quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Melhorando pra pior e piorando pra melhor

Sempre ouvi dizer que a fórmula ideal pra vencer um Campeonato Brasileiro é a regularidade. Evitar ao máximo perder pontos em casa, além de saber buscar uma pontuação razoável fora, é a grande chave do sucesso. Mas será que é mesmo?

Se pensarmos no Corinthians, parece que o time tentou consertar as lições do primeiro turno: vencer fora de casa. Só nessas sete rodadas iniciais do segundo turno, o Timão venceu duas fora, contra Santos e Fluminense, o dobro de vitórias no primeiro turno O problema é que, pra isso, parece ter se esquecido de uma de suas grandes virtudes: ser quase imbatível jogando no Pacaembu.


Nesta quarta-feira, o Timão penou pra só empatar com o Botafogo jogando em casa. Depois de começar bem, com um golaço do Bruno César, o Corinthians sofreu com as falhas defensivas e tomou o gol de empate ainda no primeiro tempo com Loco Abreu. Depois disso, o nervosismo tomou conta dos corintianos, que já sabiam da vitória do Fluminense diante do Avaí instantes depois do fim do primeiro tempo.

Olha, se não fosse a ajudinha do trio de arbitragem liderado por Leandro Vuaden, o Timão tinha saído de casa com uma derrota. Seria a segunda só nesse segundo turno. Agora fica a pergunta. Pra melhorar os defeitos do primeiro turno é realmente necessário estragar tudo aquilo que o time tinha de bom no primeiro? Abre o olho, Corinthians! Agora o Fluminense abriu vantagem de três pontos na liderança do Brasileirão e se deixar desgarrar, ninguém alcança mais!

Quem também teve sérios problemas nesta quarta-feira foi o São Paulo. Para aqueles que ainda sonhavam com uma arrancada no Brasileirão, ontem ficou visível a limitação da equipe paulista na derrota por 4 a 2 diante do Grêmio. O sistema defensivo, antes uma das grandes virtudes da equipe, falhou adoidado no Rio Grande do Sul e expôs ainda mais a fragilidade de um time que precisa ser reformulado para 2010. Libertadores? Na boa, impossível.


Quem também dificilmente deve ter uma vaguinha na Libertadores, mas vem mostrando um futebol bem mais consistente é o Palmeiras. Jogando na Arena Barueri, o Verdão venceu o Internacional por 2 a 0, com dois gols de falta de Marcos Assunção. Mas como assim, futebol consistente com dois gols de bola parada? O time do Felipão é mesmo tão dependente das bolas paradas?


É evidente que as bolas paradas tem sido decisivas para as pretensões palmeirenses nas últimas rodadas. Marcos Assunção, além da qualidade nos passes, tem sido o diferencial do Palmeiras em jogos difíceis, que acabam só sendo decididos nesse tipo de jogada. No entanto, o Verdão ontem mostrou um futebol bastante convincente, com Valdívia mostrando evolução e Kléber confirmando o que se espera dele. Resta saber se o time vai confirmar a evolução nas próximas rodadas ou se seguirá oscilando.

FIKDIK
O DEVILDRIVER é uma banda que pode ser considerada “criança” ainda. Com apenas oito anos de idade, o quinteto de Death Metal Melódico é liderado por uma figura bastante conhecida dos fãs do New-Metal: Dez Fafara (EX-COAL CHAMBER).

Apesar de ser uma banda relativamente nova, o DEVILDRIVER já tem quatro discos de estúdio e nem de perto lembra o som da antiga banda de Fafara. Diferentemente do que sugere sua idade, o som dos caras já é bem maduro e mistura a agressividade nos vocais de DEZ com a melodia e os riffs com pegada única das guitarras de Mike Spreitzer e Jeff Kendrick. Um pouco dessa mistura você pode ver no clipe de “Clouds Over California”, do álbum “The Last Kind Words” (2007).



O curioso desse clipe é que Fafara coloca ninguém menos do que o próprio filho para fazer o papel fictício de vocalista de uma banda formada por crianças. Idéia pra lá de criativa, de uma banda que apesar de nova, mostra uma força de quem quer seguir pelos próximos anos cada vez evoluindo mais.

Stay Heavy, módafócas!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

(Des) obediência Tática

Antes mesmo de acompanhar os jogos da 22ª rodada do Brasileirão, eu já esperava que os jogos fossem bons. Mas precisavam ser tão bons assim? Alta média de gols, partidas decisivas e viradas espetaculares marcaram essa rodada, que ainda aguarda os jogos entre Internacional x São Paulo, além de Vasco x Avaí.

Começamos nossa análise com a partida mais aguardada até agora do turno. No Engenhão, o líder Fluminense recebeu o vice-líder Corinthians e acabou derrotado pelo placar de 2 a 1. Mas o que levou o Timão, que vinha da primeira derrota dentro de casa e que havia vencido apenas uma fora, a ganhar do Fluminense?


Primeiramente, o Corinthians foi praticamente impecável taticamente. Sem poder contar com o cão-de-guarda Ralf, que se recupera de lesão, Adílson Batista escalou o volante Paulinho. E acertou na mosca! O camisa 15 corintiano teve atuação impecável ao lado de outros companheiros de meio-campo como Jucilei e Elias, que participou das duas jogadas de gols corintianos. Jucilei, pela segunda partida seguida, foi o melhor em campo, se destacando pelas roubadas de bola, vigor físico e qualidade na saída de bola. Agora não dá nem mais pra cornetar o Mano Menezes por ter convocado o cara.

Estrelas do meio-campo carioca, Deco e Conca pouco fizeram durante a partida. O início da peleja no Engenhão começou pela destacada marcação das duas equipes, mas assim que o Timão abriu o placar com Jucilei, as coisas passaram a se alterar. Em um contra-ataque, os visitantes mataram a partida com Iarley. Depois disso, o Flu mostrou muito nervosismo dentro de campo, conseguindo apenas descontar o placar com Washington.

Mas o que dizer das conseqüências dessa partida? Além de uma mera questão matemática como igualarem-se em número de pontos, o Corinthians sai sem dúvida no lucro. Com uma partida a menos, o Timão ganha muita moral com a vitória fora de casa e agora enfrenta o Prudente em casa, com grandes chances de vencer. Para o Fluminense, as conseqüências podem ser grandes caso o time não tenha tranqüilidade nas próximas rodadas. Já no domingo, o Tricolor Carioca enfrenta o Flamengo. Jogo perigoso!

E o Botafogo? Como eu havia alertado já no último post, o Fogão acabou derrotado por 4 a 1 diante do Goiás e provou que não é equipe que briga por título. Apesar de ainda ocupar a quarta posição, os cariocas tem elenco deficiente e dificilmente seguirão nas cabeças.


Já o Cruzeiro fez do que dele se esperava. Apesar dos sustos e tomar o empate após sair vencendo por 2 a 0, o time celeste emplacou uma bela vitória por 4 a 2 diante do Guarani e assumiu a terceira posição, apenas um ponto atrás de Corinthians e Fluminense. Olho nos mineiros!


E pra fechar, o que dizer da vitória do Santos, de virada, por 4 a 2, diante do Atlético-GO? Sinceramente ela ficou em segundo plano, após a discussão entre o técnico Dorival Júnior e o atacante Neymar. O camisa 11 santista, que empolgou a torcida brasileira no início do ano, vem mostrando nas últimas semanas um lado bem menos “mágico”, e muito mais perverso eu diria. Até quando Neymar vai se achar acima de tudo e todos?

A piadinha que anda rolando por aí é que o Santos anda atrás da contratação da Super Nanny pra cuidar das pirracinhas e mimos do craque santista. Depois de desrespeitar companheiros como Edu Dracena e fazer birra depois que Dorival Júnior não o deixou bater um pênalti durante a partida, Neymar passou dos limites e xingou companheiros de trabalho. Se ele pensa que a sua imagem é maior do que a instituição Santos, o Peixe acertou em cheio ao multá-lo e exigir uma mudança de comportamento. Como o próprio Renê Simões, técnico do Atlético-GO, disse depois da partida de ontem, se o garoto não for controlado agora, podemos estar criando um monstro. De fato.



FIKDIK
Essa semana andei me flagrando ouvindo uns sons que eu não ouvia há muito tempo. Quando era muleque, gostava muito de ouvir bandas de Metal Industrial, que acabavam tendo uma ligação estreita com bandas de new-metal que eu ouvia. E foi resgatando isso que redescobri uma banda fantástica!

O Spineshank infelizmente é uma banda que não existe mais. Misturando elementos industriais e do new-metal, os caras têm apenas três CDs em sua trajetória, que se encerrou em meados da atual década. Alguns dos seus integrantes, como o vocalista Jonny Santos (SILENT CIVILIAN), acabaram seguindo projetos paralelos, que acabaram desmanchando a banda. No entanto, durante o pouco tempo que existiram, lançaram coisas bastante interessantes.



Smothered é a terceira faixa do álbum Self-Destructive Pattern, de 2003. Trata-se do último CD da Spineshank, que chegou a fazer turnê com bandas do seu gênero como Fear Factory, System of a Down e o Coal Chamber, que também deixou de existir nesta década. Apesar de ser uma banda que não existe mais, recomendo plenamente a audição dessa banda, até por que se trata de um tipo de banda que faz falta nos dias de hoje.

Stay Heavy!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A hora da verdade

É galera, pegou fogo de vez! Quem esperava que a briga pelo título brasileiro ficaria apenas entre Corinthians e Fluminense, talvez tenha que colocar pelo menos mais dois clubes nessa lista honrosa: Cruzeiro e Botafogo. Mas até que ponto esses dois clubes podem incomodar os atuais encabeçadores da tabela?

O Cruzeiro, desde que eu me conheço por gente, é um time que briga na ponta das tabelas. Sempre monta boas equipes e elencos. Não é a toa que sempre chega para brigar por título e acaba beliscando sempre, no mínimo, uma vaguinha na Libertadores. E olha que os caras tiveram que se reestruturar com um novo treinador, Cuca, que assumiu após a demissão de Adílson Batista devido aos insucessos na Taça Libertadores.


Não é a toa que o time Celeste está na quarta posição. Encaixou quatro vitórias seguidas, entre elas duas fora de casa contra Palmeiras e Avaí. Tem um excelente time, com meias como Roger Flores e Montillo, que conseguem encher os atacantes de oportunidades. Roger, que sempre apareceu com pinta de craque, mas vive no departamento médico, resolveu jogar bola e tem feito atuações muito boas pelo Cruzeiro, assim como o argentino Montillo, que foi contratado junto à Universidad do Chile após a Libertadores. Bela contratação!

E não pára por aí. O time celeste conta com um ataque perigoso, formado por Wellington Paulista e Thiago Ribeiro. Os dois vivem boa fase, e ainda contam com a sombra do argentino Ernesto Farías, contratado recentemente junto ao Porto. Outro que também volta e meia briga por uma vaguinha é o ex-palmeirense Robert, que é um atacante que pode compor o elenco muito bem.

E o que dizer do Botafogo? Olha, pra ser muito sincero, eu ainda não coloco o Fogão entre os meus favoritos no Brasileirão não. A campanha até agora é inquestionável, terceira posição na tabela e vitórias contra equipes que estavam em ascensão como o Santos e o São Paulo. Mas até onde vai o Botafogo, comandado pelo “mágico” Joel Santana?


Apesar de ter um time razoável, com atacantes que tem mostrado muita eficiência (Loco Abreu, Jóbson e Herrera), vejo um problema no Botafogo muito sério em relação a elenco. Se de atacantes o clube está bem servido, na meia o time deixa um pouco a desejar com os lentos meias Lúcio Flávio e Renato Cajá. A velocidade do time está em Maicossuel, que nunca deu certo no Palmeiras e é ídolo no Rio. Se Maicossuel fica fora da equipe, o time cai muito de rendimento, restando à armação ficar por conta dos outros dois citados anteriormente, ou mesmo o ex-corintiano Edno, que nunca me impressionou nem um pouco.

E o Corinthians e o Flu? Continuo apostando fielmente nessa dupla até o fim do Brasileirão. Derrotado em casa no último final de semana diante do Grêmio, o Timão terá uma seqüência e tanto pra provar a sua força nas próximas quatro rodadas (enfrentará Fluminense, Prudente, Santos e Internacional). A dificuldade está principalmente em enfrentar pelo menos três deles fora de casa. Será que o Timão vai agüentar?


O Fluminense não terá moleza também nas próximas rodadas, depois de ser derrotado fora de casa pelo Atlético-GO. Além de Corinthians e Flamengo, os cariocas enfrentam o ainda capengante Atlético-MG, além do Vitória no Barradão. É uma seqüência um pouco mais fácil que a do Corinthians, mas nem por isso menos perigosa.

É a hora da verdade para essas equipes. Que siga a mais competente!

domingo, 12 de setembro de 2010

Válvulas de escape

Sempre gostei dessa idéia de bandas paralelas. Além de você poder contar com o som de bandas que você é fã e sempre gostou, às vezes quando alguns dos integrantes resolvem manter outros projetos, você acaba ficando tão fã desses outros tanto quanto da sua banda favorita. Essas bandas geralmente são válvulas de escape e permitem que, os mesmos integrantes que mandam tão bem em uma banda, possam experimentar novas possibilidades em outros projetos, com maior liberdade.

Um dos casos que de paixão que tenho com bandas paralelas é relativo ao Stone Sour, projeto paralelo de dois integrantes do Slipknot: Corey Taylor (vocal) e Jim Root (guitarrista). A banda também conta com outro integrante ilustre, o baterista Roy Mayorga, ex-baterista do Soufly na década de 90.


O Stone Sour curiosamente existe ainda antes do Slipknot. A banda foi fundada mais ou menos no início da década de 90. Com a criação da banda dos “mascarados”, o projeto Stone Sour foi meio que colocado de lado, mas retornou com força total no início dos anos 2000, quando a banda lançou seu álbum “Self-Titled”, que eu tenho orgulho de ter em minha coleção aliás.


O primeiro trampo da banda mostra um som bem mais agressivo do que o atual. Talvez ainda carregando bastante marcas do Slipknot, Corey Taylor é bastante agressivo nos seus vocais, mas tem por outro lado uma maior liberdade para mostrar seus outros talentos vocais. No Slipknot, Corey tinha menos liberdade para mostrar que também sabe cantar muito bem, e não apenas mandar aqueles guturais rasgadíssimos. Aí vai um som dessa fase do Stone Sour:


O segundo álbum de trabalho do Stone Sour, Come What(Ever) May, é de 2006. Depois de retornar de mais uma turnê com o Slipknot, Corey e Jim Root novamente se reúnem para gravar o segundo álbum do Stone Sour, naquele que considero o grande trabalho da banda: muito mais maduro, letras mais interessantes, e até mesmo comercialmente mais inteligente, como posso destacar nesse belíssimo clipe da música Through Glass.



Em 2010, o Stone Sour voltou com tudo após a turnê All Hope is Gone, do Slipknot. Em setembro, a banda lançou “Audio Secrecy”, com a esperança de perpetuar o sucesso das bandas paralelas. Se o Slipknot sofreu um grande baque com a morte de seu baixista Paul Grey, por outro lado o Stone Sour voltou cheio de vida e mostrou-se estar disposto a se distanciar cada vez mais da agressividade inicial da banda, propondo algo bem mais suave e tranqüilo para os nossos ouvidos, mas nem por isso de menor qualidade.



“Audio Secrecy” vale a pena ser ouvido de cabo a rabo, de preferência com as letras do cd ao lado. Todas as letras são escritas por Corey Taylor, que diferentemente do seu trabalho no Slipknot, procura fazer letras mais positivas e menos obscuras. Além de excelente cantor, ele tem se mostrado cada vez melhor compositor também. Destaques para as faixas “Mission Statement”, “Say You’ll Haut Me”, “Let’s be Honest” e “Hesitate”.


Nota do album: 8,0

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Matrimônio musical

É um pouco difícil para um fã de uma banda mensurar a tristeza de ver um integrante deixar a formação da mesma. Ainda mais se formos pensar em um membro que não só deu nome a essa banda e a formou, mas também a liderava. Mais difícil ainda é pensar que esse mesmo membro dava uma identidade tão forte a essa banda que simplesmente não é possível ver ela sem ele.

Pois bem, isso aconteceu com o Dream Theater, banda de Prog Metal, na noite de ontem. Mike Portnoy, considerado um dos maiores bateristas da atualidade, anunciou sua saída da banda por questões não apenas musicais, mas pessoais, como pode ser visto em seu pronunciamento na noite de ontem.


Desde o início de 2010, Portnoy topou um convite dos caras do Avenged Sevenfold para não só gravar o último cd da banda, que havia perdido o seu baterista Jimmy “The Rev” Sullivan (falecido no fim de 2009 em uma overdose acidental), mas também fazer turnê com a banda enquanto não encontrassem um novo batera. E não é que o cara gostou?

Existem sim fãs do Dream Theater culpando e muito o Avenged Sevenfold por “roubar” o monstro Portnoy de sua banda favorita, apesar do mesmo negar que essa seja a razão. No entanto, Mike deixou bem claro que vinha tendo muito mais prazer tocando com seus novos projetos (dentre eles o Avenged) do que com o Dream Theater, além de afirmar que as relações sociais com esses novos companheiros vinha sendo muito melhor do que com os “velhos amigos de DT”.


Portnoy até propôs uma parada temporária, algo semelhante realizado por outra banda que gosto bastante, o System of a Down. O problema é que essa solução não foi aceita pelos outros integrantes do Dream Theater e, dessa forma, Monster Mike simplesmente resolveu fazer o mais simples: deixar a banda.

Meus amigos, minha experiência com bandas é pequena, mas suficientemente boa para afirmar: não é fácil lidar com caras de ego parecido, ou até mesmo maior do que os seu em uma banda durante uma turnê. Pois bem, imaginem durante 25 anos, tempo de vida do Dream Theater! Vocês podem ser grandes amigos, criado juntos a banda, mas depois de tantos anos existe uma palavrinha que se chama “desgaste”. É como se fosse um casamento.

Esse mesmo “desgaste” já destruiu diversas bandas, como por exemplo o Black Sabbath na saída de Ozzy Osbourne. Na época, o Sabbath ainda teve sorte em achar Ronnie James Dio, que substituiu o “Madman” de maneira bastante competente. Será que o DT terá a mesma sorte em achar um substituto para Portnoy?

Outra banda que sofreu algo muito semelhante foi o Metallica. No comecinho da década, quando Jason Newsted deixou a banda por divergências com James Hetfield, todos pensaram que era o fim do Metallica. Os motivos das divergências? Hetfield não aceitava que Newsted dedicasse parte do seu tempo com projetos paralelos. Hetfield queria foco no Metallica, e apenas no Metallica. Algo meio ciumento até, não acham?

Pois bem, o Metallica hoje segue firme e forte sem Newsted. Tá aí um exemplo do Dream Theater do que pode ser feito e do que eles procurarão fazer, segundo nota emitida pela banda.


Já para Portnoy, desejo toda sorte do mundo em sua caminhada. Sou fã de Dream Theater e mais ainda fã de Avenged Sevenfold. Espero que ele acabe ficando na banda em definitivo e que possamos ainda ver o cara tocando muito, porque o que ele faz com as baquetas é impressionante.



Stay heavy, modafocas!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Devagar se chega ao longe

Existem algumas coisas que eu preciso sim confessar a respeito do basquete nacional brasileiro.

Nunca fui um grande entusiasta do basquete nacional. Não é pra menos, nasci em uma geração na qual o Brasil apenas decepcionou em Campeonatos Mundiais, não disputou uma Olimpíada sequer desde 1996, em Atlanta, quando nossa equipe tinha ainda um fora de série em quadra como Oscar Schimidt.


Sou também de uma geração marcada por uma administração polêmica, como a de Gerasime “Grego” Bosikis, que simplesmente conseguiu afastar todos os melhores atletas da Seleção Brasileira, fez com que grandes empresas deixassem o esporte e equipes fossem desfeitas. Colocou o basquete brasileiro na UTI.


Em 2009, Grego renunciou e Carlos Nunes assumiu, com o apoio de ex-jogadores como Oscar Schimidt e Hortência. Nesse meio-tempo, foi criada a NBB (Novo Basquete Brasil), que tirou a organização do Nacional de Basquete das mãos da Confederação Brasileira. Bom para os clubes, melhor ainda para o basquete nacional.

Lembro como se fosse hoje da matéria que minha equipe de Esportes no Jornal Contexto produziu em 2009 a respeito da ressurreição do basquete brasileiro. 23 anos depois da maior conquista do basquete brasileiro no Panamericano de Indianápolis, quando o Brasil venceu os Estados Unidos na casa dos adversários, nosso basquete mostrou no Mundial da Turquia deste ano que está no caminho certo, mas que ainda há um longo caminho a ser percorrido.



O Brasil enfim voltou a mostrar um basquete no mínimo digno. Dificultou e muito a vida dos Estados Unidos em partida válida pela primeira fase e só não saiu vencedor por detalhes. Contra a Argentina, nesta terça-feira, faltou uma atuação um pouco melhor do coletivo. Se dependesse do individual, nossa estrela Marcelinho Huertas tinha garantido a vitória fácil fácil com seus 32 pontos.


A Argentina, campeã olímpica e vice-mundial nesta década, tem uma geração que está perto do seu fim, mas que ainda busca dar uma última alegria a sua torcida. Além de jogo coletivo, um fora de série como Luiz Scola não faz mal a ninguém: 37 pontos, mais do que decisivos para a vitória.

Espero, com muita convicção, que o trabalho do argentino Ruben Magnano seja mantido na nossa Seleção. Ele mostrou que tem capacidade para, cada vez mais, melhorar o jogo coletivo dessa equipe que até tem talentos individuais, mas que precisam ser revertidos em benefícios de UM GRUPO, e não individualidades. Certo, Leandrinho?

E que venha o pré-Olímpico na Argentina, em 2011!

domingo, 5 de setembro de 2010

Presente de Aniversário

Não é de hoje que dizem por aí: todo clube, no ano do seu centenário, vive uma espécie de maldição. Alguns conseguem resultados pouco expressivos, outros chegam até mesmo a serem rebaixados, como o Coritiba em 2009. Com o Corinthians em 2010, se pensarmos na ausência de títulos até então, essa máxima também pode ser comprovada.

No entanto, nessa última semana, quando o Timão completou o seu aniversário, parece que todo mundo resolveu dar um presentinho. A começar pelo próprio Corinthians, que na primeira partida como centenário não tomou conhecimento do Goiás e goleou por inapeláveis 5 a 1, com excelente atuação.

E olha que a partida tinha tudo pra ter temperos de desespero para o corintiano: sem a zaga titular, além do desfalque de Elias, o Timão saiu perdendo no início da partida e precisou de duas bolas na trave para conseguir o empate apenas no fim da primeira etapa. Com um a mais depois da expulsão do volante Amaral, as perspectivas para o segundo tempo passaram a ser mais animadoras.


E não deu outra. Muito, mas muito superior do que o Esmeraldino, o Timão só não fez mais por milagres do goleiro Harlei, que só não impediu os 5 a 1 porque também não é deus. Destaques no Timão ficaram para as atuações de Bruno César, com gol e uma assistência, além de Iarley, que tem crescido de produção e chamado a responsabilidade no ataque corintiano nas últimas partidas.

Presente número 2: O Fluminense, líder do Brasileirão até outro dia com 5 pontos de vantagem, resolveu dar umas tropeçadas. Depois de empatar em casa diante de Palmeiras e São Paulo, o Tricolor Carioca foi até Campinas e perdeu para o Guarani, de virada, por 2 a 1. Além de ver a liderança cada vez mais ameaçada, o Flu deve perder o atacante Émerson para as próximas partidas devido a uma lesão muscular. Bom para o Timão, que pode encarar os cariocas com o desfalque do Sheik.


Presente número 3: O Palmeiras, atual décimo segundo colocado, fez a alegria do maior rival Corinthians duplamente. Depois de empatar com o Fluminense no meio da semana com um gol marcado no último minuto, o Verdão voltou a mostrar uma irregularidade espantosa e foi derrotado em casa pelo Cruzeiro, de virada, por 3 a 2 neste final de semana. Curiosamente, a virada veio após a lesão do goleiro Marcos em um choque com o ataque cruzeirense. Esse time do Palmeiras é pra lá de esquisito. Faz um belo jogo contra o Flu e depois tem esse apagão contra o Cruzeiro, vai entender.


Presentes à parte, quem também se deu bem nessa rodada foi o São Paulo. De virada, o Tricolor Paulista foi até Ipatinga e derrotou o Atlético-MG por 3 a 2. Trata-se da segunda vitória seguida dos paulistas, que não atingiam tal feito desde maio. Estranho imaginar isso, ainda mais para um clube tão vitorioso como o São Paulo. Se eu bem conheço, vai ter muito torcedor tricolor se empolgando com as duas últimas vitórias, mas o Tricolor ainda tem muito a mostrar antes que possamos apontar um novo ressurgimento do “Jason”.


Fechando a rodada dos paulistas, o Santos foi até o Rio de Janeiro e apenas empatou em 0 a 0 com o Flamengo na despedida do Maracanã. Sem a dupla Neymar-Ganso, o Peixe até que jogou bem, mas não mostrou o mesmo poder ofensivo de outrora. Já o Mengão, que não tem esse mesmo poder ofensivo há um bom tempo, segue sem vencer em casa, já preocupando o torcedor com a 15ª posição. E olha que o Rubro-Negro agora tem uma dupla de respeito lá na frente, com Diogo e Deivid, mas o torcedor deverá ter paciência até que esses dois entrosem.

Fikdik

A grande maioria das pessoas dizem que mudanças vêm para o bem, que mudanças geralmente são positivas. Quando eu penso em uma banda como o Linkin Park, essa máxima me parece um tanto quanto imbecil ou até mesmo burra. Vou explicar por que.

Quando o Linkin Park surgiu em 2000, com o explosivo álbum “Hybrid Theroy”, que vendeu nada menos do que 20 milhões de cópias, todos imaginavam uma tendência que havia chegado pra ficar. Misturando elementos do Hip-Hop, com guitarras distorcidas e os vocais gritados de Chester Bennington, todos imaginavam uma banda com um futuro brilhante pela frente. Essa tese se confirmou com o segundo álbum de estúdio da banda, “Meteora”, que teve sucesso um pouco menor do que o disco de estréia, mas nem por isso com qualidade defasada.


Pois bem, os anos se passaram e a banda passou por uma espécie de hiato. Meses antes de lançar o álbum “Minutes to Midnight” (2007), produzido por Rick Rubin, alguns membros da banda já avisavam que o som iria passar por mudanças. Mas precisavam ser tão bruscas?

Com um som cada vez mais “engajadinho” e menos pesado, o Linkin Park deixou de ser uma banda que empolgava pela sua vitalidade. E infelizmente, duvido que esse panorama irá mudar em “A Thousand Suns”, disco que deve ser lançado nos próximos meses. Pelo menos é o que já se dá pra notar no primeiro single da banda, “The Catalyst”:



Definitivamente eu acredito que mudanças são necessárias, desde que elas sirvam pra que tiremos lições. Que o Linkin Park tire lições das porcarias que eles estão lançando ultimamente, que nem de longe lembrar a banda que tinha tudo pra marcar uma geração e que hoje não passa de mais um somzinho mela-cuca que se ouve por aí.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Carnaval fora de época

Tá acabando, minha gente. Nesse domingo, foi completada a décima sétima rodada do Brasileirão. Faltam só mais duas para que se encerre o primeiro turno, atualmente liderado pelo Fluminense, com 37 pontos, seguido de perto pelo Corinthians, com 34. Na zona do rebaixamento, o novo lanterninha Goiás já acende a luz vermelha, assim como o Atlético-MG, que segue fazendo uma campanha pra lá de bizarra.

Quem deve estar contente nesse final de semana é o torcedor paulista. Com exceção do São Paulo, que até fez uma boa partida contra o líder e empatou por 2 a 2, todos os paulistas venceram na rodada. No entanto torcedor são-paulino, não fique chateado. Tiriricaneando, realmente pior do que estava não tinha como ficar. Mas o Tricolor até que não fez tão feio nesse final de semana, dificultou as coisas diante do líder Fluminense e só não venceu porque tomou um gol de bola parada que não deveria tomar. Bom para o Flu, que conseguiu manter a dianteira do Brasileirão.


Um torcedor que deve estar dando pulinhos nesse domingão é o palmeirense. Jogando fora de casa contra o Atlético-MG, o Verdão até saiu perdendo, mas conseguiu a virada e se recuperou no nacional. Vale lembrar que na quinta-feira, o Palestra foi derrotado em casa pelo Atlético, dessa vez de Goiás, por 3 a 0. Justo no dia do aniversário do clube, sacanagem, han?

Mas enfim, nesse domingão foi diferente. O Verdão novamente está entre os dez melhores do Brasileirão e, quem sabe, a vitória fora de casa não dá novo ânimo? É o que o torcedor alvi-verde espera. Eu sinto dó na verdade é do torcedor atleticano, que “recuperou” o Verdão nesse fim de semana. Fico curioso pra saber até quando vai a paciência da diretoria do Galo, que deu autonomia total para Vanderlei Luxemburgo montar o elenco que queria. Agora, fica bem mais difícil de demitir, mesmo com a fraquíssima décima oitava posição.


O torcedor santista também pode comemorar bastante nesse final de semana, após a vitória por 2 a 0 diante do Goiás no sábado. Na primeira partida sem P.H. Ganso, que sofreu lesão séria no joelho, o Peixe foi bem subiu para a terceira posição, sete pontos atrás do Corinthians. No entanto, vale lembrar que o Santos tem uma partida a menos e pode sim diminuir essa vantagem. Mas fica a dúvida: até onde o Peixe vai com a lesão de um dos seus maiores jogadores? Creio que não muito longe.

Quem tem motivos de sobra pra rir nesse final de semana é o corintiano. Vitória diante do Vitória (RÁ!), retorno de Ronaldo aos gramados e o anúncio do Fielzão, novo estádio do Corinthians, como sede da abertura da Copa do Mundo de 2014. Mas vamos por partes.

Neste domingo, o Timão voltou a vencer dentro de casa e segue com sua campanha perfeita jogando no Pacaembu (100% de aproveitamento). Contando com o retorno de Ronaldo, o Timão jogou pro gasto pra vencer o Vitória e realmente o fez. Mas aí vocês me perguntam, e o Gordo?


Cara, fez o esperado: nada. Ele até que tentou se movimentar, saindo bastante da área para buscar a bola e abrir espaços na armação da equipe. Sinceramente esse não é o Ronaldo que eu espero no fim de carreira. Acredito que se Ronaldo der uma de Romário e começar a jogar paradinho na área, só recebendo as bolas e pondo na caixa, ele se daria muito melhor. Ele não tem que ir atrás da pelota, ela é que deve procurá-lo. Aliás, bola é uma palavra muito familiar ao falar de Ronaldo, não acham?

E sobre o estádio? Por incrível que pareça, dessa vez parece que vai sair mesmo. Pra tristeza dos torcedores rivais, que terão uma piada a menos a fazer com os corintianos. Pra tristeza também do Pacaembu, que não receberá mais o Coringão e praticamente mais ninguém. Pra tristeza dos cofres públicos, até porque ninguém acredita que de fato não vai ter grana federal envolvida na parada, né? E pra tristeza principalmente do bom senso, que seria realizar a Copa no Morumbi mesmo.


De qualquer forma, o Corinthians não tem nada a ver com isso. Vai ter o seu tão sonhado estádio, que coloca o clube como um dos maiores potenciais de estruturação no mundo. Há dois anos, quando o Timão era rebaixado, nem o mais otimista corintiano esperava uma mudança tão drástica na realidade do clube. Se a administração Andres Sanchez tem várias suspeitas, uma coisa é fato.

O cara não é nada bobo.

FIKDIK
Pra quem tem acompanhado as últimas entrevistas, tanto de Ozzy Osbourne como de Tony Iommi, parece que cresceram as chances de ver um último suspiro de Black Sabbath. A banda que simplesmente deu origem ao Heavy Metal parece querer dar um presente aos fãs, após suas já consolidadas carreiras solo estarem perto de um fim.


Pensando nisso, vou deixar a dica de um cd que é um tributo ao Sabbath. “Nativity in Black - A Tribute to Black Sabbath” é uma seleção dos caras mais “TRETAS” do Heavy Metal, entre eles Sepultura, Megadeth, Slayer, Bruce Dickinson, Pantera, entre outros. O destaque vai pra faixa Sabbath Bloody Sabbath, interpretada pela voz mais marcante do Metal: Bruce Dickinson.



Stay Heavy, focas!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Dèja-Vú

Caros leitores,

Quem daqui nunca teve um Dèja-Vu, aquela sensação maluca de que você está vendo ou passando por algo que já teria presenciado? Ao analisar esse Brasileirão-2010, acho que passo por algo do tipo. Quem aqui de vocês lembra do Brasileirão-2009? Aquele mesmo, que contou com um Palmeiras arrancando e aclamado como futuro campeão de maneira muito antecipada, além de um Flamengo arrasador na reta final? Ou então aquele que teve time grande passando sufoco na zona do rebaixamento (Fluminense), ou mesmo que não conseguia vencer fora de casa (Grêmio). Aqui vamos nós, de novo.

Começamos nossas coincidências pela letra A, com um Avaí novamente fazendo uma excelente campanha depois de começar mal. No entanto, ao contrário de 2009, quando manteve Silas no comando, o clube catarinense foi obrigado a demitir seu treinador. Péricles Chamusca saiu para a chegada de Antônio Lopes, que botou ordem na casa. Tudo bem que o clube perdeu ontem para o Inter-RS, em casa, por 1 a 0. Mas, ainda assim, o Avaí ocupa a oitava posição e faz um bom papel na competição.


A segunda coincidência é o time que não vence fora de casa. Assim como o Grêmio-2009, o Corinthians tem provado uma ineficiência terrível nas partidas longe do Pacaembu e que podem custar caro ao clube paulista. Nesta quarta-feira, parece que tudo deu errado para o Timão diante do Cruzeiro em Minas Gerais: gol no início de jogo, bola na trave, pênalti perdido. Azar de visitante ou competência do time da casa, que armou um verdadeiro ferrolho após abrir o placar simples que garantiu a sua vitória? Prefiro dizer que um pouco dos dois. Será que o Timão vai repetir o Grêmio 2009 e não ficar nem no G-4? Acho difícil.


Vamos à terceira coincidência: fator Fluminense. Será que não estamos sendo um pouco precipitados com o clube carioca? Assim como em 2009, o líder era dirigido por Muricy Ramalho, que já cansou de provar sua competência em campeonatos nacionais. No entanto, sempre existem fatores externos/internos que podem atrapalhar uma equipe. Nenhum clube está livre de lesões ou mesmo vaidades internas, ainda mais quando se trata de um clube que paga alto salários pra poucos, razoáveis pra muitos. É evidente que o Flu tem jogado o fino da bola e ontem meteu nada menos do que 3 a 0 no Goiás fora de casa. Mas calma gente, ainda não acabou nem o primeiro turno. Vamos esperar.


Quarta coincidência: time grande passando sufoco. Seria o São Paulo o Fluminense de 2009? Tudo bem que o Tricolor Paulista nem na zona de rebaixamento está ainda, mas a situação é preocupante. Nem todos os clubes têm a sorte que o Flu teve no ano passado de encaixar várias vitórias seguidas na reta final. Pra não sofrer como os cariocas no ano passado, é bom que o Tricolor Paulista reaja logo, ou se não irá sim trilhar o mesmo caminho que outros rivais já travaram como Corinthians e Palmeiras.


Quinta e última coincidência: letargia de campeões do primeiro semestre. Será que o Santos, campeão paulista e da Copa do Brasil, vai simplesmente desistir do segundo semestre e do Brasileirão, assim como o Corinthians fez em 2009? Tudo bem que hoje o Peixe vem de vitória fora de casa diante do Grêmio e ocupa o G-4, mas não me surpreenderia se o Santos simplesmente tirasse o pé nesse ano pra já pensar em 2010. Cabe à comissão técnica santista impedir que isso aconteça.


Queria deixar aqui um abraço aos grandes palmeirenses, que comemoram hoje os 96 anos do clube palestrino. Apesar de corintiano, devo admitir a grandeza deste clube que, apesar de não trazer glórias recentes, tem se esforçado bastante pra voltar a brigar por títulos. Torço muito para que o Verdão, que já protagonizou belos duelos contra o Timão, volte a brigar por títulos, assim como foi este aqui embaixo.



Juro por Deus, achei que fosse morrer nesse jogo. Que bom que não morri! Não vejo a hora de poder me vingar, hahaha.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Inimigos Públicos

Em muitos esportes, apesar da competitividade, sempre existem grandes forças, que acabam se destacando perante as outras. No tênis, por exemplo, a rivalidade Rafael Nadal x Roger Federer praticamente dominou a década. Já no basquete brasileiro, Flamengo e Brasília dividiram as forças nos últimos anos na NBB. Se transferirmos essa superioridade para o Campeonato Brasileiro 2010, ela sem dúvida vai para dois clubes em especial: Fluminense x Corinthians.

Nunca na história do Brasileirão de pontos corridos duas equipes se destacaram tanto como o Tricolor Carioca e o Timão, como pode ser visto em matéria divulgada pelo Globoesporte.com. Os cariocas, líderes da competição, mantiveram a liderança por dois pontos de vantagem ao empatar com o Vasco neste domingo pelo placar de 2 a 2. A partida marcou a estréia do luso-brasileiro Deco, recém contratado do Chelsea-ING.


Já o Corinthians mostrou neste domingo um futebol autêntico de campeão brasileiro. Jogando no Pacaembu, o Timão simplesmente tirou o pé do freio ao derrotar o irreconhecível São Paulo por 3 a 0 e provou que tem time para brigar pelo título brasileiro. Foi um verdadeiro baile corintiano, que contou com uma excelente atuação do seu meio-campo formado por Ralf, Jucilei, Elias e Bruno César. O primeiro foi perfeito na marcação, enquanto os seguintes contribuíram com gols. Bruno César só não fez o seu por milagre de Rogério Ceni, em um lindo chute de vôleio.

No entanto, o que mais espantou no clássico paulista não foi nem a excelente atuação do Corinthians, que já havia dado provas de que ia lutar pelo título. O que de fato causou estranhamento foi a atuação apática, irreconhecível e horrível de um São Paulo que, por incrível que pareça, chegou às semifinais da Taça Libertadores. E olha que daquele time só saiu Hernanes e o técnico Ricardo Gomes.


Na boa, nada contra o Sérgio Baresi, que fez um excelente trabalho na base do São Paulo. Mas um clube que passa pela instabilidade que passa o Tricolor Paulista, em reformulação e ainda sem ter encontrado um padrão de jogo desde o retorno da Copa do Mundo, precisa de muito mais do que um treinador com potencial. O São Paulo precisa de um treinador competente, agregador e disposto a trabalhar muito, porque será preciso. Apesar da falta de opções, acho que o Tricolor deveria bancar a multa de algum técnico empregado, porque a situação é de urgência. Se a diretoria do clube não abrir o olho, o clube corre sim sérios riscos de rebaixamento.

Já no Corinthians, a palavra de ordem é regularidade. Não adianta nada fazer um excelente clássico no final de semana e depois tropeçar diante do Cruzeiro, fora de casa, onde o Timão ainda não tem mostrado a mesma competência e eficiência. Se em casa o clube paulista é impecável, com 100% de aproveitamento, fora dos seus domínios o único triunfo foi diante do Grêmio.

Outra coisa que preocupa o corintiano é o ataque. Jorge Henrique tem dado conta do recado, mas Iarley ainda não mostrou regularidade, apesar do bom clássico deste domingo. Dentinho tem se machucado muito, além de Souza, que é praticamente nulo ao lado de Ronaldo, que também não joga. No entanto, o mercado de transferências está fechado para reforços de fora. O que resta ao corintiano é a seguinte frase: “Só tem tu, vai tu memo”



E vamo que vamo!

Ps: Hoje não tem FIKDIK, no meio da semana trago algum somzinho novo pra galere!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sem fórmulas, por favor

Definitivamente não existe uma fórmula secreta para se vencer a Libertadores. Pelo menos é o que provou o Internacional de Porto Alegre, ao conquistar o bi-campeonato da competição sul-americana ao bater o Chivas Guadalajara por 3 a 2. Na partida de ida, o Colorado já havia vencido por 2 a 1 e só ratificou a conquista jogando no Estádio Beira-Rio.


Mas por que eu posso afirmar que não existe uma fórmula mágica? Vamos aos meus argumentos.

1º: Quem imaginaria que o Internacional, depois de fazer uma primeira fase ruim (se classificou apenas na última rodada), embalaria tanto na segunda fase como embalou? Além de trocar de treinador e demonstrando instabilidade (saiu Jorge Fossatti, entrou Celso Roth), o Colorado apostou num treinador considerado pé-frio e acabou colhendo os frutos. Será que ele era pé-frio de fato ou apenas nunca havia tido sorte em assumir um time tão bom?

2º: Ao contrário do Corinthians, que apostou na experiência como forma de conquistar o título, o Inter priorizou a qualidade. É evidente que o Colorado tem jogadores com experiência internacional (Fabiano Eller, reserva, conquistou a sua terceira Libertadores. Pato Abbondanzieri a sua quarta). No entanto, o Inter perdeu poucos jogadores em relação a Copa do Brasil do ano passado, quando foi vice-campeão. E se perdeu atletas, repôs com qualidade. O Corinthians, com exceção da chegada de Roberto Carlos, apostou em atletas experientes até demais, e que pouco corresponderam na Libertadores dentro de campo.


Tá bom, existe um fator que me faz relativizar esse negócio de fórmula pronta. Aí vai ele:

3º: O Internacional, mais do que nunca, provou nessa Libertadores a importância de jogar bem fora de casa. Apesar de derrotado na maioria das vezes, o Colorado soube explorar bem o regulamento do gol fora de casa, que o favoreceu em absolutamente todos os confrontos da segunda-fase (Banfield, Estudiantes, São Paulo e Chivas). Tirando na final, onde o regulamento não é válido, o Inter fez gol fora de casa em todas elas. Aliás, na final o Inter fez melhor. Não só buscou o gol fora de casa, mas também venceu a partida.

De qualquer forma, fica aqui registrado o meu parabéns ao Colorado! Seu segundo título da Libertadores novamente o coloca entre os grandes clubes do mundo e premia aquilo que falta na grande parte dos clubes brasileiros que não conseguem seus objetivos: planejamento.

Fikdik
Cara, música é uma coisa muito loca, né? Me lembro como se fosse ontem de quando eu simplesmente era um “xiita” do New-Metal e não admitia ouvir outras coisas. Era aquilo e pronto. Fórmulas prontas de músicas com não mais de quatro minutos, riffs pesados, poucos solos de guitarra ou ausentes, vocais de expressão de sofrimento. No entanto as coisas mudam, ô se mudam.

Outro dia tava de boa aqui em casa e resolvi conhecer mais de uma banda que sempre esteve presente na minha trajetória. Aliás, nem tanto minha, mas da minha ex-banda. Sim galere, eu já tive uma banda de new-metal, mas que tinha guitarristas que eram extremamente técnicos e influenciados por uma das bandas que eu posso dizer que é PhD no que fazem: Dream Theater.

Minha recente aproximação com a banda se deve à participação do seu baterista, Mike Portnoy, no novo álbum do Avenged Sevenfold. Mike Portnoy, como disse em uma postagem anterior, é sem sombra de dúvidas um dos cinco melhores bateristas da atualidade, assim como outros integrantes do Dream Theater fazem o melhor em suas funções. O guitarrista John Petrucci “só” fez parte do G3 ao lado de Joe Satriani e Steve Vai, dois dos maiores guitarristas do planeta Terra. John Miung é um baixista excepcional. James LaBrie tem um vocal que, se não é extraordinário, casa muito bem com a instrumentalidade da banda, assim como o tecladista Jordan Rudess, que também se encaixou muito bem na banda em 2000.

Uma coisa é fato: se você quer ouvir Dream Theater, tem que ter paciência. Algumas das canções são virtuosas e chegam a durar mais de 20 minutos. É isso mesmo! As menores não duram menos que 5. Mas uma coisa eu garanto: são todos minutos que valem a pena do começo ao fim, numa mistura de peso, técnica, melodia, viradas e quebradas incríveis. Enfim, eu recomendo.



Stay heavy, modafocas!

domingo, 15 de agosto de 2010

Ressucite algumas coisas

Cara, confesso que fiquei com medo do Fluminense hoje. Ok, tudo bem que os caras enfrentaram um Internacional jogando com um time reserva em razão das finais da Libertadores. Mas nem por isso os méritos da equipe carioca devem ser reduzidos após a vitória deste domingo pelo placar de 3 a 0. Volume ofensivo, segurança lá atrás, dois atacantes fazedores de gol (Émerson e Washington), além de um ótimo meia criativo (Conca). O que esperar mais do atual líder do Brasileirão, que ainda aguarda a estréia de Deco e a volta de Fred?


Já do vice-líder do Brasileirão, acredito que pouco veremos além. Neste domingo, o Coringão até que não jogou mal, mas teve muitas falhas defensivas na derrota por 3 a 2 diante do Avaí na Ressacada. Com o resultado, o Timão agora fica quatro pontos atrás do Fluminense, além de manter uma solitária vitória fora de casa. É muito pouco pra quem quer ser campeão brasileiro.

Apesar da derrota, o verdadeiro assunto da semana no Parque São Jorge foi a pança protuberante exibida por Ronaldo em um jogo treino contra os juniores do Corinthians. Bizarramente fora do peso, o Fenômeno mostrou porte físico daqueles tiozinhos do churrasco, que enchem a cara no final de semana. O camisa 9, que retornaria neste domingo, agora deve ter mais alguns dias pra reduzir aquela Jabulani da barriga. Um craque como ele não devia se sujeitar a essa vergonha. Se realmente quer seguir jogando profissionalmente, que coma menos e encerre pelo menos a carreira de forma digna. O Ronaldo de 2010 é uma vergonha para todo torcedor corintiano.


E o que dizer do São Paulo? Bom, difícil de analisar uma equipe que passa por reformulação após a eliminação na Taça Libertadores. O interino Sérgio Baresi deve usar garotos da base para iniciar essa reformulação, que começou com a demissão de Ricardo Gomes e a venda de Hernanes. Os próximos a deixar o Morumba devem ser Dagoberto e Miranda.

O resultado desse início de trabalho foi apenas um empate por 2 a 2, em casa, diante do Cruzeiro. Bom, se pensarmos que a equipe perdia até os 45 do segundo tempo. Ruim se pensarmos que o jogo era em casa. Mas agora a palavra de ordem no Morumbi é paciência, já que as perspectivas de título e vaga na Libertadores são bastante reduzidas em 2010.


E por falar em reformulação, Felipão enfim conseguiu sua primeira vitória com o Palmeiras: 2 a 0 diante do Atlético-PR no Pacaembu, com ótima exibição do volante Tinga. A vitória, além de dar mais tranqüilidade para a equipe, pode trazer confiança para uma equipe que vinha mostrando evolução nas últimas rodadas, mas que ainda não vinha conseguindo obter bons resultados.

Quem já não tá mais nem aí pra 2010 parece ser o Santos. Depois dos títulos paulista e da Copa do Brasil, o Peixe parece mostrar uma letargia semelhante a do Corinthians-2009, que curiosamente obteve as mesmas conquistas naquele ano. Prestes a perder Neymar para o Chelsea, o Santos foi derrotado neste domingo por 4 a 2 pelo Vitória, mesmo adversário da decisão da Copa Nacional, e agora só espera 2011 pela Libertadores. Acorda, mulecada!

Fikdik
Cara, eu tive uma idéia meio maluca essa semana. É triste dizer isso, mas infelizmente a venda de CDs está cada vez mais pífia no mundo por vários motivos, principalmente o preço. Pra trazer uma nostagialzinha, resolvi pegar todos os meus CDs e ouvi-los um por um. E olha que eu tenho bastante, cara!

O CD que eu peguei pra ouvir esses dias e que merece o destaque de hoje é “Snow Capped Romance”, do 36 Crazyfists. É o segundo álbum da banda do Alaska, que traz em seu repertório pancadaria e melodia, em uma espécie de fusão do Hard Core com Metalcore. Pra mim é sem dúvidas o melhor álbum da banda, que merece o destaque de hoje e minha indicação de banda. Caso gostem, procurem também ouvir outros albums como o “Bitterness the Star” e “Colision and Castaways”, lançado em 2010.


36 Crazyfists - At The End Of August
Enviado por Takem. - Assista aos últimos videos de noticias.

Stay heavy, man!

domingo, 8 de agosto de 2010

Sonho negado

A décima terceira rodada do Brasileirão apresentou poucas mudanças na tabela de classificação, mas trouxe conseqüências que com certeza podem mudar o rumo da competição. A briga na liderança, disputada rodada a rodada por Corinthians e Fluminense, foi mantida em um ponto a favor dos cariocas, que tiveram uma bela vitória nesse final de semana diante do Grêmio fora de casa.

O resultado de 2 a 1 manteve o Fluzão na liderança e só reforçou as teses de que os cariocas realmente formaram um belo elenco e brigarão pelo título. Mesmo ainda sem poder contar com Fred, machucado, o Tricolor Carioca conquistou a quarta vitória fora de casa. Time que quer ser campeão brasileiro precisa disso mesmo, fazer boas partidas tanto dentro de casa como longe.


Quem pagou o pato foi o Tricolor Gaúcho, que além de permanecer na incômoda 18ª posição, perdeu o técnico Silas, demitido pela diretoria. O clima no Olímpico não parecia dos melhores, mesmo se pensarmos que o clube gaúcho foi campeão estadual e semifinalista da Copa do Brasil. No entanto, a pressão por resultados era grande e a decisão da diretoria do clube pareceu até aceitável. Silas, apesar de ser um dos cotados no Morumbi após a demissão de Ricardo Gomes, dificilmente deve acertar com o clube paulista.

No Pacaembu, o vice-líder Corinthians também mostrou força e conquistou a sua sétima vitória em casa, mantendo o 100% de aproveitamento. Mesmo desfalcado de Bruno César, o Timão mostrou total domínio da partida e só não venceu por maior margem porque perdeu muitos gols. Com o 1 a 0, gol de Elias, o time de Parque São Jorge segue na cola do líder e mostra-se ainda bastante organizado, mesmo depois de perder o técnico Mano Menezes para a Seleção Brasileira.


Por outro lado, a palavra organização parece não aparecer muito no dicionário palmeirense. Depois de fazer um ótimo clássico contra o Corinthians no último final de semana, o Verdão foi até Goiânia em busca da primeira vitória de Felipão no comando. A vitória escapou por pouco, é verdade, mas a falta de resultados já começa a irritar o treinador palmeirense. Os reforços estão chegando, mas precisam de tempo para se entrosar e dar resultados à torcida palmeirense. Será que a diretoria do clube terá a mesma paciência com Felipão que teve em relação a Muricy Ramalho? Se vai eu não sei, mas deveria.


O Esporte da Burguesia
É barbudão. Você pisou na bola. Alguém de vocês viu isso aqui?


Na verdade eu fico na dúvida a respeito da ignorância. Quem foi mais ignorante: Sérgio Cabral, que com essa arrogância estúpida só comprova a inabilidade dos nossos governantes em ouvir os seus eleitores em períodos que não correspondem à eleição? Ou o nosso presidente Lula, que também comprova o oportunismo desses mesmos governantes, que só sabem valorizar o esporte quando um atleta traz medalhas ou algo do tipo. Aposto que se o Guga ainda estivesse na ativa e trazendo títulos, o nosso presidente adoraria convidá-lo para um almoço no Planalto e entregar condecorações.

Sim, eu concordo que o tênis é um esporte caro. Hoje, para se adquirir uma raquete, se gasta muito mais do que uma bola de futebol, o “esporte da massa”. No entanto, nosso presidente parece esquecer-se dos inúmeros projetos sociais mantidos e voltados para a prática desse esporte. Como o próprio ex-tenista Fernando Meligeni afirmou, Guga não era rico. Jaime Oncins também não. Júlio Silva era um “mero” catador de bolinhas em clubes de elite em São Paulo e também realizou o seu sonho de jogar tênis profissionalmente. Ao contrário do que eu pensava, parece que o Lula não acredita muito em sonhos. Até porque o tênis é só mais um esporte da burguesia.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O pesadelo amadurece

E aí galera, o que acharam dessa partida entre Internacional e São Paulo, válida pelas semifinais da Libertadores? Pra ser bem sincero fiquei bastante surpreso negativamente com o Tricolor Paulista, tri-campeão dessa competição e especialista nesse tipo de torneio como seus próprios torcedores orgulham-se de dizer.

O que se viu do São Paulo no Beira-Rio, nesta quarta-feira, foi uma equipe jogando como time pequeno. Como admitiu o zagueiro Alex Silva no final da partida, o Tricolor foi até Porto Alegre para não tomar gols e por pouco não conseguiu o seu objetivo. Apesar da derrota magra, os paulistas têm grandes chances de reverter o resultado na partida de volta no Morumbi. Uma tarefa que não será fácil, já que o time não se encontrou depois da parada da Copa do Mundo, além de ter que vencer por dois gols de diferença e sem tomar gols. Difícil se pensarmos que o Inter tem jogadores para encaixar bons contra-ataques.


Apesar do solitário gol de Giuliano, o Internacional foi muito superior e manteve grande parte da posse de bola durante quase toda a partida. Se formos pensar, o magro 1 a 0 foi até pouco e não refletiu a superioridade colorada. Taison deitou em cima do Jean, lateral do São Paulo. Esse deve ser o jogador que deve receber maior atenção por parte dos são-paulinos na partida de volta.

Meu palpite? São Paulo vence a partida por um gol de diferença, mas não leva. Será uma situação parecida com a qual o Corinthians passou nas oitavas-de-final, diante do Flamengo. Vencer sem tomar gols é algo muito difícil, ainda mais se pensarmos que o São Paulo deverá se expor no Morumbi.

Fikdik
Cara, o som que eu vou falar hoje é algo que eu vinha esperando há meses. A minha expectativa era de que fosse o melhor álbum do ano. Todo mundo sabe do perigo que é criar muita expectativa sobre alguma coisa. Que bom que dessa vez não houve decepção. Muito pelo contrário.

O novo álbum do Avenged Sevenfold, intitulado “Nightmare”, é o quarto de estúdio da banda. É também o primeiro sem o baterista Jimmy Sullivan (The Rev), que foi substituído no álbum por seu grande ídolo, o baterista do Dream Theater, Mike Portnoy, que aceitou fazer o álbum como forma de homenagear o ex-baterista da banda, que faleceu no último dia do ano passado ao ter uma overdose acidental.


Nightmare é, sem sombra de dúvidas, o trabalho mais maduro da banda. Trazendo ao mesmo tempo a energia do primeiro álbum, “Waking the Fallen”, na faixa “God Hate Us”, aliados aos belos solos de guitarra e melodias compostos em “City of Evil” nas faixas “Danger Lines” e os vocais cada vez melhores de M. Shadows no álbum “Self Titled” em “Victim”, o novo disco do Avenged Sevenfold é repleto de obscuridade e sombras, como o próprio nome indica.

Outra coisa que pode ser notada são as grandes referências a The Rev durante todo o disco. Essa referência já havia sido vista no clipe do “Nightmare”, quando a banda deixa a bateria vazia no final do vídeo. No entanto, outras referências podem ser notadas, como na música “Fiction”, cantada em alguns trechos por The Rev antes mesmo de sua morte. A letra, aliás, dá a estranha impressão que o baterista sabia que ia morrer. Sinstreza total! Referências também podem ser vistas na faixa Save Me, onde o vocalista M. Shadows chega a cantar “tonight we all die young”. Não é para menos, The Rev tinha apenas 28 anos antes de morrer.



Por último, a grande preocupação de Portnoy no disco foi manter fielmente o que The Rev havia gravado nas demos antes da gravação do cd. É claro que o baterista do Dream Theater executou tudo com extrema competência, dando também um toque de tudo aquilo que sabe. Vale lembrar que ele é considerado um dos dez maiores bateristas da atualidade. Dez não, eu diria até cinco!

Faixas destaque: “Nightmare”, “Buried Alive”, “Natural Born Killer”, “Victim”, “Save Us” e “Fiction”.
Nota do album: 9,0.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A primeira vez do Luiz Antônio

Como o blog havia antecipado aqui na última sexta-feira, Luiz Antônio "Mano" Menezes realmente assumiu a Seleção Brasileira. Nesta segunda-feira, o agora ex-treinador do Corinthians assumiu o cargo e já iniciou o trabalho com a sua primeira convocação, para o amistoso de 10 de agosto contra a Seleção dos Estados Unidos.

Vale lembrar que é apenas o início do trabalho de Mano Menezes, mas o treinador já mostrou ao seu antecessor como se dá uma entrevista coletiva. Bem humorado e bastante solícito nas perguntas, o técnico mostrou preferência pelo esquema 4-2-3-1, utilizado pela Espanha na conquista da última Copa do Mundo. É algo semelhante ao Corinthians de 2009. Provavelmente voltaremos a ver esse esquema no Brasil.


Outra questão que foi levantada por Mano é que ele poderá utilizar sim jogadores que estiveram na última Copa do Mundo. Apesar de convocar apenas quatro nomes do último Mundial (Robinho, Dani Alves, Ramires e Thiago Silva), o treinador deixou claro que só não convocou outros remanescentes devido ao desgaste emocional do último mundial. Nas próximas listas, novos nomes devem pintar.

O que eu achei particularmente da convocação? Olha, é cedo pra falar, é só a primeira. Muitos destes atletas receberão novas chances, outros serão esquecidos, mas fico contente em ver opções de bastante qualidade para o meio-campo brasileiro. Me agradam muito os nomes de Hernanes, PH Ganso, Ramires e Lucas, além das lembranças do zagueiro David Luiz, que fez grande temporada pelo Benfica, e do lateral-esquerdo André Santos. Ele foi muito bem quando treinado pelo Mano Menezes e agora recebe nova chance na Seleção.


Existem também algumas surpresas nessa convocação. Principalmente entre os goleiros. Tirando Victor, do Grêmio, as convocações do jovem Renan (Avaí) e Jéferson (Botafogo) causaram até certa estranheza. Apesar disso, gosto muito dos dois nomes, principalmente do segundo, que apesar da falha de ontem contra o Fluminense, tem feito uma bela temporada pelo alvi-negro carioca. Outra surpresa pra mim foi a convocação do volante Jucilei, do Corinthians. Ultimamente ele vinha ficando no banco e esperava-se muito mais a convocação de Elias, que apesar de titular, não vem jogando muito bem há um bom tempo pelo Timão.

Enfim, é apenas o começo de um trabalho. Ontem, Mano Menezes fez a sua última partida pelo Corinthians e deixou o clube na liderança do Brasileirão, após a vitória por 3 a 1 diante do Guarani e o empate do Fluminense no clássico carioca contra o Botafogo. A trajetória de Mano, que começou coincidentemente também contra o Guarani, terminou de forma vitoriosa e emocionante para o torcedor corintiano, que fez uma bela homenagem para o agora técnico da Seleção.



Nesta terça-feira, o Corinthians apresenta o seu novo treinador, Adílson Batista, que terá a dura tarefa de manter o Timão na liderança do Brasileirão, além de pegar uma bucha já na estréia: o clássico contra o maior rival, o Palmeiras.

Sem Roberto Carlos e Dentinho, suspensos, a tarefa de Adílson Batista deverá ser dificultada, ainda mais pela fase do rival, que não tem feito boas partidas. Resta ver como será a vida do ex-técnico do Cruzeiro daqui pra frente. Chumbo grosso!