quarta-feira, 7 de abril de 2010

A nova nação de Messi

Camp Nou, 6 de abril de 2010. O que deveria ser “apenas” uma partida entre duas das equipes mais ofensivas da Europa, tornou-se um espetáculo particular de um homem. Um homem de 67 quilos, apenas 1,67 m de altura e uma camisa 10 nas costas. Um verdadeiro herói nacional, que praticamente dizimou o Arsenal e garantiu a classificação do Barcelona sozinho ao marcar os quatro gols na vitória por 4 a 1 diante dos ingleses, em partida válida pelas quartas-de-final da Uefa Champions League.

Ao me referir a Messi como um herói nacional, muitos se enganam ao mencionar a sua verdadeira nacionalidade, argentina. Quando me refiro ao canhotinho como herói, trata-se de um ídolo de uma nova nação, a catalã, que está cada vez mais habituada às façanhas de seu mais novo herói. Sua verdadeira nação, a Argentina, ainda cobra de seu mais renomado craque uma atuação respeitável e que recoloque o país no topo do futebol mundial após 24 anos de jejum em Copas do Mundo.


Mas por que Lionel Messi deixa tanto a desejar quando veste as cores da Argentina? Seria o esquema tático do Barcelona que o favorece? Seria a pura e simples incompetência de outro gênio dos gramados, Maradona, na hora de armar um esquema de jogo que favoreça o seu maior craque? Ou seria apenas mais um exemplo de que, de fato, existem jogadores que apenas jogam bem em seus clubes?

Entre tantos questionamentos, uma certeza é válida. Messi a cada temporada se firma como um dos maiores craques da história do Barcelona, que já teve em seu hall da fama jogadores como Stoitchkov, Romário, Ronaldo, Rivaldo, Eto’o, entre outros.

Nesta terça-feira, o catalão-argentino tornou-se o oitavo maior artilheiro da história do Barça, atrás de nomes como Kluivert, Rivaldo e Eto’o. No entanto, com contrato extenso com os espanhóis, Messi tem tudo para se tornar em breve um dos três maiores artilheiros do clube. Basta fazer 11 gols nas próximas temporadas, pouco para quem já fez 39 só na atual temporada.

Seria Messi um jogador de PlayStation, como definiu Arsene Wenger, técnico do Arsenal, após a derrota desta terça-feira? Seria ele melhor do que o Maradona? Uma coisa é fato: juízo na cabeça pelo menos ele tem mostrado que tem.



E os outros resultados da Champions? Se a terça-feira teve resultados esperados como as classificações de Barça e Inter de Milão diante de Arsenal e CSKA de Moscou, a quarta-feira reservou algumas surpresas.

No Old Trafford, depois de estar vencendo por 3 a 0, o Manchester United permitiu a reação do Bayern de Munique e ficou de fora no placar agregado, mesmo vencendo os alemães por 3 a 2. Destaque para o belo gol de Robben, que garantiu a vaga aos alemães.



Já no confronto francês, o atual campeão nacional bem que tentou, mas acabou eliminado pelo Lyon. Apesar da vitória por 1 a 0, o Bordeaux se despede da competição européia, mas deixa boa impressão, com a melhor campanha da Champions League até então. Pena que foi pouco e não suficiente para garantir a classificação.

4 comentários:

blargh disse...

Aprecio o seu estilo.

SEMPRE BOAS MATÉRIAS

Maza disse...

Time por time, fui mais o Bayern, mas ciente que a diferência do Manchester está em seu camisa 10, o qual se apresentou mancando do começo do jogo até o momento que foi substituído, ainda assim conseguiu dar uma assistência.

Essa atuação limitada, pra mim, foi o que tirou o Manchester das semi, e agora segura o Bayern.

Quero ver vc falar das semi do paulista agora! ehehhe

Abraços!

ps.: blog verde?? é isso mesmo que estou vendo?

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tripa Seca disse...

HAHAHAHA

É verde porque eu queria ambientar como se fosse um gramado de futebol. Mas agora você me pegou no pulo do gato!
Grande abraço, Maza!