segunda-feira, 11 de abril de 2011

Albums que eu ouvi: Slash (2010)



Nota: 9

“Eu consegui reunir um conjunto do caralho de vocalistas neste disco, e não houve ninguém que eu queria muito e não consegui”. Quando Slash afirmou, em entrevista sobre o seu primeiro álbum solo, você leitor pode acreditar que ele não estava mentindo. Enquanto o Velvet Revolver ainda vive seu hiato pós-Scott Weiland e aguarda o possível substituto Corey Taylor, o ex-guitarrista do Guns’n Roses resolveu juntar os amiguinhos e tentar fazer algo legal. Conseguiu.

Lançado em 2010, Slash reuniu nada menos do que um time formado por Ozzy Osbourne, Ian Atsbury, Chris Cornell, Alice Cooper, Iggy Pop e Dave Grohl, além de ex-companheiros de Guns como Duff McKagan e Steven Adler. Minha análise sobre o álbum se baseia na versão brasileira do disco, que conta com faixas bônus bastante interessantes.

1 - Ghost – feat. Ian Astbury
Ian Atsbury (The Cult) é um vocalista do caralho. Não é à toa que Slash nesse cd parece ter feito cada música em encomenda perfeita a cada estilo vocálico. Ghost talvez me pareça a mais “dançante” deste cd e se encaixa perfeitamente ao estilo de Atsbury.

2- Crucify the Dead – feat. Ozzy Osbourne
Idem 1, de verdade. Slash não poderia ter feito nada mais horripilante para ser cantado por Ozzy Osbourne, que colocou toda a sua marca em Crucify the Dead.

3- Beautiful Dangerous – Feat. Fergie



A primeira vez que ouvi essa música, fiquei até meio assustado em imaginar que a Fergie poderia estar cantando. Ela até consegue ser surpreendentemente agressiva em Beautiful Dangerous e consegue resultados bem razoáveis cantando algo mais heavy. Outro destaque seu fica na versão brasileira que, ao lado do Cypress Hill, faz uma versão rap bastante curiosa de Paradise City na faixa 15.

4- Back from Cali – feat. Miles Kennedy
Não me parece à toa o fato de Myles Kennedy, do Alter Bridge, ter sido escolhido a dedo para fazer as turnês na banda fixa de Slash, inclusive no Brasil. Eu confesso que nunca fui um grande fã de Alter Bridge por imaginar o Creed no mesmo momento, mas devo admitir que esse cara canta bem demais em Back from Cali. Destaque também para a faixa 12, Starlight, onde Myles interpreta a belíssima Starlight.

5- Promise – feat. Chris Cornell
Cornell dispensa apresentações e interpreta Promise, que também se encaixa perfeitamente ao seu estilo. No entanto, confesso que esperava mais quando peguei pra ouvi-la.

6- By the Sword – feat. Andrew Stockdale



Taí uma das faixas mais instigantes do disco. Vocalista da desconhecida Wolfmother, Andrew Stockdale é considerado por algumas revistas um “mix” de Ozzy Osbourne e Robert Plant. Eu confesso que não sou tão ambicioso, mas admito que sua interpretação de By the Sword é incrível e lembra demais o hard rock dos anos 70 e 80.

7- Gotten – feat. Adam Levine
Nada poderia ser mais Maroon 5 do que Gotten. Interpretada por Adam Levine, a baladinha é daquelas bem tranquilinhas, mas que não chegam a ser chatas.

8- Dr Alibi – feat. Lemmy Kilmeister
De longe, mas de longe mesmo, Dr. Alibi é a mais rock’n roll do álbum. Nada mais Motörhead, nada mais made by Lemmy.

9- Watch This – feat. Dave Grohl e Duff McKagan
A única instrumental do disco, tocada pelo ex-parceiro de Guns, Duff McKagan, e Dave Grohl na bateria. Pesada na medida certa, envolvente em doses pesadas.

10- I Hold On – feat. Kid Rock
Eu nunca fui um fã de Kid Rock, mas fica aí mais uma surpresa do cd. Além de ser um dos produtores do disco, ele interpreta muito bem I Hold On. Uma das minhas favoritas.

11- Nothing to Say – feat. M. Shadows
Eu me nego a falar desta música, por ser interpretada pelo vocalista de uma das bandas que mais gosto na atualidade (Avenged Sevenfold). No entanto, não posso também deixar de dizer que se trata da mais pesada do disco.

13- Saint is a Sinner Too – feat. Rocco de Luca
Talvez a mais chatinha do álbum, acústica e lenta. No entanto, vale o registro.

14- We’re All Gonna Die – feat. Iggy Pop
Uma música Iggy Pop, feita para Iggy Pop. Sensualidade pura, hahaha. Por que afinal, como a própria letra diz, todos nós vamos morrer, então let’s get high.

16 – Baby Can’t Drive – feat. Alice Cooper, Flea, Nicole Scherzinger e Steven Adler
Presente só na versão brasileira do disco, Baby Can’t Drive não poderia fechar de maneira melhor. Horripilante em doses Alice Copper, originais em doses Flea, sólidas em doses Adler.

Recomendadíssimo!

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