quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sem fórmulas, por favor

Definitivamente não existe uma fórmula secreta para se vencer a Libertadores. Pelo menos é o que provou o Internacional de Porto Alegre, ao conquistar o bi-campeonato da competição sul-americana ao bater o Chivas Guadalajara por 3 a 2. Na partida de ida, o Colorado já havia vencido por 2 a 1 e só ratificou a conquista jogando no Estádio Beira-Rio.


Mas por que eu posso afirmar que não existe uma fórmula mágica? Vamos aos meus argumentos.

1º: Quem imaginaria que o Internacional, depois de fazer uma primeira fase ruim (se classificou apenas na última rodada), embalaria tanto na segunda fase como embalou? Além de trocar de treinador e demonstrando instabilidade (saiu Jorge Fossatti, entrou Celso Roth), o Colorado apostou num treinador considerado pé-frio e acabou colhendo os frutos. Será que ele era pé-frio de fato ou apenas nunca havia tido sorte em assumir um time tão bom?

2º: Ao contrário do Corinthians, que apostou na experiência como forma de conquistar o título, o Inter priorizou a qualidade. É evidente que o Colorado tem jogadores com experiência internacional (Fabiano Eller, reserva, conquistou a sua terceira Libertadores. Pato Abbondanzieri a sua quarta). No entanto, o Inter perdeu poucos jogadores em relação a Copa do Brasil do ano passado, quando foi vice-campeão. E se perdeu atletas, repôs com qualidade. O Corinthians, com exceção da chegada de Roberto Carlos, apostou em atletas experientes até demais, e que pouco corresponderam na Libertadores dentro de campo.


Tá bom, existe um fator que me faz relativizar esse negócio de fórmula pronta. Aí vai ele:

3º: O Internacional, mais do que nunca, provou nessa Libertadores a importância de jogar bem fora de casa. Apesar de derrotado na maioria das vezes, o Colorado soube explorar bem o regulamento do gol fora de casa, que o favoreceu em absolutamente todos os confrontos da segunda-fase (Banfield, Estudiantes, São Paulo e Chivas). Tirando na final, onde o regulamento não é válido, o Inter fez gol fora de casa em todas elas. Aliás, na final o Inter fez melhor. Não só buscou o gol fora de casa, mas também venceu a partida.

De qualquer forma, fica aqui registrado o meu parabéns ao Colorado! Seu segundo título da Libertadores novamente o coloca entre os grandes clubes do mundo e premia aquilo que falta na grande parte dos clubes brasileiros que não conseguem seus objetivos: planejamento.

Fikdik
Cara, música é uma coisa muito loca, né? Me lembro como se fosse ontem de quando eu simplesmente era um “xiita” do New-Metal e não admitia ouvir outras coisas. Era aquilo e pronto. Fórmulas prontas de músicas com não mais de quatro minutos, riffs pesados, poucos solos de guitarra ou ausentes, vocais de expressão de sofrimento. No entanto as coisas mudam, ô se mudam.

Outro dia tava de boa aqui em casa e resolvi conhecer mais de uma banda que sempre esteve presente na minha trajetória. Aliás, nem tanto minha, mas da minha ex-banda. Sim galere, eu já tive uma banda de new-metal, mas que tinha guitarristas que eram extremamente técnicos e influenciados por uma das bandas que eu posso dizer que é PhD no que fazem: Dream Theater.

Minha recente aproximação com a banda se deve à participação do seu baterista, Mike Portnoy, no novo álbum do Avenged Sevenfold. Mike Portnoy, como disse em uma postagem anterior, é sem sombra de dúvidas um dos cinco melhores bateristas da atualidade, assim como outros integrantes do Dream Theater fazem o melhor em suas funções. O guitarrista John Petrucci “só” fez parte do G3 ao lado de Joe Satriani e Steve Vai, dois dos maiores guitarristas do planeta Terra. John Miung é um baixista excepcional. James LaBrie tem um vocal que, se não é extraordinário, casa muito bem com a instrumentalidade da banda, assim como o tecladista Jordan Rudess, que também se encaixou muito bem na banda em 2000.

Uma coisa é fato: se você quer ouvir Dream Theater, tem que ter paciência. Algumas das canções são virtuosas e chegam a durar mais de 20 minutos. É isso mesmo! As menores não duram menos que 5. Mas uma coisa eu garanto: são todos minutos que valem a pena do começo ao fim, numa mistura de peso, técnica, melodia, viradas e quebradas incríveis. Enfim, eu recomendo.



Stay heavy, modafocas!

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