
Com o empate parcial diante do São Bernardo, a Lusa já garantia a classificação com os resultados, mas o gol de Ananias no final colocou um novo ingrediente na classificação: rebaixou o adversário, salvando o quase degolado Ituano, de Juninho Paulista. O que surpreendeu de fato foi a derrota do São Caetano em casa diante do Linense por 2 a 0, que acabou mantendo o time de Lins na primeira divisão paulista.
Após o fim da última rodada, Rogério Ceni e Paulo C. Carpegiani reclamaram do regulamento do Campeonato Paulista. A princípio, pareceu uma reclamação de quem acabou insatisfeito com o próximo adversário teoricamente mais forte, já que o Palmeiras utilizou-se do regulamento para ter caminho teoricamente mais livre. Mas será que eles têm razão?

Felipão, ao dizer “Cala boca e joguem” tem razão, já que o regulamento de uma competição deve ser aceito por todos. Como dizia mamãe: o combinado nunca sai caro. No entanto, existe sim uma discussão importante a respeito do regulamento do Paulistinha, que vem ano vai ano continua chato pracaramba. As mudanças de 2011, com oito classificados, conseguiram tornar o campeonato ainda mais maçante, já que todos os grandes clubes de São Paulo garantiram sua classificação com muita antecedência.
O que também incomoda nas críticas são-paulinas é apontar problemas sem sugerir soluções. É evidente que a fórmula do torneio é ruim, mas não adianta nada apontar os erros sem indicar possíveis caminhos a serem seguidos.

O Campeonato Paulista é comprovadamente inchado para incluir o maior número de clubes do interior possível. Para que todos possam jogar contra todos com menos chatices, o regulamento do Cariocão me agrada (dois grupos divididos entre dez times), onde no primeiro turno as equipes se enfrentam entre dentro do grupo. No segundo turno, após as semifinais e finais em jogo único do primeiro turno, as equipes de um grupo já jogam contra as do outro, com novas semifinais e finais em jogo único. Por fim, os finalistas são definidos pelo campeão de um turno contra o do outro, com campeão definido em jogos de ida e volta.
O grande problema do Paulistão é o excesso de times para a adoção desta fórmula. O calendário dos estaduais é curto e não sei se a solução carioca consegue ser adotada em São Paulo. O ideal seria a redução de clubes na elite do Paulista, mas isso interfere diretamente em interesses da Federação de São Paulo. De qualquer forma, meu registro está feito. Dezesseis clubes é mais do que siuficiente.

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