excelente cantor, ele tem se mostrado cada vez melhor compositor também. Destaques para as faixas “Mission Statement”, “Say You’ll Haut Me”, “Let’s be Honest” e “Hesitate”.

Nota do album: 8,0

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