Depois de excursionar com bandas como Slayer, Incubus, Ozzy Osbourne e outras para divulgar o seu primeiro álbum de 1998, o System of a Down voltava ao estúdio para lançar Toxicity bem mais experiente. Novamente contando com a produção de Rick Rubin, o segundo cd de estúdio da banda é, na minha humilde opinião, o melhor trabalho já realizado pelo quarteto californiano em todos os aspectos.

O primeiro deles, mais técnico, conta com uma produção bem mais limpa, um Serj Tankian mais potente e aliando sua qualidade e força, além de um Daron Malakian inspiradíssimo na criação de riffs e solos. John Dolmayan e Shavo Odadjian também parecem mais coesos e criativos em suas composições. Toxicity, que dá nome ao álbum e à faixa 12, é um dos singles que simplesmente não se tira da cabeça tão cedo.
Cada vez mais político e anti-americano nas letras, Toxicity tem uma curiosidade: alcançou o topo de vendas no país justamente no dia 11 de setembro de 2001, dia dos ataques terroristas ao World Trade Center. Críticas ao sistema prisional americano, ciência e política externa são apenas algumas das temáticas presentes em músicas como Chop Suey, que chegou a ser vetada em algumas rádios do país devido ao seu conteúdo. Trata-se da primeira música que ouvi, a mais estranha e ao mesmo tempo com um dos refrões e com um dos clímax mais marcantes que já tive contato.
Toxicity é, sem dúvidas, o auge criativo da banda desde o início de sua trajetória e rendeu hits que até hoje perduram entre os favoritos dos fãs. O que talvez alguns não saibam é que a banda atingiu um período frutífero a ponto de mais de quinze músicas terem que ficar fora de Toxicity, o que abriu brecha para o lançamento de um novo álbum, que será detalhado no próximo post.
System of a Down – Toxicity (2001)
Nota: 10
Tracklist:
1. Prison Song
2. Needles
3. Deer Dance
4. Jet Pilot
5. X
6. Chop Suey!
7. Bounce
8. Forest
9. ATWA
10. Science
11. Shimmy
12. Toxicity
13. Psycho
14. Aerials

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