
A conquista deste domingo em Monte Carlo é nada menos do que a sétima seguida do tenista espanhol em Monaco. Com exceção das partidas de semifinal e final, quando foi testado por Murray e Ferrer respectivamente, Nadal quase não foi incomodado pelos adversários e passeou. Seu único set perdido foi contra o britânico, que curiosamente não é nenhum especialista neste tipo de piso.
Roger Federer, que talvez pudesse fazer frente ao espanhol, foi eliminado ainda nas quartas-de-final pelo austríaco Jurgen Melzer. Esta derrota, inclusive, me parece um pouco sintomática de um Federer que mostra cada vez mais apatia e desânimo por não conseguir fazer frente diante dos dois principais tenistas da temporada 2011: Novak Djokovic e Rafael Nadal. Os problemas são físicos, meramente técnicos ou confiança? Na minha humilde opinião, é como se um dominó estivesse derrubando outro, com um aspecto influenciando o outro.

A minha grande curiosidade para os próximos torneios no saibro é sobre como será o desempenho de Novak Djokovic neste tipo de piso. Até agora, o sérvio tem sido exuberante na temporada 2011 e venceu todos os torneios que disputou, sem uma derrota sequer. Em Monte Carlo, Djokovic preferiu poupar seus joelhos, que sofreram um pouco o desgaste da temporada inicial em quadras rápidas. Não há dúvidas de que ele, em perfeitas condições físicas, é o único que pode duelar em iguais condições contra Nadal.
Caso consiga vencer no saibro, Djokovic tem grandes chances de chegar ao número um do ranking da ATP, dominado por Nadal há um bom tempo. Vale a pena lembrar que o espanhol tem muitos pontos para defender nestes torneios e a conquista de Monte Carlo foi apenas a primeira do tenista em 2011.

O equilíbrio na briga pelo topo do raking está de volta. O tênis agradece.

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