
Para muitos dos analistas que estão trabalhando hoje na TV, existem grandes divergências quando o assunto é a comparação de Ronaldo com ídolos da década de 80 como Zico, Careca, Sócrates, Maradona e outros. Grande parte destes profissionais, nascidos no fim da década de 70 ou início de 80, tiveram oportunidade de ver estes excepcionais jogadores com muita atenção, o que não é o meu caso. Uma análise feita por mim baseia-se muito mais em uma questão que dá ênfase verbal e pronominal: os maiores jogadores que EU VI jogar.
Sou de uma geração que, infelizmente, não teve a oportunidade de ver as grandes Seleções Brasileiras da década de 80. Quando o assunto é década de 90 e o início do novo milênio, tive a oportunidade de ver em campo jogadores de elevadíssimo nível técnico como Edmundo, Rivaldo, Romário e Roberto Carlos. Isso porque só citei atletas brasileiros, mas outras estrelas mundiais também podem ser lembradas como Zinedine Zidane, Luís Figo, Dennis Bergkamp, David Beckham e Thierry Henry.
Em uma geração 90-2000, com tantos jogadores de qualidade, Ronaldo Fenômeno é sim o maior que EU VI jogar. Ao lado de Romário e Zidane, o maior artilheiro de todas as Copas do Mundo formou a tríade dos maiores do seu tempo. Com a camisa 11, Romário não foi melhor do mundo e nem fez mil gols à toa. Com a camisa 5 do Real Madrid, Zizou não foi três vezes eleito como o melhor pela FIFA e um dos mais técnicos e plásticos à toa. Com a camisa 9, no entanto, Ronaldo foi o maior.
Felizmente tive a oportunidade de ver o Fenômeno atuar ao vivo em duas oportunidades. Evidentemente não vi o máximo apresentado por ele, já que foram partidas de fim de carreira pelo Corinthians (vitória contra o Ituano, em São José do Rio Preto – 2010, e empate contra o Mirassol, em São Paulo – 2010). Curiosamente, para a minha alegria, os dois jogos tiveram gol do camisa 9.
Obrigado, Ronaldo. #prasemprefenômeno

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