quarta-feira, 27 de abril de 2011

Quando o problema vira solução

E não é que os reality shows, tão populares no Brasil através do BBB, também chegaram ao mundo Headbanger? Não é brincadeira, não. Na verdade, se fizermos um exercício de memória, há quem se lembre de “The Osbournes” e o seu incrível sucesso nos Estados Unidos. Mas agora estamos falando de algo bem mais sério do que pessoas confinadas dentro de uma casa e sendo filmadas.

Aproveitando a necessidade de um novo baterista, depois da saída de Mike Portnoy, a banda de Metal Progressivo DREAM THEATER resolveu fazer nada menos do que um verdadeiro reality show para definir o novo integrante. Para o processo seletivo, foram recrutados sete competentíssimos bateristas, que poderiam tranquilamente assumir o posto na banda. São eles:

- Aquiles Priester (ex-Angra)
- Peter Wildoer (Darkane)
- Marco Minnemann (ex-Kreator, Joe Satriani)
- Virgil Donati (Planet-X)
- Derek Roddy (Nile)
- Mike Mangini (Extreme, Steve Vai)
- Thomas Lang (Glenn Hughes)

Logo após a saída de Portnoy, um verdadeiro carnaval foi feito em cima do acontecimento. Trocas de farpas via Internet, tentativa de regresso à banda, negativa do Dream Thetar, e por aí vai. Se me perguntem o que eu acho da saída de Portnoy, sempre uso a metáfora do cara que trocou a sua esposa de vários anos por uma mais novinha (leia-se Avenged Sevenfold). O problema é que Portnoy tomou um pé na bunda da sua nova amante e tentou voltar pra ex-esposa (sem sucesso).



Brincadeiras à parte, o que eu vejo em todo esse episódio é uma excelente oportunidade de marketing para o Dream Theater. Além de atrair a atenção da mídia com as tais declarações polêmicas, a banda conseguiu fazer de um problema (a falta de um baterista) uma solução para arrecadar ainda mais dinheiro, através de um reality show para escolher um novo integrante para o posto.

Quem tiver interesse em acompanhar os dois primeiros episódios da série, pode acessar o Capítulo Um e o Capítulo 2 pelo Youtube. O próximo deve sair nos próximos dias e deve contar com a participação do brazuca Aquiles Priester, um dos meus favoritos na disputa. No entanto, se me perguntar realmente quem leva a fatura, fico entre Marco Minnemann e Mike Mangini (o primeiro por seu um fenômeno, o segundo pela química com a banda).

Quem não conhece o som da banda, vale a pena ver um vídeo do último álbum dos caras, Black Clouds & Silver Linings, de 2009. O Dream Theater é, sem dúvida, uma das bandas mais conceituadas no mundo headbanger e será sempre respeitado. Com Portnoy ou sem ele.



Nota do blogueiro: Ainda acho que esse “divórcio” Portnoy e Dream Theater não vai durar muito tempo.

domingo, 24 de abril de 2011

Quatro clubes e um destino

O palco era exatamente o mesmo, assim como os riscos e a pressão. Corinthians e Palmeiras tiveram um final de semana com momentos de bom futebol, mas que poderiam ter sido um pouco mais tranquilos. Contra Oeste e Mirassol, dois dos maiores rivais do futebol paulista colocaram a prêmio suas cabeças na competição estadual, mas passaram adiante e agora se enfrentam em partida única, válida pelas semifinais.

No sábado, foi a vez do Pacaembu receber o Timão contra o Oeste de Itápolis. Apesar do placar aparentemente magro, a superioridade corintiana ficou evidente durante os 90 minutos de partida. A opção por Bruno César no lugar de Morais deu mais mobilidade ao time, que também contou com os retornos de Alessandro e Dentinho. No caso do atacante, nem tão reforço assim, já que o garoto foi substituído durante a partida por William, graças a uma indisposição estomacal. Melhor para o Timão, já que o substituto fez a diferença com um golaço.



Apesar da superioridade em campo, o gol de empate sofrido no fim da primeira etapa mostrou um Corinthians afobado e perdendo muitas chances no reinício do jogo. Reflexos da eliminação na Libertadores? A resposta só virá no próximo final de semana, quando Palmeiras e Corinthians se enfrentarão.

E por falar no Verdão, a história contada pelo rival no sábado praticamente se repetiu no domingo: gol madrugador, empate no fim da primeira etapa, afobação na volta do intervalo e gol “aliviador”. Destaques positivos na atuação alviverde ficaram por conta de Kléber e Valdívia, que novamente provaram que podem fazer a diferença. Márcio Araújo e Luan, que apesar de limitados tecnicamente, mostraram muita disposição e também foram destaques no Pacaembu.



Final antecipada no Morumbi?
A outra semifinal do Paulistão coloca em campo as duas melhores equipes de São Paulo, tanto em elenco como em equipe titular. Santos e São Paulo passaram sem sustos por Ponte Preta e Portuguesa, respectivamente, e agora duelam por uma vaga na final. De maneira quase unânime as duas equipes são apontadas como favoritas ao título, mas devem respeitar a máxima de que em clássico não há favoritos.

De qualquer forma, o que podemos esperar no próximo final de semana são jogos eletrizantes. De todos eles, apenas o Santos joga durante a semana e talvez sofra um pouco com o desgaste. Já o Tricolor deve contar com as voltas de Alex Silva e Lucas, lesionados. No outro lado da chave, o Corinthians vai com força máxima, e o Verdão pode ter de volta Thiago Heleno e Cicinho.

E como diria ele..



Stay Heavy!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Paulizzzzzzzztão

A última rodada do Paulistinha até que reservou algumas pouquíssimas emoções para um campeonato que tem sido tão chato. O grande responsável por esse “feito” foi a folclórica Portuguesa, que não dependia apenas das suas forças para classificar-se para a próxima fase. No entanto, a sorte esteve do lado da Lusa, já que dois dos seus adversários diretos (São Caetano e Paulista) foram derrotados.


Com o empate parcial diante do São Bernardo, a Lusa já garantia a classificação com os resultados, mas o gol de Ananias no final colocou um novo ingrediente na classificação: rebaixou o adversário, salvando o quase degolado Ituano, de Juninho Paulista. O que surpreendeu de fato foi a derrota do São Caetano em casa diante do Linense por 2 a 0, que acabou mantendo o time de Lins na primeira divisão paulista.

Após o fim da última rodada, Rogério Ceni e Paulo C. Carpegiani reclamaram do regulamento do Campeonato Paulista. A princípio, pareceu uma reclamação de quem acabou insatisfeito com o próximo adversário teoricamente mais forte, já que o Palmeiras utilizou-se do regulamento para ter caminho teoricamente mais livre. Mas será que eles têm razão?



Felipão, ao dizer “Cala boca e joguem” tem razão, já que o regulamento de uma competição deve ser aceito por todos. Como dizia mamãe: o combinado nunca sai caro. No entanto, existe sim uma discussão importante a respeito do regulamento do Paulistinha, que vem ano vai ano continua chato pracaramba. As mudanças de 2011, com oito classificados, conseguiram tornar o campeonato ainda mais maçante, já que todos os grandes clubes de São Paulo garantiram sua classificação com muita antecedência.

O que também incomoda nas críticas são-paulinas é apontar problemas sem sugerir soluções. É evidente que a fórmula do torneio é ruim, mas não adianta nada apontar os erros sem indicar possíveis caminhos a serem seguidos.


O Campeonato Paulista é comprovadamente inchado para incluir o maior número de clubes do interior possível. Para que todos possam jogar contra todos com menos chatices, o regulamento do Cariocão me agrada (dois grupos divididos entre dez times), onde no primeiro turno as equipes se enfrentam entre dentro do grupo. No segundo turno, após as semifinais e finais em jogo único do primeiro turno, as equipes de um grupo já jogam contra as do outro, com novas semifinais e finais em jogo único. Por fim, os finalistas são definidos pelo campeão de um turno contra o do outro, com campeão definido em jogos de ida e volta.

O grande problema do Paulistão é o excesso de times para a adoção desta fórmula. O calendário dos estaduais é curto e não sei se a solução carioca consegue ser adotada em São Paulo. O ideal seria a redução de clubes na elite do Paulista, mas isso interfere diretamente em interesses da Federação de São Paulo. De qualquer forma, meu registro está feito. Dezesseis clubes é mais do que siuficiente.

domingo, 17 de abril de 2011

O guardião do saibro

Não é nenhuma novidade afirmar que Rafael Nadal é um dos maiores tenistas da história, principalmente se pensarmos em quadras de saibro. O que também não é novidade é a sua conquista deste domingo, do Masters 1000 de Monte Carlo, ao derrotar na decisão o seu compatriota David Ferrer por 2 sets a 0. Ferrer até que tentou dificultar, mas quando o adversário é do porte de Nadal, dar o máximo quase nunca é suficiente.



A conquista deste domingo em Monte Carlo é nada menos do que a sétima seguida do tenista espanhol em Monaco. Com exceção das partidas de semifinal e final, quando foi testado por Murray e Ferrer respectivamente, Nadal quase não foi incomodado pelos adversários e passeou. Seu único set perdido foi contra o britânico, que curiosamente não é nenhum especialista neste tipo de piso.

Roger Federer, que talvez pudesse fazer frente ao espanhol, foi eliminado ainda nas quartas-de-final pelo austríaco Jurgen Melzer. Esta derrota, inclusive, me parece um pouco sintomática de um Federer que mostra cada vez mais apatia e desânimo por não conseguir fazer frente diante dos dois principais tenistas da temporada 2011: Novak Djokovic e Rafael Nadal. Os problemas são físicos, meramente técnicos ou confiança? Na minha humilde opinião, é como se um dominó estivesse derrubando outro, com um aspecto influenciando o outro.



A minha grande curiosidade para os próximos torneios no saibro é sobre como será o desempenho de Novak Djokovic neste tipo de piso. Até agora, o sérvio tem sido exuberante na temporada 2011 e venceu todos os torneios que disputou, sem uma derrota sequer. Em Monte Carlo, Djokovic preferiu poupar seus joelhos, que sofreram um pouco o desgaste da temporada inicial em quadras rápidas. Não há dúvidas de que ele, em perfeitas condições físicas, é o único que pode duelar em iguais condições contra Nadal.

Caso consiga vencer no saibro, Djokovic tem grandes chances de chegar ao número um do ranking da ATP, dominado por Nadal há um bom tempo. Vale a pena lembrar que o espanhol tem muitos pontos para defender nestes torneios e a conquista de Monte Carlo foi apenas a primeira do tenista em 2011.



O equilíbrio na briga pelo topo do raking está de volta. O tênis agradece.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Voando baixo

Cheguei a brincar, em minha conta pessoal do Twitter (@orenatoaugusto), sobre o meu pé atrás com a atual campanha do Cruzeiro na Libertadores. Em tom de brincadeira, já que sinceramente não me recordo de uma campanha tão boa na primeira fase do torneio.



Sobre o meu receio, é só fazer um breve exercício de memória. Para começar, a melhor campanha na primeira fase nunca garantiu uma boa campanha na segunda fase do torneio. É só relembrar o Corinthians e a eliminação diante do Flamengo em 2010. O outro motivo, bem mais envolvido com superstição, seria o já famoso pé frio do técnico Cuca, que tem no seu currículo apenas o título de Campeão Carioca pelo Flamengo, em 2009, rodeado por inúmeros vices.

Superstições e badalações à parte, o Cruzeiro merece sim os elogios que vem recebendo. Mesmo caindo em um dos grupos mais difíceis da Libertadores, com Estudiantes (ARG), Deportes Tolima (COL) e Guarani (PAR), a equipe tem jogado um futebol exuberante e passado por cima de todos os adversários. São 20 gols marcados e apenas umzinho sofrido em seis partidas. É ou não é um grande número?

Nesta quarta-feira, o Cruzeiro jogou praticamente contra dois adversários: o Estudiantes e o péssimo gramado de La Plata, destruído após um show do U2. Na verdade, quem deu show foi o Cruzeiro, com a bela vitória por 3 a 0, mesmo com o adversário atuando com vários reservas. No entanto, eu insisto: a dificuldade do grupo cruzeirense era grande, já que uma das equipes é campeã da Libertadores 2009 e outra representa a sempre perigosa escola colombiana. O Corinthians que o diga, de novo.

É evidente que agora o Cruzeiro deve ser um time extremamente visado e encontrará mais dificuldades, ainda mais se tratando de mata-mata. Se cruzar com um brasileiro, a dificuldade torna-se ainda maior, já que alguns deles também caíram em grupos difíceis e têm chances de classificar-se como um dos piores segundos colocados. Duas possibilidades são Santos e Fluminense, que terão muitas dificuldades de classificar. Se classificarem.



Aliás, hoje é aniversário do Santos, que comemora seus 99 anos. Será que vai ter presente, com vitória fora de casa diante do Cerro Porteño. Será difícil, além do jogo valer a vida da equipe na continuidade da Libertadores. De qualquer forma, meus parabéns a todos os santistas!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Albums que eu ouvi: Slash (2010)



Nota: 9

“Eu consegui reunir um conjunto do caralho de vocalistas neste disco, e não houve ninguém que eu queria muito e não consegui”. Quando Slash afirmou, em entrevista sobre o seu primeiro álbum solo, você leitor pode acreditar que ele não estava mentindo. Enquanto o Velvet Revolver ainda vive seu hiato pós-Scott Weiland e aguarda o possível substituto Corey Taylor, o ex-guitarrista do Guns’n Roses resolveu juntar os amiguinhos e tentar fazer algo legal. Conseguiu.

Lançado em 2010, Slash reuniu nada menos do que um time formado por Ozzy Osbourne, Ian Atsbury, Chris Cornell, Alice Cooper, Iggy Pop e Dave Grohl, além de ex-companheiros de Guns como Duff McKagan e Steven Adler. Minha análise sobre o álbum se baseia na versão brasileira do disco, que conta com faixas bônus bastante interessantes.

1 - Ghost – feat. Ian Astbury
Ian Atsbury (The Cult) é um vocalista do caralho. Não é à toa que Slash nesse cd parece ter feito cada música em encomenda perfeita a cada estilo vocálico. Ghost talvez me pareça a mais “dançante” deste cd e se encaixa perfeitamente ao estilo de Atsbury.

2- Crucify the Dead – feat. Ozzy Osbourne
Idem 1, de verdade. Slash não poderia ter feito nada mais horripilante para ser cantado por Ozzy Osbourne, que colocou toda a sua marca em Crucify the Dead.

3- Beautiful Dangerous – Feat. Fergie



A primeira vez que ouvi essa música, fiquei até meio assustado em imaginar que a Fergie poderia estar cantando. Ela até consegue ser surpreendentemente agressiva em Beautiful Dangerous e consegue resultados bem razoáveis cantando algo mais heavy. Outro destaque seu fica na versão brasileira que, ao lado do Cypress Hill, faz uma versão rap bastante curiosa de Paradise City na faixa 15.

4- Back from Cali – feat. Miles Kennedy
Não me parece à toa o fato de Myles Kennedy, do Alter Bridge, ter sido escolhido a dedo para fazer as turnês na banda fixa de Slash, inclusive no Brasil. Eu confesso que nunca fui um grande fã de Alter Bridge por imaginar o Creed no mesmo momento, mas devo admitir que esse cara canta bem demais em Back from Cali. Destaque também para a faixa 12, Starlight, onde Myles interpreta a belíssima Starlight.

5- Promise – feat. Chris Cornell
Cornell dispensa apresentações e interpreta Promise, que também se encaixa perfeitamente ao seu estilo. No entanto, confesso que esperava mais quando peguei pra ouvi-la.

6- By the Sword – feat. Andrew Stockdale



Taí uma das faixas mais instigantes do disco. Vocalista da desconhecida Wolfmother, Andrew Stockdale é considerado por algumas revistas um “mix” de Ozzy Osbourne e Robert Plant. Eu confesso que não sou tão ambicioso, mas admito que sua interpretação de By the Sword é incrível e lembra demais o hard rock dos anos 70 e 80.

7- Gotten – feat. Adam Levine
Nada poderia ser mais Maroon 5 do que Gotten. Interpretada por Adam Levine, a baladinha é daquelas bem tranquilinhas, mas que não chegam a ser chatas.

8- Dr Alibi – feat. Lemmy Kilmeister
De longe, mas de longe mesmo, Dr. Alibi é a mais rock’n roll do álbum. Nada mais Motörhead, nada mais made by Lemmy.

9- Watch This – feat. Dave Grohl e Duff McKagan
A única instrumental do disco, tocada pelo ex-parceiro de Guns, Duff McKagan, e Dave Grohl na bateria. Pesada na medida certa, envolvente em doses pesadas.

10- I Hold On – feat. Kid Rock
Eu nunca fui um fã de Kid Rock, mas fica aí mais uma surpresa do cd. Além de ser um dos produtores do disco, ele interpreta muito bem I Hold On. Uma das minhas favoritas.

11- Nothing to Say – feat. M. Shadows
Eu me nego a falar desta música, por ser interpretada pelo vocalista de uma das bandas que mais gosto na atualidade (Avenged Sevenfold). No entanto, não posso também deixar de dizer que se trata da mais pesada do disco.

13- Saint is a Sinner Too – feat. Rocco de Luca
Talvez a mais chatinha do álbum, acústica e lenta. No entanto, vale o registro.

14- We’re All Gonna Die – feat. Iggy Pop
Uma música Iggy Pop, feita para Iggy Pop. Sensualidade pura, hahaha. Por que afinal, como a própria letra diz, todos nós vamos morrer, então let’s get high.

16 – Baby Can’t Drive – feat. Alice Cooper, Flea, Nicole Scherzinger e Steven Adler
Presente só na versão brasileira do disco, Baby Can’t Drive não poderia fechar de maneira melhor. Horripilante em doses Alice Copper, originais em doses Flea, sólidas em doses Adler.

Recomendadíssimo!

domingo, 10 de abril de 2011

Dupla preocupação

A atuação de um time, em muitas vezes, deve ser levada em consideração mais do que o resultado em si. Se pensarmos sob este ponto de vista, a torcida corintiana deve ficar duplamente preocupada para a rodada final do Paulistão e, consequentemente, a segunda fase da competição.

Algumas boas atuações e bons resultados mascararam grandes deficiências no elenco corintiano que, ao meu modo de ver, precisam ser urgentemente ser reparadas. Na derrota deste domingo por 2 a 1 diante do São Caetano, ficou mais do que evidente a falta que o lateral-direito Alessandro tem feito, após justa punição de dois jogos por expulsão na partida diante do São Paulo. Moradei, improvisado no setor, foi substituído corretamente ainda no primeiro tempo. Moacir, só de entrar em jogo, enche o torcedor corintiano de arrepios e também pouco fez no Pacaembu.



O meio-campo de criação é outro setor que deixa o torcedor alvinegro preocupado não só pela ineficiência de Morais na partida deste domingo, mas também pela iminência da saída de Bruno César e a inoperante e lentidão de Danilo, que também pouco fez e tem feito. Opções no mercado são escassas e as insistências da diretoria por jogadores como Alex, do Spartak (RUS), e o milanista Seedorf são cada vez mais utópicas.

Dentre todos os setores no elenco, aparentemente, o que menos parece preocupar é o ataque, que relativamente conta com bastantes opções (Dentinho, Liédson, William, Jorge Henrique e Adriano num futuro próximo). No entanto, este excesso de opções pode acabar passando despercebido quando existem evidentes deficiências na criação da equipe, tanto pela falta de meias de qualidade, como também laterais que apoiem com mais eficiência. Sem Alessandro, o time insiste pela esquerda e Fábio Santos, a cada jogo, comprova que nem de longe é solução na posição.



Um dos poucos setores elogiados no Paulistão, a defesa corintiana também não foi bem contra o São Caetano. Chicão e Leandro Castan (tomou uma caneta bizonha no segundo gol) falharam e deram espaço para que Eduardo marcasse duas vezes, assim como Ralf e Paulinho, responsáveis pela proteção. No entanto, há quem conteste o pênalti de Castan ainda na primeira etapa que, ao meu ver, foi corretamente assinalado.

O cenário para o Brasileirão é preocupante para o torcedor corintiano e a equipe parece se mostrar a mais fraca entre os quatro principais grandes de São Paulo. Na próxima fase do Paulistão, o perigo deve ficar para o confronto único contra Mirassol ou Ponte Preta possivelmente. Em se tratando de partida única, tudo é possível e todo cuidado é pouco.

Em tempo: arranjando tempo para o blog novamente, com nome novo, “pitaqueando” somente sobre as partidas que acompanhei e algumas novidades da música. A ideia é atualizar sobre esportes durante as quartas, quintas e domingos, deixando música nos outros dias...