sexta-feira, 4 de junho de 2010

A Parada da Copa

Com quase todos os preparativos prontos para a Copa do Mundo da África do Sul, muitos times do Brasileirão, que vêm sofrendo com as lesões, estão comemorando a parada de um mês devido ao torneio de seleções. No entanto, aqueles que estão na ponta e vem vivendo uma grande fase talvez não possam dizer o mesmo.

O Corinthians talvez seja a maior e grande prova disso. Vivendo uma fase excepcional, com 13 vitórias nas últimas 15 partidas, o Timão perdeu apenas uma partida neste período e pode perder ritmo de jogo depois da parada da Copa do Mundo. Adivinha qual foi a derrota corintiana nesse período? 1 a 0 para o Flamengo no Maracanã. Justamente quando não podia perder.

Dentre os outros times que podem sofrer com a parada da Copa do Mundo, podemos destacar também o Fluminense, que parece ter, enfim, encontrado a sua cara. Ou melhor, a cara de Muricy Ramalho. Com três vitórias seguidas, o Tricolor Carioca já é terceiro colocado na classificação com 12 pontos, dois pontos atrás do Ceará, outra equipe que vem surpreendendo e deve se prejudicar com a parada no Brasileirão.

Mas vamos aos destaques da sexta rodada do Brasileirão. O primeiro deles fica para mais uma vitória do Corinthians dentro de casa, desta vez diante do Internacional de Porto Alegre. Com um público excepcional (35 mil pagantes), o Timão começou a partida desta quinta-feira um pouco disperso na primeira etapa, mas mostrou poder de reação e conseguiu encaixar a marcação ainda na primeira etapa. A partir daí, o time de Mano Menezes passou a criar as melhores oportunidades da partida e abriu o placar com Roberto Carlos, em cobrança de pênalti meio xinfrim cavada por Danilo.


Na segunda etapa, o Coringão seguiu melhor e ampliou o placar com Iarley, que fez boa partida na equipe titular e conclui muito bem após uma bela trama do ataque corintiano. Com 2 a 0 de vantagem, o Timão passou a controlar o resultado e chegou a tomar alguns sustos, mas contou com boa atuação do goleiro Felipe para garantir o placar. Aliás, mesmo depois de muito tempo ausente devido a uma lesão na coxa, o goleiro corintiano parece que não perdeu a boa forma do início de 2010.

Voltando para a quarta-feira, mais três jogos agitaram a rodada dos clubes paulistas. No Pacaembu, o Palmeiras seguiu o seu calvário em 2010 e novamente decepcionou sua torcida. Em uma partida fraca tecnicamente, o Flamengo conseguiu a vitória por 1 a 0 com o ex-atacante palmeirense Vágner Love, que louco ligou para a sua história anterior no clube paulista e comemorou bastante o gol. E com razão, já que sua saída do Verdão foi bastante conturbada.

Aliás, por falar em Palmeiras, o atacante Kléber, ex-Cruzeiro, está de volta ao clube paulista. Trata-se de um bom reforço, mas que nem de perto vai resolver todos os problemas dentro do clube alvi-verde. Eu costumo dizer que, nesse time do Palmeiras, podia até trazer o Messi que não teria jeito. Para voltar a fazer partidas dignas, o Verdão precisa, no mínimo, de quatro a cinco reforços para, quem sabe, voltar a brigar por vaga na Libertadores e por títulos.


Um clube que deve estar comemorando a pausa no Brasileirão no próximo final de semana é o São Paulo. Desfalcado de nada menos do que três zagueiros diante do Goiás, o Tricolor Paulista teve que improvisar Richarlyson na posição e acabou sofrendo as conseqüências.

Depois de abrir o placar com Marcelinho em cobrança de falta, o time de Ricardo Gomes sofreu o empate ainda no primeiro tempo, após pênalti bisonho do Ricky. Bernardo empatou na cobrança e, aos 45 da segunda etapa, o volante Jonílson acertou belo chute de fora da área e virou o placar para os goianos. Talvez o mais justo fosse um empate, mas nada que mereça maiores preocupações por parte dos são-paulinos, que devem ter reforços para a partida do final de semana diante do Grêmio.

E pra fechar a rodada, será que a maquininha santista emperrou? Pois é, depois de dar show no Paulistão e na Copa do Brasil, o Santos foi até Minas Gerais e não saiu do 0 a 0 diante do Cruzeiro, que perdeu Adílson Batista ao final da partida. Aliás, o treinador ex-Cruzeiro agora está sendo disputado por Internacional e Palmeiras. Eu apostaria num acordo dele com os paulistas, que seguem sem um treinador fixo após a demissão de Antônio Carlos.



Roland Garros
E o clima de revanche deve tomar conta da quadra Philipp Chartrier no próximo domingo. Reeditando o confronto mais surpreendente de 2009, Rafael Nadal e Robin Soderling irão decidir o Grand-Slam no saibro parisiense, em uma partida que tem tudo para ser a doce vingança de Rafa.


No ano passado, Nadal foi derrotado pelo mesmo Soderling, nas quartas-de-final do mesmo torneio, e agora terá a chance de se vingar. Mais do que o título, o espanhol pode também recuperar a liderança do ranking da ATP, atualmente nas mãos de Roger Federer. Se eu tivesse que apostar grana, colocaria minhas fichas no espanhol.

Fikdik
A dica de som de hoje fica para aqueles que estão sentido saudades do System of a Down. Depois de anunciar um hiato na banda, os integrantes seguiram seus caminhos e estão produzindo coisas bem interessantes. Serj Tankian, vocalista do S.O.A.D. é um deles. Depois de lançar seu primeiro cd solo, Elect the Dead, Serj acaba de lançar um belo trabalho com a orquestra sinfônica de Auckland, intitulado Elect the Dead Symphony.



Elect the Dead Symphony traz aquilo que de melhor foi produzido no primeiro album solo do vocalista, além de trazer faixas inéditas. Demonstrando uma versatilidade impressionante, Serj Tankian prova que é um dos grandes intérpretes da atualidade, além demonstrar um carisma que já era conhecido desde os tempos de S.O.A.D.

Fikdik.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Revisitando o passado

Na história da humanidade, sempre existiram duas visões distintas de como tratar a questão do tempo passado. Por um lado existem os saudosistas, aqueles que sempre acham que o velho é sempre melhor do que o novo. Ainda dentro dessa categoria, existem aqueles que se não acham o velho melhor, pelo menos acredita que ele influencia o novo, em uma relação quase mutualística onde o atual quase nunca existe sem o seu precursor.

Por outro lado, dentro da visão de passado, existem aqueles que eu poderia chamar de futuristas, mas sem querer fazer alusão ao movimento artístico do início do século XX. Esses futuristas acreditam naquela máxima de que “quem vive de passado é museu”, ou simplesmente acreditam no desenvolvimento da sociedade descartando o seu passado e colocando como prioritária a evolução das coisas como o novo sendo sempre melhor do que o velho.

Ao assistir a partida desta segunda-feira entre o brasileiro Thomaz Bellucci e o espanhol Rafael Nadal, pelas oitavas-de-final de Roland Garros, foi impossível não ser saudosista e relembrar alguns dos melhores momentos do tênis brasileiro em sua história. Apesar de derrotado por inapeláveis 3 sets a 0, Bellucci novamente voltou a empolgar um brasileiro e blogueiro que vos fala, depois de anos de “orfandade” daquele que foi o maior ídolo brasileiro no esporte: Gustavo Kuerten.


Não é possível comparar a capacidade de Thomaz perante a de Guga. Se por um lado não temos de volta a genialidade do tri-campeão de Rolanga e ex-número um do mundo, por outro voltamos a ter um tenista que represente muito bem o esporte brasileiro lá fora. Thomaz não tem a genialidade de um dos maiores backhands da história do tênis como o de Kuerten, mas tem mostrado cada vez mais que tem uma bola pra lá de pesada, além de um saque que incomoda até mesmo um dos maiores tenistas da história do saibro que é Rafael Nadal.

Vale ressaltar que Rafa não esteve em um dia brilhante. Cometeu muitos erros tolos e chegou até mesmo a se irritar em alguns lances, também por competência do brasileiro, que soube incomodar o espanhol com os seus golpes de fundo de quadra. Mesmo jogando no limite em grande parte do jogo, Thomaz teria que fazer muito mais caso quisesse sair da Philipp Chartrier com a vitória hoje. Para vencer Nadal, não basta jogar alguns pontos bem. Tem que jogar bem o tempo todo!


Acredito que a partida de hoje entre Nadal e Bellucci pode tornar-se um ponto de virada na carreira do brasileiro. Com dois títulos no circuito contra “apenas” 38 do espanhol, Thomaz provou que ainda não é experiente o suficiente para jogar contra “os caras”, mas que tem totais condições de se manter em breve entre os 20 melhores tenistas do mundo. É só ter paciência, porque tênis pra isso ele tem.

Quartas-de-finais definidas
Teremos alguns confrontos bastante interessantes na próxima etapa de Rolanga. Amanhã, teremos a reedição da final de 2009 entre Roger Federer e Robin Soderling, além do confronto entre as “zebras” Thomaz Berdych e Mikhail Youzhny. Do outro lado da chave, Nadal enfrentará o compatriota Nicolás Almagro, enquanto Novak Djokovic enfrenta o austríaco Jurgen Melzer. Palpites? Federer deve enfrentar Berdych em uma das semis, enquanto Rafa enfrenta Nole na outra parte da chave, para quem sabe não termos uma nova final entre Roger Federer e Rafa Nadal. Seria lindo.

Dica de som
É galera, se a moda agora é falar de passado, trago aqui um som que é não tem nada de novo, mas que deixou muita gente com saudade. Depois de se aventurar num som mais levado para o Industrial, a banda KoRn deve lançar nos próximos meses o seu novo álbum, intitulado KoRn III: Remember Who you are.


Como o próprio título do álbum diz e a arte da capa faz alusão, trata-se de uma revisita da banda às suas origens, marcadas pelas guitarras “cruas, secas e pesadas”, aliadas às excelentes quebradas de ritmo do novo baterista da banda, Ray Luzier.

Muito dessa tentativa do KoRn de voltar às origens se explica na produção do cd, que ficou a cargo de Ross Robinson, produtor dos dois primeiros álbuns da banda, além de ser considerado um dos pais do gênero New-Metal. Se por um lado é um cd que não deve trazer nada de novo, por outro deve fazer a alegria dos fãs saudosistas, que seguem a filosofia da qual me referi no início do post. Um pouco dessa volta às origens você pode conferir no novo clipe da banda, no single Oildale.



Seja você saudosista ou não, uma coisa há de se admitir: como é bom relembrar aquilo que fez parte de toda a sua adolescência e ver que nem tudo está perdido.

domingo, 30 de maio de 2010

Dia de gaúcho em terra de paulista

Pois é galere, que grande dia esse domingo! Não é por nada não, mas nada que uma vitória contra o melhor time de 2010 para alegrar os ânimos de qualquer blogueiro, principalmente deste que vos fala.

É claro que as atenções do dia estiveram voltadas para o clássico entre Corinthians e Santos, válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Muito foi dito antes da partida, com provocações de ambos os lados. Neymar prometeu novo chapeuzinho em Chicão caso tivesse chance, André avisou que ia ter dancinha. Do lado corintiano, a provocação veio mais contida, mas não deixou de existir, com Chicão prometendo muita vontade dentro de campo para bater o time sensação da temporada.

Pois bem, e não é que “big Chico” tinha razão? O Timão entrou em campo neste domingo literalmente com “sangue nozóio” como se diz na minha querida terrinha Olímpia. Logo no primeiro minuto de jogo, em chute de fora da área de Bruno César, Jorge Henrique se aproveitou da rebatida do goleiro Felipe para cutucar para o gol, em vacilo na marcação por parte de Durval. 1 a 0 para o time da casa.

Apesar de abrir o placar cedo, o restante do primeiro tempo foi totalmente santista. Com a total posse de bola durante os 45 minutos iniciais, o Peixe não deixou o Coringão jogar e tentou arriscar em chutes de fora da área. Melhor também na marcação, os santistas roubavam a bola com facilidade, mas não criavam chances muito claras de gol, já que as grandes estrelas do time (Neymar e Ganso) não estavam em uma grande tarde no Pacaembu.

Ainda na primeira etapa, o Santos teve chance de empatar a partida com Marquinhos, que teve um gol mal anulado pela arbitragem. A reclamação dos santistas após a partida é justa, mas não explica a má atuação da equipe na segunda etapa e muito menos tira os méritos da atuação corintiana no restante da partida.

E por falar no bendito segundo tempo, como as coisas mudam galere. O mesmo Corinthians que sufocou o Flamengo no primeiro tempo da partida de volta da Libertadores e que morreu no segundo tempo, fez exatamente o contrário neste domingo. Mesmo sem alterações, a equipe de Mano Menezes passou a encaixar melhor a marcação e explorou muito bem os contra-ataques, mesmo depois de tomar o empate de André, após belo passe do meia Marquinhos.

A resposta corintiana não tardou a vir e, no minuto seguinte, Bruno César, fazendo sua primeira partida como titular, teve uma pitadinha de sorte ao receber bola dentro da pequena área e fuzilar o goleiro Filipe. 2 a 1 para o Timão.

O restante da partida misturou eficiência na marcação e subidas rápidas no contra-ataque, como pôde ser visto tanto nos gols de Ralf como de Paulinho. No final da partida, o atacante santista Marcel ainda descontou de cabeça, mas era tarde. Vitória corintiana merecida no Pacaembu.

Méritos de Mano Menezes

Pois bem, eu que vinha criticando tanto o técnico corintiano, hoje devo reconhecer a sua bela “atuação”. Ao escalar um Corinthians com quatro jogadores no meio-campo (Ralf, Elias, Danilo e Bruno César), Mano equilibrou o meio-campo do Santos, que também atua com quatro jogadores de muito talento. Já o ataque, formado por Dentinho e Jorge Henrique, mostrou bastante mobilidade e provou que, não necessariamente, o Corinthians precisa atuar sempre com um “nove” na frente.

Já o Santos, que não contou com uma tarde inspirada dos “meninos da Vila”, novamente provou sua completa deficiência no setor defensivo. Na verdade, trata-se de um problema crônico da equipe santista, que prioriza demais o ataque e deixa espaços atrás. Na minha visão, para vencer uma partida, o Santos precisa necessariamente e simplesmente fazer mais gols que seu adversário. Essa é a sua filosofia, essa é a sua fórmula para vencer.

Outros destaques da rodada

Sem muito brilhantismo, Palmeiras e São Paulo não saíram do zero a zero diante de adversários do interior paulista. No sábado, o Verdão teve um gol mal anulado contra o Grêmio Prudente e esbarrou na boa atuação do goleiro Márcio, que fechou o gol. Pior para o Verdão, que segue lá no rebolo da tabela de classificação. No entanto, o que chamou a atenção do torcedor palmeirense foi a total incompetência de sua diretoria, que teve a pachorra de anunciar Candinho como novo diretor de futebol e depois obrigada a voltar atrás ao alegar “desacertos financeiros”. Vê se pode.

Já o Tricolor Paulista, que jogou desfalcado de Miranda e Rodrigo Souto, foi até Campinas e também não saiu do zero a zero contra o Guarani. Aliás, alguns amigos meus são-paulinos disseram que foi uma partida chata pacaramba. Deve ter sido mesmo, já que o placar nesse caso refletiu bem o que aconteceu em campo: nada.

Quem se deu bem na rodada foi o Fluminense, que foi até o Mineirão e bateu de virada o Atlético-MG por 3 a 1. Abram o olho com esse time do Muricy, que tem bons jogadores para trabalhar e irá sim brigar pelas primeiras posições na tabela.

Outro time que se recuperou nesse final de semana foi o Internacional, que venceu o Atlético-PR por 4 a 1 no Beira-Rio. Foi a primeira partida sem o treinador Jorge Fossatti, demitido na sexta-feira após a derrota de virada para o Vasco. Aliás, o mesmo Inter será o próximo adversário do Timão na quarta-feira. Promessa de bela partida.

Fechando a nossa análise, a surpresa da rodada ficou para a vitória magra do Ceará diante do Cruzeiro por 1 a 0. Com o resultado, o “enganeichan” nordestino é vice-líder da competição, mas logo logo acredito que os cearenses caem de produção. Esse time não me engana.

Fique ligado!

Amanhã, na ESPN Brasil, acompanhem a partida de tênis entre Thomaz Bellucci e Rafael Nadal, válida pelas oitavas-de-final de Roland Garros! É o melhor resultado de um brasileiro desde a era-Guga. Tudo bem, Rafael Nadal é extremamente favorito para a partida, mas não custa nada a gente, como brasileiro, torcer pela vitória do Thomaz, que vem jogando muita bola em 2010.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Ordem na casa

É galere, depois de três rodadas daquilo que eu defini no início da semana como “enganeichan”, a ordem do Campeonato Brasileiro parece que está começando a se restabelecer. Pelo menos no que diz respeito aos resultados dentro de campo. Com dois clássicos regionais, a rodada não teve muitas surpresas e marcou a recuperação de algumas equipes na competição.

Começamos a nossa brincadeira de hoje pelo clássico paulista entre São Paulo e Palmeiras. Ambas desfalcadas, as duas equipes protagonizaram uma partida sem fortes emoções (um jogo eu diria até chato por sinal). Sem Miranda e Rodrigo Souto, Ricardo Gomes promoveu as entradas de Xandão e Jean, que mais uma vez provaram a força do elenco Tricolor ao repor com qualidade as ausências. O mesmo não dá para ser dito em relação ao Palmeiras, que sofreu bastante com os desfalques de Pierre, Armero, Léo e Marcos Assunção.


Com mais opções ofensivas, o Tricolor só precisou de uma subida efetiva ao ataque para matar a partida. Em jogada individual de Fernandinho, o atacante são-paulino se livrou da marcação de Maurício Ramos e só rolou para o centro da área para a antecipação do seu xará no aumentativo, que cutucou para o fundo das redes. O Verdão ainda teve a chance de empatar, em um pênalti à brasileira marcado em cima do meia Ivo. No entanto, Ewerthon mais uma vez provou a incompetência palmeirense em cobranças de pênalti, apesar da defesaça de Rogério Ceni, que voltou a brilhar depois de uma temporada fraca em 2009.

Outro clássico que agitou a rodada foi o Fla-Flu, que infelizmente não empolgou da mesma maneira os torcedores cariocas, que pouco compareceram ao Maraca. Apesar da falta de empolgação da torcida, os dois times protagonizaram um bom jogo. Quem levou a melhor foi o Fluminense, que contou com uma atuação impecável do meia Darío Conca. Além de fazer um golaço, o argentino ainda fez uma bela jogada individual e deu assistência para Rodriguinho anotar o primeiro da partida. Como joga esse gringo! Muricy Ramalho, que sempre quis contar com ele nos times em que treinou, deve estar sorrindo à toda.


Outro gigante que despertou na quarta rodada foi o Grêmio. Com a boa vitória por 3 a 0 diante do Avaí, o Tricolor Gaúcho prova que tem time para brigar nas cabeças da competição e ainda vai dar muito trabalho aos outros times. Apesar de ocupar a modesta 13ª posição na tabela de classificação, a equipe gaúcha tem um ataque efetivo formado por Borges e Jonas, que vive sua melhor fase da carreira, além de bons meias para fazer a bola chegar ao ataque como Douglas, Hugo e Souza. Aliás, o polêmico meio-campista ex-São Paulo deve voltar ao clube após a Copa do Mundo, depois de se recuperar de uma lesão grave no joelho.

Fechando os destaques da quarta rodada, é claro que eu não podia deixar de falar do meu Coringão. Até quando o senhor Mano Menezes vai inventar moda e deixar o bom meia Bruno César no banco de reservas? Essa desculpa de que o cara ainda está se ambientando não cola mais. Será que o gaúcho vai querer queimar mais um jogador, assim como fez com Matías Defederico que, com razão, está louquinho para conseguir uma transferência para o River Plate?


Tecnicamente, Corinthians e Grêmio Prudente fizeram uma partida bem fraca. Por duas vezes a equipe do interior de São Paulo esteve à frente no marcador, primeiro com Vanderlei, aproveitando vacilo de William e Roberto Carlos na marcação. Em lance irregular do ataque corintiano, William se redimiu e marcou o seu primeiro gol na temporada, mas ainda no primeiro tempo, Diego bateu falta com violência para colocar o Grêmio em vantagem.

Com a partida caminhando-se para uma derrota, o gaúcho finalmente colocou Bruno César para jogar e, curiosamente no seu primeiro lance, já empatou a partida em cobrança de falta desviada pela zaga do Prudente. Só que não parou por aí. Depois da entrada do ex-jogador do Santo André, o Timão passou a sufocar a equipe de casa e por pouco não saiu com uma vitória de virada. De qualquer forma, o Timão mantém a liderança do Brasileirão, mas começa a dar mostras de qual é a verdadeira cara da equipe. Acorda, Mano Menezes!

Por fim, deixo uma dica de som pra rapeize. Trata-se de uma banda essencial para aqueles que gostam de Thrash Metal e, principalmente, para fãs de Metallica. O Trivium não esconde de ninguém que é fortemente influenciada pelos front-men do Metal Mundial, desde ao som que faz, até mesmo na composição da banda, muito semelhante ao Metallica. Fica aí pra vocês a dica de um som que faz parte do segundo cd deles, o The Crusade, que começa a mostrar uma faceta mais Trash da banda. Enjoy it!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Pura "Enganeichan"

Digamos que eu nunca me considerei uma criança ingênua. Nunca acreditei em Papai Noel nem folclores do tipo, apesar de, volta e meia, meu pai às vezes conseguir me enganar com várias outras coisas. Mas tudo bem, o tempo passa, a gente começa a ficar mais esperto e, conforme vão passando os anos, a gente começa a duvidar de tudo. Principalmente quando o assunto é futebol.

Esse começo de Campeonato Brasileiro não me engana nem um pouco. Como eu já havia dito, na semana anterior, ao analisar a segunda rodada, ainda existem muitas equipes no Brasil envolvidas em mais de uma competição. Enquanto isso perdurar (e isso vai até depois da Copa do Mundo), o Brasileirão vai continuar enganador, assim como todo o primeiro turno da competição.

Um dos times que mais posso citar como “engana que eu gosto” é o próprio Corinthians, líder do campeonato com 100% de aproveitamento. Com duas vitórias que contaram com auxílio da arbitragem (Atlético-PR e Fluminense), além de uma vitória fora de casa contra um time envolvido em outra competição (Grêmio), o Coringão não mostra um futebol que empolga e muito menos deixa o seu torcedor seguro. A principal prova disso foi na partida de ontem, contra o Fluminense, quando o time paulista tomou sufoco na partida toda e, por pouco, não saiu no mínimo com um empate jogando em casa.


Novamente atuando sem meia de armação, assim como na partida contra o Grêmio, o Corinthians voltou a usar um meio com três volantes, com Elias tentando fazer o papel de ligação. Besteira! Elias nem marcou e nem atacou, o que deixou o time bastante vulnerável no meio-campo. Pouco adiantou os três atacantes, formação que Mano Menezes voltou a utilizar desde a eliminação do Timão na Libertadores diante do Flamengo.

Mudando de lado, outro time que também não vem me enganando nem um pouco é o Palmeiras. Um dos vice-líderes do Brasileirão ao lado de Avaí, Botafogo e Ceará, o Verdão fez uma bela partida diante do Grêmio, na despedida do time do Palestra Itália, que deve ser fechado para a construção da Nova Arena do clube. A previsão para o fim das obras é apenas em 2010.

Voltando ao “ENGANEICHAN”, o Palmeiras se aproveitou muito bem do baque gremista pós-Copa do Brasil. Motivado pela troca de treinador, o Verdão chegou a tomar sustos durante a partida, quando o Grêmio chegou a empatar após o clube paulista sair vencendo por 2 a 0. No entanto, com a bola parada fazendo diferença, Maurício Ramos voltou a por a equipe verde em vantagem. Cleiton Xavier fechou a tampa do caixão gremista.


Por que essa partida pode ser considerada “Enganeichan”?
1-O time do Palmeiras é exatamente o mesmo treinado por Zago. A gente até compreende que os caras entrem motivados para esse tipo de partida, depois de uma crise e a mudança de treinador, mas o elenco é o mesmo. Ou pior, se considerarmos a dispensa de Robert.
2- O Grêmio, com apenas um ponto no Brasileirão, ainda é um time que vai incomodar, e muito, na ponta da tabela. Tem time, tem elenco, mas precisa acordar o quanto antes. A Copa do Brasil já acabou e os gaúchos têm todas as condições de buscar a vaga na Libertadores entre os quatro melhores do Brasileirão neste ano.

E o Santos? Pois é, a meninada da Vila Belmiro voltou a aprontar, mas dessa vez não foi dentro de campo. Depois de se atrasarem na apresentação da concentração do Santos para a partida contra o Atlético-GO, André, Neymar, Ganso e Madson foram afastados da partida do último sábado por Dorival Júnior e devem retornar apenas na próxima rodada. Mesmo sem os quatro, o Santos conseguiu um bom resultado e saiu de Goiânia com a vitória por 2 a 1. Quem na verdade saiu perdendo foi Madson que, por ser reincidente em atos de disciplina, deve ser negociado com o Atlético-PR.


Vencedor na partida, o Santos ocupa agora a modesta nova posição. Também besteira, já que o Santos tem time pra encabeçar a competição, a menos que perca dois ou mais atletas após a Copa do Mundo. Caso perca ou Neymar ou Ganso, vira um time praticamente comum.

E por falar em time comum, e o Flamengo? Pois é, com a iminente saída de Adriano, o Rubro-Negro deve perder alguns jogadores nesse período de Copa do Mundo. Além do Imperador, Vagner Love e Bruno tem grandes chances de sair, o que também tornaria a equipe carioca comum. As peças de reposição não empolgam muito, já que dentre os nomes especulados para substituir o Imperador, está ninguém menos que Washington, o chorão do São Paulo.

Bom, já que o assunto é o Tricolor Paulista, vou encerrar com ele. Que bela vitória diante do Internacional! Classificados na Libertadores, os dois clubes irão se enfrentar nas semifinais da competição, depois da Copa do Mundo, e deram uma pequena prévia do que devem ser as partidas eliminatórias. Deve-se ressaltar sim que o Inter estava desfalcado de alguns jogadores depois da desgastante partida contra o Estudiantes na Argentina, mas mesmo assim o Tricolor Paulista foi merecedor do resultado. Diferentemente dos outros clubes que não me enganam, O São Paulo deve vir forte, mais uma vez, na disputa do título Brasileiro.


Só pra encerrar, uma nota triste àqueles que, assim como eu, eram meio fissuradinhos por bandas de New-Metal na adolescência. Faleceu hoje, em Des Moines, Paul Gray, baixista da banda Slipknot. A morte do músico ainda é desconhecida e só deve ser revelada após os resultados dos exames toxicológicos. Será que temos mais um caso de overdose?



De qualquer forma, trata-se de mais uma perda na cena do Heavy Metal nos últimos 6 meses. Primeiramente foi “The Rev”, baterista da banda Avenged Sevenfold. Nas últimas semanas, Ronnie James Dio também deixou o mundo dos mortais. Pelo visto o “The Hell” está querendo formar a sua banda. Só falta um guitarrista, quem há de ser o próximo?

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A crônica das mortes anunciadas

A história é simples e bastante restrita. Veja se o seu clube se identifica com ela.

Era uma vez uma competição sul-americana. Seu nome? Libertadores da América. Disputada todos os anos, em 2010 ela contou com a participação de cinco equipes brasileiras, todas muito bem capacitadas para a disputa da mesma. Tratava-se de uma taça bastante cobiçada, principalmente por um desses times brasileiros, que completava cem anos em 2010 e que nunca havia levado o caneco para casa.

O sonho para todos esses times brasileiros começou em fevereiro do mesmo ano. Apesar dos trancos e barrancos, todas essas equipes conseguiram a classificação para a segunda fase. Uma delas, aliás, por pouco não ficou de fora. Mesmo sendo a atual campeã brasileira, essa equipe quase perdeu para ela mesma e a desordem se instalou sobre o seu “reino”. O castigo estava escrito: enfrentar a mesma equipe ambiciosa, a centenária, e que havia feito a melhor campanha da competição até então.

Apesar do “Império da Desordem” estar em crise, o atual campeão brasileiro não se intimidou contra a equipe mais forte da primeira fase e conseguiu a classificação em um duelo muito equilibrado. O Império, antes subestimado, voltou a se tornar forte, aproveitando-se da inexperiência do seu adversário centenário.

Na fase seguinte, o império brasileiro enfrentou um adversário de um país vizinho, o Chile. Esses adversários já haviam batido os brasileiros por duas vezes na fase de classificação, o que fez com que o sinal de alerta fosse ligado. Tarde demais. Com uma péssima atuação no território familiar, o império brasileiro até que fez bonito na casa do inimigo, mas não fez o suficiente para alcançar sua classificação para as batalhas finais.

Mas essa história não se restringe a essas duas equipes. Existia também neste torneio uma equipe forte, e que conhecia muito bem os caminhos e atalhos para se ter sucesso. Aliás, essa equipe conseguiu conquistar o caneco por três vezes e, mais uma vez com uma tropa de guerreiros forte, tornou-se favorita. No entanto, havia um porém: essa forte equipe, tri-campeã, tinha sérios problemas ao enfrentar clubes da mesma nacionalidade que ela.

Foram dois duelos duríssimos entre equipes brasileiras naquele ano. A equipe traumatizada, que enfrentava em 2010 a mesma equipe que cortou o seu pescoço no ano anterior e que era a atual vice-campeã do torneio, provou a sua força nesse tipo de competição e não teve dó do seu carrasco. Duas vitórias acachapantes, no território do adversário e nos seus domínios, não deixando dúvidas a respeito da sua força nesse tipo de torneio.

Além da tri-campeã, havia outra equipe que havia garantido sua vaga para as batalhas finais da Libertadores. Campeã há quatro anos, a equipe vermelha, como é conhecida em seu país, também teve dificuldades na sua trajetória durante a competição. Nas fases finais, enfrentou por duas vezes equipes rivais de um país também próximo, a Argentina, conhecida por produzir os mais vencedores desse tipo de competição.

Mesmo sem atuações brilhantes, a equipe vermelha conquistou sua vaga nas batalhas finais ao enfrentar aqueles que tinham tudo para serem seus carrascos: os atuais campeões da Libertadores. Com uma vitória em seu território e uma derrota no país vizinho, os vermelhos se favoreceram do regulamento e garantiram sua vaga para enfrentar a mesma equipe que derrotou em 2006. Aquela mesma, a tri-campeã e uma das mais fortes do torneio.

Essa brincadeira deve ter fim só depois da batalha entre Seleções, agendada para o próximo mês de Junho. Será que teremos uma equipe de nosso território vencendo tanto a disputa de seleções como a de clubes sul-americanos? A batalha final só tem espaço para uma dessas duas equipes. Que a melhor represente o território brasileiro!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Exames preliminares

É evidente que, terminada a segunda rodada do Brasileirão 2010, ainda é impossível dizer quais são as equipes que, de fato, irão brigar pelo título nacional na atual temporada. Apesar de sempre existirem quatro ou cinco equipes que sempre brigam, o Campeonato Brasileiro promete mais uma vez ser bastante disputado até a última rodada. Mas o que dá pra ser dito passadas apenas duas rodadas da competição?

Começo a análise pelo então líder Corinthians que, evidentemente, irá oscilar bastante na competição. Líder com 100% de aproveitamento, o Timão novamente não mostra um futebol brilhante, assim como nas eliminações do Paulistão e Libertadores. Porém, a equipe de Mano Menezes volta a mostrar uma eficiência que lembra um pouco a do primeiro semestre de 2009. A ressaca da Libertadores parece que não está afetando tanto o experiente elenco do Corinthians. Resta saber se uma série de mal resultados irá manter essa impressão.


Outra virtude corintiana tem se mostrado no aproveitamento da fase inicial da competição. Contra o Grêmio, por exemplo, o Timão se aproveitou do fato dos gaúchos estarem priorizando a Copa do Brasil. Dessa forma, os gremistas usaram apenas uma equipe mista contra os paulistas, o que foi bem aproveitado. O mesmo pode ocorrer na quinta e sexta rodada, quando o Corinthians enfrenta Santos (envolvido na Copa do Brasil) e Internacional (Libertadores da América).

Quanto ao São Paulo, há pouco para ser dito. Poupando os titulares para a partida de quarta-feira diante do Cruzeiro na Libertadores, o Tricolor parece que irá repetir o início de Brasileirão dos anos anteriores, quando priorizou a competição sul-americana e perdeu alguns pontos importantes no nacional. No entanto, nada que a equipe de Ricardo Gomes possa recuperar depois, assim também como foi em outros anos.


E o Santos? É, o Peixe é outra equipe que prioriza, com razão, outra competição, já que o caminho mais curto para a Libertadores é, de fato, a Copa do Brasil. No entanto, caso os “Meninos da Vila” sejam eliminados pelo Grêmio, nada está perdido, já que o Peixe tem grandes chances de fazer uma boa campanha no Brasileirão 2010. Isso se a equipe de Dorival Júnior não perder muitos jogadores depois da Copa do Mundo, o que já vem sendo especulado principalmente com os nomes de Neymar e Ganso, que poderiam ir para o futebol inglês e espanhol respectivamente. Até agora, o Santos acumula apenas dois empates, mas nada de pânico pelos lados da Vila Belmiro.


Infelizmente para a torcida palmeirense, o mesmo não pode ser dito em relação ao seu clube de coração. Diferente do que podia ser dito em 2009, o Palmeiras na atual temporada tornou-se, por incrível que pareça, um time medíocre. No domingo, o Verdão protagonizou, em São Januário, diante do Vasco, uma das piores partidas da atual temporada e preocupou demais o torcedor, principalmente pela covardia de Antônio Carlos Zago, que a cada dia que passa parece balançar cada vez mais no cargo.


Sem muitas opções ofensivas na equipe depois da saída de Diego Souza, o Palmeiras agora passa a ser basicamente dependente dos lampejos criativos de Cleiton Xavier, já que Lincoln ainda não encaixou uma seqüência de boas partidas. E olha que na partida de ontem até o próprio Cleiton protagonizou cenas bizarras.

Resta saber se o Verdão irá se encaixar a tempo de realizar uma campanha digna em 2010, principalmente após a suposta briga envolvendo o atacante Robert e o próprio Zago, na viagem de volta da equipe paulista depois da partida de ontem. Segundo informações da Rádio Globo, os dois chegaram a trocar algumas “muquetas” e correm o risco de serem demitidos, assim como ocorreu no ano passado, envolvendo os atletas Obina e Maurício Ramos. Aliás, briga lindamente descrita por Cléber Machado em 2009.



Haja coração, torcida verde!