segunda-feira, 12 de abril de 2010

A prova de fogo da garotada

E não é que a peleja deste domingo entre São Paulo e Santos foi muito boa de se ver? É, pra quem já contava com o oba-oba por parte dos meninos da Vila, o Tricolor bem que deu trabalho, mesmo com um jogador a menos, e quase complicou as coisas para o time sensação da temporada. Mas mesmo com a derrota por 3 a 2, será que o torcedor são-paulino ainda pode sonhar com a vaga na final do Paulistão?

Como esse blog já havia previsto na semana passada, o São Paulo parece definitivamente ter encontrado a melhor maneira de atuar. Apesar de começar a partida um pouco perdido e até dominado pelo Santos, o Tricolor mostrou um impressionante poder de reação no segundo tempo, principalmente após sair perdendo por 2 a 0, e ter um de seus melhores jogadores nas últimas rodadas, Marlos, expulso de maneira injusta.

Na primeira etapa, não há dúvidas de que o placar foi justo. Mesmo com Paulo Henrique Ganso mais apagado do que o habitual, o trio ofensivo santista com Neymar, Robinho e André novamente provou o seu valor e chegou a criar boas oportunidades. O primeiro gol saiu de boa trama santista pela esquerda, após cruzamento de Leo para o desvio contra de Júnior César. Já o segundo tento saiu nos pés de Neymar, que com um passe de cinema, colocou André na cara do gol para ampliar o marcador.

Mas como explicar a reação são-paulina? Blackout santista ou mérito do Tricolor? Se existe um responsável pela reação, ele se chama Ricardo Gomes. Contrariando este blogueiro, o treinador são-paulino sacou Washington do time e lançou Cicinho ao invés de Fernandinho. Mostrando uma raça absurda, Hernanes tornou-se então o principal homem na segunda etapa, e o Tricolor buscou o empate com o meia e Dagoberto, após belo cruzamento de Cicinho.

Acuado em campo, o Peixe expôs todas as suas deficiências na segunda etapa e foi dominado pelo São Paulo, mesmo com um jogador a mais. Apesar de mal na partida, o Santos ainda mostrou um pouco de “sorte de campeão” e achou o terceiro gol com Durval, o da vitória, em falhas individuais tanto de Miranda como de Rogério Ceni.

Analisando friamente os resultados, ficou muito difícil a classificação do Tricolor para a final do Paulistão. Com a derrota em casa, o São Paulo agora precisa buscar uma vitória por dois gols de diferença na Vila Belmiro para alcançar a classificação. No entanto, se mostrar a inexperiência e novamente expor suas fraquezas jogando em casa, o Peixe pode sim perder a vaga na decisão.

Meu palpite? Santos e Santo André já estão na final.

Um comentário:

Maza disse...

Mérito ao treinador que tanto critiquei!

Como vc bem salientou, a alteração realizada pelo Ricardo Gomes foi imprescindível para que o São Paulo se encontra-se no jogo.

Sacou W9 e mandou Cicinho para o jogo, com a finalidade de recompor o meio campo e se utilizar da mesma arma do inimigo: a velocidade.

O São Paulo tem elenco para escalar um time de acordo com o adversário e, definitivamente, começar com W9 foi um grande erro, uma vez que todo o time do Santos sabe jogar, o do São Paulo também deveria ser assim.

Dessa forma, era mais do que necessário um ataque rápido, que não oferecesse referência na marcação dentro da área.

Longe de narrações e comentários tendenciosos, vi o Arouca destruir com o jogo, um Paulo Henrique totalmente apagado, além de um Hernanes omnipresente, que quando fez o gol parecia o Maradona naquela famosa comemoração de seu gol contra a Grécia (ne não me engano). Mostrou a raça que um time que almeja a Libertadores precisa.

Do Cicinho? esperava mais, infinitamente mais. Colocou a bola na cabeça do gigante Dagoberto? Está perdoado, mas com rancores.

No mais, um dos jogos mais vibrantes e de maior qualidade que tive o privilégio de ver, realmente um espetáculo.

Meu palpite? São Paulo, 3 a 1 (pois é obvio que o Santos marcará um gol).

Bom, eu acredito, eu TENHO que acreditar!

Abraços!!