segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Carnaval fora de época

Tá acabando, minha gente. Nesse domingo, foi completada a décima sétima rodada do Brasileirão. Faltam só mais duas para que se encerre o primeiro turno, atualmente liderado pelo Fluminense, com 37 pontos, seguido de perto pelo Corinthians, com 34. Na zona do rebaixamento, o novo lanterninha Goiás já acende a luz vermelha, assim como o Atlético-MG, que segue fazendo uma campanha pra lá de bizarra.

Quem deve estar contente nesse final de semana é o torcedor paulista. Com exceção do São Paulo, que até fez uma boa partida contra o líder e empatou por 2 a 2, todos os paulistas venceram na rodada. No entanto torcedor são-paulino, não fique chateado. Tiriricaneando, realmente pior do que estava não tinha como ficar. Mas o Tricolor até que não fez tão feio nesse final de semana, dificultou as coisas diante do líder Fluminense e só não venceu porque tomou um gol de bola parada que não deveria tomar. Bom para o Flu, que conseguiu manter a dianteira do Brasileirão.


Um torcedor que deve estar dando pulinhos nesse domingão é o palmeirense. Jogando fora de casa contra o Atlético-MG, o Verdão até saiu perdendo, mas conseguiu a virada e se recuperou no nacional. Vale lembrar que na quinta-feira, o Palestra foi derrotado em casa pelo Atlético, dessa vez de Goiás, por 3 a 0. Justo no dia do aniversário do clube, sacanagem, han?

Mas enfim, nesse domingão foi diferente. O Verdão novamente está entre os dez melhores do Brasileirão e, quem sabe, a vitória fora de casa não dá novo ânimo? É o que o torcedor alvi-verde espera. Eu sinto dó na verdade é do torcedor atleticano, que “recuperou” o Verdão nesse fim de semana. Fico curioso pra saber até quando vai a paciência da diretoria do Galo, que deu autonomia total para Vanderlei Luxemburgo montar o elenco que queria. Agora, fica bem mais difícil de demitir, mesmo com a fraquíssima décima oitava posição.


O torcedor santista também pode comemorar bastante nesse final de semana, após a vitória por 2 a 0 diante do Goiás no sábado. Na primeira partida sem P.H. Ganso, que sofreu lesão séria no joelho, o Peixe foi bem subiu para a terceira posição, sete pontos atrás do Corinthians. No entanto, vale lembrar que o Santos tem uma partida a menos e pode sim diminuir essa vantagem. Mas fica a dúvida: até onde o Peixe vai com a lesão de um dos seus maiores jogadores? Creio que não muito longe.

Quem tem motivos de sobra pra rir nesse final de semana é o corintiano. Vitória diante do Vitória (RÁ!), retorno de Ronaldo aos gramados e o anúncio do Fielzão, novo estádio do Corinthians, como sede da abertura da Copa do Mundo de 2014. Mas vamos por partes.

Neste domingo, o Timão voltou a vencer dentro de casa e segue com sua campanha perfeita jogando no Pacaembu (100% de aproveitamento). Contando com o retorno de Ronaldo, o Timão jogou pro gasto pra vencer o Vitória e realmente o fez. Mas aí vocês me perguntam, e o Gordo?


Cara, fez o esperado: nada. Ele até que tentou se movimentar, saindo bastante da área para buscar a bola e abrir espaços na armação da equipe. Sinceramente esse não é o Ronaldo que eu espero no fim de carreira. Acredito que se Ronaldo der uma de Romário e começar a jogar paradinho na área, só recebendo as bolas e pondo na caixa, ele se daria muito melhor. Ele não tem que ir atrás da pelota, ela é que deve procurá-lo. Aliás, bola é uma palavra muito familiar ao falar de Ronaldo, não acham?

E sobre o estádio? Por incrível que pareça, dessa vez parece que vai sair mesmo. Pra tristeza dos torcedores rivais, que terão uma piada a menos a fazer com os corintianos. Pra tristeza também do Pacaembu, que não receberá mais o Coringão e praticamente mais ninguém. Pra tristeza dos cofres públicos, até porque ninguém acredita que de fato não vai ter grana federal envolvida na parada, né? E pra tristeza principalmente do bom senso, que seria realizar a Copa no Morumbi mesmo.


De qualquer forma, o Corinthians não tem nada a ver com isso. Vai ter o seu tão sonhado estádio, que coloca o clube como um dos maiores potenciais de estruturação no mundo. Há dois anos, quando o Timão era rebaixado, nem o mais otimista corintiano esperava uma mudança tão drástica na realidade do clube. Se a administração Andres Sanchez tem várias suspeitas, uma coisa é fato.

O cara não é nada bobo.

FIKDIK
Pra quem tem acompanhado as últimas entrevistas, tanto de Ozzy Osbourne como de Tony Iommi, parece que cresceram as chances de ver um último suspiro de Black Sabbath. A banda que simplesmente deu origem ao Heavy Metal parece querer dar um presente aos fãs, após suas já consolidadas carreiras solo estarem perto de um fim.


Pensando nisso, vou deixar a dica de um cd que é um tributo ao Sabbath. “Nativity in Black - A Tribute to Black Sabbath” é uma seleção dos caras mais “TRETAS” do Heavy Metal, entre eles Sepultura, Megadeth, Slayer, Bruce Dickinson, Pantera, entre outros. O destaque vai pra faixa Sabbath Bloody Sabbath, interpretada pela voz mais marcante do Metal: Bruce Dickinson.



Stay Heavy, focas!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Dèja-Vú

Caros leitores,

Quem daqui nunca teve um Dèja-Vu, aquela sensação maluca de que você está vendo ou passando por algo que já teria presenciado? Ao analisar esse Brasileirão-2010, acho que passo por algo do tipo. Quem aqui de vocês lembra do Brasileirão-2009? Aquele mesmo, que contou com um Palmeiras arrancando e aclamado como futuro campeão de maneira muito antecipada, além de um Flamengo arrasador na reta final? Ou então aquele que teve time grande passando sufoco na zona do rebaixamento (Fluminense), ou mesmo que não conseguia vencer fora de casa (Grêmio). Aqui vamos nós, de novo.

Começamos nossas coincidências pela letra A, com um Avaí novamente fazendo uma excelente campanha depois de começar mal. No entanto, ao contrário de 2009, quando manteve Silas no comando, o clube catarinense foi obrigado a demitir seu treinador. Péricles Chamusca saiu para a chegada de Antônio Lopes, que botou ordem na casa. Tudo bem que o clube perdeu ontem para o Inter-RS, em casa, por 1 a 0. Mas, ainda assim, o Avaí ocupa a oitava posição e faz um bom papel na competição.


A segunda coincidência é o time que não vence fora de casa. Assim como o Grêmio-2009, o Corinthians tem provado uma ineficiência terrível nas partidas longe do Pacaembu e que podem custar caro ao clube paulista. Nesta quarta-feira, parece que tudo deu errado para o Timão diante do Cruzeiro em Minas Gerais: gol no início de jogo, bola na trave, pênalti perdido. Azar de visitante ou competência do time da casa, que armou um verdadeiro ferrolho após abrir o placar simples que garantiu a sua vitória? Prefiro dizer que um pouco dos dois. Será que o Timão vai repetir o Grêmio 2009 e não ficar nem no G-4? Acho difícil.


Vamos à terceira coincidência: fator Fluminense. Será que não estamos sendo um pouco precipitados com o clube carioca? Assim como em 2009, o líder era dirigido por Muricy Ramalho, que já cansou de provar sua competência em campeonatos nacionais. No entanto, sempre existem fatores externos/internos que podem atrapalhar uma equipe. Nenhum clube está livre de lesões ou mesmo vaidades internas, ainda mais quando se trata de um clube que paga alto salários pra poucos, razoáveis pra muitos. É evidente que o Flu tem jogado o fino da bola e ontem meteu nada menos do que 3 a 0 no Goiás fora de casa. Mas calma gente, ainda não acabou nem o primeiro turno. Vamos esperar.


Quarta coincidência: time grande passando sufoco. Seria o São Paulo o Fluminense de 2009? Tudo bem que o Tricolor Paulista nem na zona de rebaixamento está ainda, mas a situação é preocupante. Nem todos os clubes têm a sorte que o Flu teve no ano passado de encaixar várias vitórias seguidas na reta final. Pra não sofrer como os cariocas no ano passado, é bom que o Tricolor Paulista reaja logo, ou se não irá sim trilhar o mesmo caminho que outros rivais já travaram como Corinthians e Palmeiras.


Quinta e última coincidência: letargia de campeões do primeiro semestre. Será que o Santos, campeão paulista e da Copa do Brasil, vai simplesmente desistir do segundo semestre e do Brasileirão, assim como o Corinthians fez em 2009? Tudo bem que hoje o Peixe vem de vitória fora de casa diante do Grêmio e ocupa o G-4, mas não me surpreenderia se o Santos simplesmente tirasse o pé nesse ano pra já pensar em 2010. Cabe à comissão técnica santista impedir que isso aconteça.


Queria deixar aqui um abraço aos grandes palmeirenses, que comemoram hoje os 96 anos do clube palestrino. Apesar de corintiano, devo admitir a grandeza deste clube que, apesar de não trazer glórias recentes, tem se esforçado bastante pra voltar a brigar por títulos. Torço muito para que o Verdão, que já protagonizou belos duelos contra o Timão, volte a brigar por títulos, assim como foi este aqui embaixo.



Juro por Deus, achei que fosse morrer nesse jogo. Que bom que não morri! Não vejo a hora de poder me vingar, hahaha.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Inimigos Públicos

Em muitos esportes, apesar da competitividade, sempre existem grandes forças, que acabam se destacando perante as outras. No tênis, por exemplo, a rivalidade Rafael Nadal x Roger Federer praticamente dominou a década. Já no basquete brasileiro, Flamengo e Brasília dividiram as forças nos últimos anos na NBB. Se transferirmos essa superioridade para o Campeonato Brasileiro 2010, ela sem dúvida vai para dois clubes em especial: Fluminense x Corinthians.

Nunca na história do Brasileirão de pontos corridos duas equipes se destacaram tanto como o Tricolor Carioca e o Timão, como pode ser visto em matéria divulgada pelo Globoesporte.com. Os cariocas, líderes da competição, mantiveram a liderança por dois pontos de vantagem ao empatar com o Vasco neste domingo pelo placar de 2 a 2. A partida marcou a estréia do luso-brasileiro Deco, recém contratado do Chelsea-ING.


Já o Corinthians mostrou neste domingo um futebol autêntico de campeão brasileiro. Jogando no Pacaembu, o Timão simplesmente tirou o pé do freio ao derrotar o irreconhecível São Paulo por 3 a 0 e provou que tem time para brigar pelo título brasileiro. Foi um verdadeiro baile corintiano, que contou com uma excelente atuação do seu meio-campo formado por Ralf, Jucilei, Elias e Bruno César. O primeiro foi perfeito na marcação, enquanto os seguintes contribuíram com gols. Bruno César só não fez o seu por milagre de Rogério Ceni, em um lindo chute de vôleio.

No entanto, o que mais espantou no clássico paulista não foi nem a excelente atuação do Corinthians, que já havia dado provas de que ia lutar pelo título. O que de fato causou estranhamento foi a atuação apática, irreconhecível e horrível de um São Paulo que, por incrível que pareça, chegou às semifinais da Taça Libertadores. E olha que daquele time só saiu Hernanes e o técnico Ricardo Gomes.


Na boa, nada contra o Sérgio Baresi, que fez um excelente trabalho na base do São Paulo. Mas um clube que passa pela instabilidade que passa o Tricolor Paulista, em reformulação e ainda sem ter encontrado um padrão de jogo desde o retorno da Copa do Mundo, precisa de muito mais do que um treinador com potencial. O São Paulo precisa de um treinador competente, agregador e disposto a trabalhar muito, porque será preciso. Apesar da falta de opções, acho que o Tricolor deveria bancar a multa de algum técnico empregado, porque a situação é de urgência. Se a diretoria do clube não abrir o olho, o clube corre sim sérios riscos de rebaixamento.

Já no Corinthians, a palavra de ordem é regularidade. Não adianta nada fazer um excelente clássico no final de semana e depois tropeçar diante do Cruzeiro, fora de casa, onde o Timão ainda não tem mostrado a mesma competência e eficiência. Se em casa o clube paulista é impecável, com 100% de aproveitamento, fora dos seus domínios o único triunfo foi diante do Grêmio.

Outra coisa que preocupa o corintiano é o ataque. Jorge Henrique tem dado conta do recado, mas Iarley ainda não mostrou regularidade, apesar do bom clássico deste domingo. Dentinho tem se machucado muito, além de Souza, que é praticamente nulo ao lado de Ronaldo, que também não joga. No entanto, o mercado de transferências está fechado para reforços de fora. O que resta ao corintiano é a seguinte frase: “Só tem tu, vai tu memo”



E vamo que vamo!

Ps: Hoje não tem FIKDIK, no meio da semana trago algum somzinho novo pra galere!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sem fórmulas, por favor

Definitivamente não existe uma fórmula secreta para se vencer a Libertadores. Pelo menos é o que provou o Internacional de Porto Alegre, ao conquistar o bi-campeonato da competição sul-americana ao bater o Chivas Guadalajara por 3 a 2. Na partida de ida, o Colorado já havia vencido por 2 a 1 e só ratificou a conquista jogando no Estádio Beira-Rio.


Mas por que eu posso afirmar que não existe uma fórmula mágica? Vamos aos meus argumentos.

1º: Quem imaginaria que o Internacional, depois de fazer uma primeira fase ruim (se classificou apenas na última rodada), embalaria tanto na segunda fase como embalou? Além de trocar de treinador e demonstrando instabilidade (saiu Jorge Fossatti, entrou Celso Roth), o Colorado apostou num treinador considerado pé-frio e acabou colhendo os frutos. Será que ele era pé-frio de fato ou apenas nunca havia tido sorte em assumir um time tão bom?

2º: Ao contrário do Corinthians, que apostou na experiência como forma de conquistar o título, o Inter priorizou a qualidade. É evidente que o Colorado tem jogadores com experiência internacional (Fabiano Eller, reserva, conquistou a sua terceira Libertadores. Pato Abbondanzieri a sua quarta). No entanto, o Inter perdeu poucos jogadores em relação a Copa do Brasil do ano passado, quando foi vice-campeão. E se perdeu atletas, repôs com qualidade. O Corinthians, com exceção da chegada de Roberto Carlos, apostou em atletas experientes até demais, e que pouco corresponderam na Libertadores dentro de campo.


Tá bom, existe um fator que me faz relativizar esse negócio de fórmula pronta. Aí vai ele:

3º: O Internacional, mais do que nunca, provou nessa Libertadores a importância de jogar bem fora de casa. Apesar de derrotado na maioria das vezes, o Colorado soube explorar bem o regulamento do gol fora de casa, que o favoreceu em absolutamente todos os confrontos da segunda-fase (Banfield, Estudiantes, São Paulo e Chivas). Tirando na final, onde o regulamento não é válido, o Inter fez gol fora de casa em todas elas. Aliás, na final o Inter fez melhor. Não só buscou o gol fora de casa, mas também venceu a partida.

De qualquer forma, fica aqui registrado o meu parabéns ao Colorado! Seu segundo título da Libertadores novamente o coloca entre os grandes clubes do mundo e premia aquilo que falta na grande parte dos clubes brasileiros que não conseguem seus objetivos: planejamento.

Fikdik
Cara, música é uma coisa muito loca, né? Me lembro como se fosse ontem de quando eu simplesmente era um “xiita” do New-Metal e não admitia ouvir outras coisas. Era aquilo e pronto. Fórmulas prontas de músicas com não mais de quatro minutos, riffs pesados, poucos solos de guitarra ou ausentes, vocais de expressão de sofrimento. No entanto as coisas mudam, ô se mudam.

Outro dia tava de boa aqui em casa e resolvi conhecer mais de uma banda que sempre esteve presente na minha trajetória. Aliás, nem tanto minha, mas da minha ex-banda. Sim galere, eu já tive uma banda de new-metal, mas que tinha guitarristas que eram extremamente técnicos e influenciados por uma das bandas que eu posso dizer que é PhD no que fazem: Dream Theater.

Minha recente aproximação com a banda se deve à participação do seu baterista, Mike Portnoy, no novo álbum do Avenged Sevenfold. Mike Portnoy, como disse em uma postagem anterior, é sem sombra de dúvidas um dos cinco melhores bateristas da atualidade, assim como outros integrantes do Dream Theater fazem o melhor em suas funções. O guitarrista John Petrucci “só” fez parte do G3 ao lado de Joe Satriani e Steve Vai, dois dos maiores guitarristas do planeta Terra. John Miung é um baixista excepcional. James LaBrie tem um vocal que, se não é extraordinário, casa muito bem com a instrumentalidade da banda, assim como o tecladista Jordan Rudess, que também se encaixou muito bem na banda em 2000.

Uma coisa é fato: se você quer ouvir Dream Theater, tem que ter paciência. Algumas das canções são virtuosas e chegam a durar mais de 20 minutos. É isso mesmo! As menores não duram menos que 5. Mas uma coisa eu garanto: são todos minutos que valem a pena do começo ao fim, numa mistura de peso, técnica, melodia, viradas e quebradas incríveis. Enfim, eu recomendo.



Stay heavy, modafocas!

domingo, 15 de agosto de 2010

Ressucite algumas coisas

Cara, confesso que fiquei com medo do Fluminense hoje. Ok, tudo bem que os caras enfrentaram um Internacional jogando com um time reserva em razão das finais da Libertadores. Mas nem por isso os méritos da equipe carioca devem ser reduzidos após a vitória deste domingo pelo placar de 3 a 0. Volume ofensivo, segurança lá atrás, dois atacantes fazedores de gol (Émerson e Washington), além de um ótimo meia criativo (Conca). O que esperar mais do atual líder do Brasileirão, que ainda aguarda a estréia de Deco e a volta de Fred?


Já do vice-líder do Brasileirão, acredito que pouco veremos além. Neste domingo, o Coringão até que não jogou mal, mas teve muitas falhas defensivas na derrota por 3 a 2 diante do Avaí na Ressacada. Com o resultado, o Timão agora fica quatro pontos atrás do Fluminense, além de manter uma solitária vitória fora de casa. É muito pouco pra quem quer ser campeão brasileiro.

Apesar da derrota, o verdadeiro assunto da semana no Parque São Jorge foi a pança protuberante exibida por Ronaldo em um jogo treino contra os juniores do Corinthians. Bizarramente fora do peso, o Fenômeno mostrou porte físico daqueles tiozinhos do churrasco, que enchem a cara no final de semana. O camisa 9, que retornaria neste domingo, agora deve ter mais alguns dias pra reduzir aquela Jabulani da barriga. Um craque como ele não devia se sujeitar a essa vergonha. Se realmente quer seguir jogando profissionalmente, que coma menos e encerre pelo menos a carreira de forma digna. O Ronaldo de 2010 é uma vergonha para todo torcedor corintiano.


E o que dizer do São Paulo? Bom, difícil de analisar uma equipe que passa por reformulação após a eliminação na Taça Libertadores. O interino Sérgio Baresi deve usar garotos da base para iniciar essa reformulação, que começou com a demissão de Ricardo Gomes e a venda de Hernanes. Os próximos a deixar o Morumba devem ser Dagoberto e Miranda.

O resultado desse início de trabalho foi apenas um empate por 2 a 2, em casa, diante do Cruzeiro. Bom, se pensarmos que a equipe perdia até os 45 do segundo tempo. Ruim se pensarmos que o jogo era em casa. Mas agora a palavra de ordem no Morumbi é paciência, já que as perspectivas de título e vaga na Libertadores são bastante reduzidas em 2010.


E por falar em reformulação, Felipão enfim conseguiu sua primeira vitória com o Palmeiras: 2 a 0 diante do Atlético-PR no Pacaembu, com ótima exibição do volante Tinga. A vitória, além de dar mais tranqüilidade para a equipe, pode trazer confiança para uma equipe que vinha mostrando evolução nas últimas rodadas, mas que ainda não vinha conseguindo obter bons resultados.

Quem já não tá mais nem aí pra 2010 parece ser o Santos. Depois dos títulos paulista e da Copa do Brasil, o Peixe parece mostrar uma letargia semelhante a do Corinthians-2009, que curiosamente obteve as mesmas conquistas naquele ano. Prestes a perder Neymar para o Chelsea, o Santos foi derrotado neste domingo por 4 a 2 pelo Vitória, mesmo adversário da decisão da Copa Nacional, e agora só espera 2011 pela Libertadores. Acorda, mulecada!

Fikdik
Cara, eu tive uma idéia meio maluca essa semana. É triste dizer isso, mas infelizmente a venda de CDs está cada vez mais pífia no mundo por vários motivos, principalmente o preço. Pra trazer uma nostagialzinha, resolvi pegar todos os meus CDs e ouvi-los um por um. E olha que eu tenho bastante, cara!

O CD que eu peguei pra ouvir esses dias e que merece o destaque de hoje é “Snow Capped Romance”, do 36 Crazyfists. É o segundo álbum da banda do Alaska, que traz em seu repertório pancadaria e melodia, em uma espécie de fusão do Hard Core com Metalcore. Pra mim é sem dúvidas o melhor álbum da banda, que merece o destaque de hoje e minha indicação de banda. Caso gostem, procurem também ouvir outros albums como o “Bitterness the Star” e “Colision and Castaways”, lançado em 2010.


36 Crazyfists - At The End Of August
Enviado por Takem. - Assista aos últimos videos de noticias.

Stay heavy, man!

domingo, 8 de agosto de 2010

Sonho negado

A décima terceira rodada do Brasileirão apresentou poucas mudanças na tabela de classificação, mas trouxe conseqüências que com certeza podem mudar o rumo da competição. A briga na liderança, disputada rodada a rodada por Corinthians e Fluminense, foi mantida em um ponto a favor dos cariocas, que tiveram uma bela vitória nesse final de semana diante do Grêmio fora de casa.

O resultado de 2 a 1 manteve o Fluzão na liderança e só reforçou as teses de que os cariocas realmente formaram um belo elenco e brigarão pelo título. Mesmo ainda sem poder contar com Fred, machucado, o Tricolor Carioca conquistou a quarta vitória fora de casa. Time que quer ser campeão brasileiro precisa disso mesmo, fazer boas partidas tanto dentro de casa como longe.


Quem pagou o pato foi o Tricolor Gaúcho, que além de permanecer na incômoda 18ª posição, perdeu o técnico Silas, demitido pela diretoria. O clima no Olímpico não parecia dos melhores, mesmo se pensarmos que o clube gaúcho foi campeão estadual e semifinalista da Copa do Brasil. No entanto, a pressão por resultados era grande e a decisão da diretoria do clube pareceu até aceitável. Silas, apesar de ser um dos cotados no Morumbi após a demissão de Ricardo Gomes, dificilmente deve acertar com o clube paulista.

No Pacaembu, o vice-líder Corinthians também mostrou força e conquistou a sua sétima vitória em casa, mantendo o 100% de aproveitamento. Mesmo desfalcado de Bruno César, o Timão mostrou total domínio da partida e só não venceu por maior margem porque perdeu muitos gols. Com o 1 a 0, gol de Elias, o time de Parque São Jorge segue na cola do líder e mostra-se ainda bastante organizado, mesmo depois de perder o técnico Mano Menezes para a Seleção Brasileira.


Por outro lado, a palavra organização parece não aparecer muito no dicionário palmeirense. Depois de fazer um ótimo clássico contra o Corinthians no último final de semana, o Verdão foi até Goiânia em busca da primeira vitória de Felipão no comando. A vitória escapou por pouco, é verdade, mas a falta de resultados já começa a irritar o treinador palmeirense. Os reforços estão chegando, mas precisam de tempo para se entrosar e dar resultados à torcida palmeirense. Será que a diretoria do clube terá a mesma paciência com Felipão que teve em relação a Muricy Ramalho? Se vai eu não sei, mas deveria.


O Esporte da Burguesia
É barbudão. Você pisou na bola. Alguém de vocês viu isso aqui?


Na verdade eu fico na dúvida a respeito da ignorância. Quem foi mais ignorante: Sérgio Cabral, que com essa arrogância estúpida só comprova a inabilidade dos nossos governantes em ouvir os seus eleitores em períodos que não correspondem à eleição? Ou o nosso presidente Lula, que também comprova o oportunismo desses mesmos governantes, que só sabem valorizar o esporte quando um atleta traz medalhas ou algo do tipo. Aposto que se o Guga ainda estivesse na ativa e trazendo títulos, o nosso presidente adoraria convidá-lo para um almoço no Planalto e entregar condecorações.

Sim, eu concordo que o tênis é um esporte caro. Hoje, para se adquirir uma raquete, se gasta muito mais do que uma bola de futebol, o “esporte da massa”. No entanto, nosso presidente parece esquecer-se dos inúmeros projetos sociais mantidos e voltados para a prática desse esporte. Como o próprio ex-tenista Fernando Meligeni afirmou, Guga não era rico. Jaime Oncins também não. Júlio Silva era um “mero” catador de bolinhas em clubes de elite em São Paulo e também realizou o seu sonho de jogar tênis profissionalmente. Ao contrário do que eu pensava, parece que o Lula não acredita muito em sonhos. Até porque o tênis é só mais um esporte da burguesia.