E que dia maluco foi essa sexta-feira. Naquilo que eu considerei o maior #fail do Jornalismo Esportivo brasileiro nos últimos tempos, Muricy Ramalho fez aquilo que eu duvido que algum outro técnico faria: recusar a Seleção Brasileira. O Fluminense, atual líder do Brasileirão, exerceu o seu direito de manter o treinador e simplesmente avisou que não iria liberar. Como Muricy é homem de palavra, cumpriu a decisão do clube carioca e simplesmente recusou o convite.
Admito que vi com bastante surpresa tal decisão. Surpresa e admiração. Primeiro porque Muricy deu exemplo de como conduzir esse tipo de negociação, algo diferente do que fez Ricardo Teixeira, presidente da CBF. Ao invés de procurar o clube primeiramente e depois falar com o treinador, Teixeira mostrou uma presunção jamais vista, deixando simplesmente para a véspera do anúncio o agendamento da reunião com o treinador. Afinal, quem vai dizer não para a CBF, não é mesmo?
Sinceramente, depois dessa atitude, mais do que nunca coloco o Fluminense entre os favoritos ao título brasileiro, ainda mais com tamanho respaldo que a diretoria do clube carioca tem dado ao seu treinador. Até quando esse respaldo vai durar? No mínimo agora o Fluminense tem uma dívida de gratidão com o treinador.
E as retaliações, a CBF poderia de alguma forma prejudicar o Fluminense? É evidente que o fato do clube carioca ser adversário político de Ricardo Teixeira pesou para a não liberação de Muricy. O troco veio de maneira cirúrgica, agora resta saber se o clube carioca será alvo de algum tipo de retaliação por parte da entidade.
E quem deve ser a próxima vítima da CBF? Se antes ele já era especulado, imagina agora.
Olha, a décima rodada do Brasileirão que me perdoe, mas hoje tem algo muito mais importante a ser falado neste blog. Afinal, não é todo dia que vemos aquela luzinha no fim do túnel, que nos mostra que sim, pasmem: Ricardo Teixeira não é tão burro assim quanto eu pensava.
Nesta sexta-feira, como prometido durante a semana, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) tornou público o convite feito para Muricy Ramalho dirigir a Seleção Brasileira nos próximos quatro anos. De certa forma surpreendente, já que o grande cotado para assumir a Seleção era Mano Menezes, que mostrou uma postura bastante louvável e em nenhum momento mostrou-se deslumbrado com as especulações. Mas vejamos, o convite foi surpreendente, mas bastante inteligente.
Analisando currículo por currículo, não há dúvidas de que o do Muricy é bem mais recheado. O atual-ex técnico do Fluminense coleciona títulos estaduais por Náutico, São Caetano, Internacional, além de um tri-campeonato brasileiro incontestável pelo São Paulo. Só não foi campeão pelo Inter porque o prezadíssimo Edílson Pereira de Carvalho não permitiu, no escâdalo da arbitragem de 2005 que anulou partidas do Brasileirão naquele ano.
Eu não diria que Mano Menezes é um nome ruim. O cara também tem títulos estaduais por Grêmio e Corinthians, um título de expressão nacional como a Copa do Brasil e uma boa campanha pela Libertadores pelo Grêmio em 2007 (vice-campeão). Mas eu diria que ser campeão brasileiro da Série A é muito mais difícil, coisa que Muricy conseguiu. Por três vezes. Mano conseguiu duas, mas na Série B.
Poréms É claro que Muricy Ramalho também tem pontos a serem discutidos e relativizados. Por que ele foi tri-campeão brasileiro? Porque tinha um ótimo time e estrutura nas mãos, além de ser bom técnico. Não diria que o trabalho dele ficou mais fácil por isso, mas que com certeza ajudou na caminhada pelos títulos, não há dúvida. Esperamos que agora, podendo convocar quem bem entende, ele consiga montar um time de qualidade. Obra-prima ele vai ter.
Outra questão a ser levantada sobre Muricy Ramalho diz respeito ao seu tratamento com a imprensa. Na Copa de 2010, fomos obrigados a agüentar o insuportável do Dunga, seus deboches fora de hora, suas patadas e treinos fechados, que de pouco adiantaram para evitar a eliminação do Brasil diante da Holanda. Quem espera algo diferente de Muricy Ramalho pode tirar o cavalinho da chuva. É só lembrar das suas patadas nos tempos de São Paulo.
No entanto, analisando prós e contras, este blogueiro deve admitir e respirar aliviado: a CBF escolheu o melhor treinador do Brasil para assumir a sua Seleção. O melhor e mais preparado.
Fikdik Quem ainda não conhece o som do KoRn (KoRn III – Remember Who you are), não sabe o que está perdendo. O novo álbum dos caras definitivamente é uma revisita as origens da banda. O álbum foi produzido por Ross Robinson, que produziu os dois primeiros álbuns da banda (KoRn e Life is Peachy), e é garantida de bom som. Diria que é o melhor trabalho da banda na década, depois de uma tentativa de experimentar novas sonoridades. Destaque para as faixas “Are you ready to live?”, “Pop a Pill” e “Oildale”, primeiro single da banda.
Sim, eu sei. Faz mais de um mês desde que postei aqui pela última vez, na última rodada do Brasileirão antes da parada para a Copa do Mundo. Naquela época, o São Paulo ainda estava bem, Kléber ainda estava no Cruzeiro e o Corinthians era líder do Brasileirão. Algumas coisas mudaram, outras não.
Pois é, para quem se acostumou na Copa do Mundo a ver Xavi, Iniesta, Sneijder, Robben, Forlán e Cia, agora é obrigado a ver as “brilhantes” jogadas de Ralfs, Richarlysons, Liconlns e Edus Dracenas da vida. Convenhamos que alguns deles até mereciam estar na Copa do Mundo, como os Paulos Henriques e Neymars da vida. Mas pra manter a coerência que tanto preguei antes da Copa do Mundo, não acho que as jóias santistas resolveriam alguma coisa naquela Seleção Brasileira que teve uma crise paranóica na partida contra a Holanda.
Terminada a Copa do Mundo, vamos voltar a falar de Campeonato Brasileiro. Primeiramente me justificando, acabei abandonando o blog pra me dedicar exclusivamente ao meu TCC, que estava intimamente ligado ao Mundial. Em breve devo dedicar um post para explicá-lo com detalhes, enquanto isso fiquem com o privilégio do mistério, hehe.
Como eu havia pregado antes da Copa do Mundo, ficou evidente que alguns times acabaram prejudicados com a parada do Mundial. Equipes que viviam boa fase antes da parada acabaram tendo o ritmo quebrado e não voltaram bem, como pode ser visto no caso do São Paulo. Nas duas primeiras rodadas pós-parada, o Tricolor não se encontrou em campo e saiu com duas derrotas, para Avaí e Vitória. A primeira em casa, a segunda fora.
Contra o Vitória, o Tricolor Paulista mostrou-se muito desatento. Tanto na primeira etapa quanto na segunda, a equipe de Ricardo Gomes entrou um pouco dispersa na marcação e acabou sofrendo os gols, sendo que dois deles foram em jogadas aéreas, considerada uma das especialidades da defesa são-paulina. Agora o torcedor espera que a equipe entre mais atenta nas próximas partidas, principalmente se pensarmos na Copa Libertadores, quando enfrenta o Internacional no próximo dia 28, em partida de ida válida pelas semifinais do torneio. O Colorado voltou bem depois da parada da Copa e já soma duas vitórias em duas partidas.
Em oposição ao São Paulo, o Corinthians parece ter aproveitado bem a parada. Em duas partidas, o Timão somou um empate contra o até então vice-líder Ceará fora de casa e uma vitória diante do Atlético Mineiro no Pacaembu. Atlético este, aliás, que se reforçou muito bem durante a parada da Copa e deve ser um time que dará trabalho neste Brasileirão.
Diante do Galo Mineiro neste domingo, o torcedor do Timão ficou satisfeito com a atuação da equipe, mas esperava uma vitória mais tranqüila. Ainda na primeira etapa, no início do jogo, o zagueiro Chicão perdeu um pênalti, algo bastante raro em sua carreira. No entanto, durante toda a partida o Corinthians pressionou para chegar à vitória, mas pecou bastante nas finalizações. A vitória só veio aos 35 minutos da segunda etapa com Bruno César, arriscando chute de fora da área e garantindo a vitória para os corintianos, além da liderança isolada do Brasileirão com 21 pontos.
E o Palmeiras? A esperança é verde, e Felipão também! Depois de dez anos longe do Palestra, o treinador pentacampeão mundial com a Seleção Brasileira retornou ao clube paulista prometendo muito trabalho. E haja trabalho! Com poucos reforços (Kléber, Tadeu e Tinga), o Verdão ainda viu grandes jogadores deixarem o clube, como no caso de Cleiton Xavier, que foi para o futebol da Ucrânia.
E qual é o resultado de tudo isso? Muita irregularidade. Com uma vitória surpreendente diante do Santos no meio da semana, o Palmeiras foi a Florianópolis cheio de esperança, mas acabou sendo goleado pelo Avaí por 4 a 2, de virada. Melhor para a equipe catarinense, que soma duas vitórias diante de dois grandes clubes paulistas. Mas o que o Verdão pode tirar de lição?
Uma coisa é certa, torcedor palmeirense. Pode trazer qualquer técnico do mundo, mas se o Palmeiras não montar um elenco mais qualificado, dificilmente voltará a conquistar títulos e melhores resultados. Felipão traz sim um novo astral dentro do clube, mas só isso não basta. Em 1997, 1998 e 1999, quando o treinador conquistou grandes títulos pelo clube, ele tinha grandes equipes em suas mãos. Nenhum treinador faz milagre, nem mesmo Felipão.
Minha dica musical dessa semana fica por conta do novo clipe de uma das minhas bandas favoritas, o Avenged Sevenfold. Pra quem não sabe, a banda perdeu no final do ano passado o seu baterista The Rev, que foi substituído no novo álbum por Mike Portnoy, do Dream Theater. Trata-se de uma homenagem ao ex-baterista do Avenged Sevenfold, que tinha em Portnoy um dos seus grandes ídolos.
Portnoy não aparece no clipe, assim como nenhum baterista, uma maneira de homenagear The Ver no final do vídeo. Bonita homenagem, para um baterista promissor e talentoso que, infelizmente, acabou morrendo devido a uma overdose.
Com quase todos os preparativos prontos para a Copa do Mundo da África do Sul, muitos times do Brasileirão, que vêm sofrendo com as lesões, estão comemorando a parada de um mês devido ao torneio de seleções. No entanto, aqueles que estão na ponta e vem vivendo uma grande fase talvez não possam dizer o mesmo.
O Corinthians talvez seja a maior e grande prova disso. Vivendo uma fase excepcional, com 13 vitórias nas últimas 15 partidas, o Timão perdeu apenas uma partida neste período e pode perder ritmo de jogo depois da parada da Copa do Mundo. Adivinha qual foi a derrota corintiana nesse período? 1 a 0 para o Flamengo no Maracanã. Justamente quando não podia perder.
Dentre os outros times que podem sofrer com a parada da Copa do Mundo, podemos destacar também o Fluminense, que parece ter, enfim, encontrado a sua cara. Ou melhor, a cara de Muricy Ramalho. Com três vitórias seguidas, o Tricolor Carioca já é terceiro colocado na classificação com 12 pontos, dois pontos atrás do Ceará, outra equipe que vem surpreendendo e deve se prejudicar com a parada no Brasileirão.
Mas vamos aos destaques da sexta rodada do Brasileirão. O primeiro deles fica para mais uma vitória do Corinthians dentro de casa, desta vez diante do Internacional de Porto Alegre. Com um público excepcional (35 mil pagantes), o Timão começou a partida desta quinta-feira um pouco disperso na primeira etapa, mas mostrou poder de reação e conseguiu encaixar a marcação ainda na primeira etapa. A partir daí, o time de Mano Menezes passou a criar as melhores oportunidades da partida e abriu o placar com Roberto Carlos, em cobrança de pênalti meio xinfrim cavada por Danilo.
Na segunda etapa, o Coringão seguiu melhor e ampliou o placar com Iarley, que fez boa partida na equipe titular e conclui muito bem após uma bela trama do ataque corintiano. Com 2 a 0 de vantagem, o Timão passou a controlar o resultado e chegou a tomar alguns sustos, mas contou com boa atuação do goleiro Felipe para garantir o placar. Aliás, mesmo depois de muito tempo ausente devido a uma lesão na coxa, o goleiro corintiano parece que não perdeu a boa forma do início de 2010.
Voltando para a quarta-feira, mais três jogos agitaram a rodada dos clubes paulistas. No Pacaembu, o Palmeiras seguiu o seu calvário em 2010 e novamente decepcionou sua torcida. Em uma partida fraca tecnicamente, o Flamengo conseguiu a vitória por 1 a 0 com o ex-atacante palmeirense Vágner Love, que louco ligou para a sua história anterior no clube paulista e comemorou bastante o gol. E com razão, já que sua saída do Verdão foi bastante conturbada.
Aliás, por falar em Palmeiras, o atacante Kléber, ex-Cruzeiro, está de volta ao clube paulista. Trata-se de um bom reforço, mas que nem de perto vai resolver todos os problemas dentro do clube alvi-verde. Eu costumo dizer que, nesse time do Palmeiras, podia até trazer o Messi que não teria jeito. Para voltar a fazer partidas dignas, o Verdão precisa, no mínimo, de quatro a cinco reforços para, quem sabe, voltar a brigar por vaga na Libertadores e por títulos.
Um clube que deve estar comemorando a pausa no Brasileirão no próximo final de semana é o São Paulo. Desfalcado de nada menos do que três zagueiros diante do Goiás, o Tricolor Paulista teve que improvisar Richarlyson na posição e acabou sofrendo as conseqüências.
Depois de abrir o placar com Marcelinho em cobrança de falta, o time de Ricardo Gomes sofreu o empate ainda no primeiro tempo, após pênalti bisonho do Ricky. Bernardo empatou na cobrança e, aos 45 da segunda etapa, o volante Jonílson acertou belo chute de fora da área e virou o placar para os goianos. Talvez o mais justo fosse um empate, mas nada que mereça maiores preocupações por parte dos são-paulinos, que devem ter reforços para a partida do final de semana diante do Grêmio.
E pra fechar a rodada, será que a maquininha santista emperrou? Pois é, depois de dar show no Paulistão e na Copa do Brasil, o Santos foi até Minas Gerais e não saiu do 0 a 0 diante do Cruzeiro, que perdeu Adílson Batista ao final da partida. Aliás, o treinador ex-Cruzeiro agora está sendo disputado por Internacional e Palmeiras. Eu apostaria num acordo dele com os paulistas, que seguem sem um treinador fixo após a demissão de Antônio Carlos.
Roland Garros E o clima de revanche deve tomar conta da quadra Philipp Chartrier no próximo domingo. Reeditando o confronto mais surpreendente de 2009, Rafael Nadal e Robin Soderling irão decidir o Grand-Slam no saibro parisiense, em uma partida que tem tudo para ser a doce vingança de Rafa.
No ano passado, Nadal foi derrotado pelo mesmo Soderling, nas quartas-de-final do mesmo torneio, e agora terá a chance de se vingar. Mais do que o título, o espanhol pode também recuperar a liderança do ranking da ATP, atualmente nas mãos de Roger Federer. Se eu tivesse que apostar grana, colocaria minhas fichas no espanhol.
Fikdik A dica de som de hoje fica para aqueles que estão sentido saudades do System of a Down. Depois de anunciar um hiato na banda, os integrantes seguiram seus caminhos e estão produzindo coisas bem interessantes. Serj Tankian, vocalista do S.O.A.D. é um deles. Depois de lançar seu primeiro cd solo, Elect the Dead, Serj acaba de lançar um belo trabalho com a orquestra sinfônica de Auckland, intitulado Elect the Dead Symphony.
Elect the Dead Symphony traz aquilo que de melhor foi produzido no primeiro album solo do vocalista, além de trazer faixas inéditas. Demonstrando uma versatilidade impressionante, Serj Tankian prova que é um dos grandes intérpretes da atualidade, além demonstrar um carisma que já era conhecido desde os tempos de S.O.A.D.
Na história da humanidade, sempre existiram duas visões distintas de como tratar a questão do tempo passado. Por um lado existem os saudosistas, aqueles que sempre acham que o velho é sempre melhor do que o novo. Ainda dentro dessa categoria, existem aqueles que se não acham o velho melhor, pelo menos acredita que ele influencia o novo, em uma relação quase mutualística onde o atual quase nunca existe sem o seu precursor.
Por outro lado, dentro da visão de passado, existem aqueles que eu poderia chamar de futuristas, mas sem querer fazer alusão ao movimento artístico do início do século XX. Esses futuristas acreditam naquela máxima de que “quem vive de passado é museu”, ou simplesmente acreditam no desenvolvimento da sociedade descartando o seu passado e colocando como prioritária a evolução das coisas como o novo sendo sempre melhor do que o velho.
Ao assistir a partida desta segunda-feira entre o brasileiro Thomaz Bellucci e o espanhol Rafael Nadal, pelas oitavas-de-final de Roland Garros, foi impossível não ser saudosista e relembrar alguns dos melhores momentos do tênis brasileiro em sua história. Apesar de derrotado por inapeláveis 3 sets a 0, Bellucci novamente voltou a empolgar um brasileiro e blogueiro que vos fala, depois de anos de “orfandade” daquele que foi o maior ídolo brasileiro no esporte: Gustavo Kuerten.
Não é possível comparar a capacidade de Thomaz perante a de Guga. Se por um lado não temos de volta a genialidade do tri-campeão de Rolanga e ex-número um do mundo, por outro voltamos a ter um tenista que represente muito bem o esporte brasileiro lá fora. Thomaz não tem a genialidade de um dos maiores backhands da história do tênis como o de Kuerten, mas tem mostrado cada vez mais que tem uma bola pra lá de pesada, além de um saque que incomoda até mesmo um dos maiores tenistas da história do saibro que é Rafael Nadal.
Vale ressaltar que Rafa não esteve em um dia brilhante. Cometeu muitos erros tolos e chegou até mesmo a se irritar em alguns lances, também por competência do brasileiro, que soube incomodar o espanhol com os seus golpes de fundo de quadra. Mesmo jogando no limite em grande parte do jogo, Thomaz teria que fazer muito mais caso quisesse sair da Philipp Chartrier com a vitória hoje. Para vencer Nadal, não basta jogar alguns pontos bem. Tem que jogar bem o tempo todo!
Acredito que a partida de hoje entre Nadal e Bellucci pode tornar-se um ponto de virada na carreira do brasileiro. Com dois títulos no circuito contra “apenas” 38 do espanhol, Thomaz provou que ainda não é experiente o suficiente para jogar contra “os caras”, mas que tem totais condições de se manter em breve entre os 20 melhores tenistas do mundo. É só ter paciência, porque tênis pra isso ele tem.
Quartas-de-finais definidas Teremos alguns confrontos bastante interessantes na próxima etapa de Rolanga. Amanhã, teremos a reedição da final de 2009 entre Roger Federer e Robin Soderling, além do confronto entre as “zebras” Thomaz Berdych e Mikhail Youzhny. Do outro lado da chave, Nadal enfrentará o compatriota Nicolás Almagro, enquanto Novak Djokovic enfrenta o austríaco Jurgen Melzer. Palpites? Federer deve enfrentar Berdych em uma das semis, enquanto Rafa enfrenta Nole na outra parte da chave, para quem sabe não termos uma nova final entre Roger Federer e Rafa Nadal. Seria lindo.
Dica de som É galera, se a moda agora é falar de passado, trago aqui um som que é não tem nada de novo, mas que deixou muita gente com saudade. Depois de se aventurar num som mais levado para o Industrial, a banda KoRn deve lançar nos próximos meses o seu novo álbum, intitulado KoRn III: Remember Who you are.
Como o próprio título do álbum diz e a arte da capa faz alusão, trata-se de uma revisita da banda às suas origens, marcadas pelas guitarras “cruas, secas e pesadas”, aliadas às excelentes quebradas de ritmo do novo baterista da banda, Ray Luzier.
Muito dessa tentativa do KoRn de voltar às origens se explica na produção do cd, que ficou a cargo de Ross Robinson, produtor dos dois primeiros álbuns da banda, além de ser considerado um dos pais do gênero New-Metal. Se por um lado é um cd que não deve trazer nada de novo, por outro deve fazer a alegria dos fãs saudosistas, que seguem a filosofia da qual me referi no início do post. Um pouco dessa volta às origens você pode conferir no novo clipe da banda, no single Oildale.
Seja você saudosista ou não, uma coisa há de se admitir: como é bom relembrar aquilo que fez parte de toda a sua adolescência e ver que nem tudo está perdido.
Pois é galere, que grande dia esse domingo! Não é por nada não, mas nada que uma vitória contra o melhor time de 2010 para alegrar os ânimos de qualquer blogueiro, principalmente deste que vos fala.
É claro que as atenções do dia estiveram voltadas para o clássico entre Corinthians e Santos, válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Muito foi dito antes da partida, com provocações de ambos os lados. Neymar prometeu novo chapeuzinho em Chicão caso tivesse chance, André avisou que ia ter dancinha. Do lado corintiano, a provocação veio mais contida, mas não deixou de existir, com Chicão prometendo muita vontade dentro de campo para bater o time sensação da temporada.
Pois bem, e não é que “big Chico” tinha razão? O Timão entrou em campo neste domingo literalmente com “sangue nozóio” como se diz na minha querida terrinha Olímpia. Logo no primeiro minuto de jogo, em chute de fora da área de Bruno César, Jorge Henrique se aproveitou da rebatida do goleiro Felipe para cutucar para o gol, em vacilo na marcação por parte de Durval. 1 a 0 para o time da casa.
Apesar de abrir o placar cedo, o restante do primeiro tempo foi totalmente santista. Com a total posse de bola durante os 45 minutos iniciais, o Peixe não deixou o Coringão jogar e tentou arriscar em chutes de fora da área. Melhor também na marcação, os santistas roubavam a bola com facilidade, mas não criavam chances muito claras de gol, já que as grandes estrelas do time (Neymar e Ganso) não estavam em uma grande tarde no Pacaembu.
Ainda na primeira etapa, o Santos teve chance de empatar a partida com Marquinhos, que teve um gol mal anulado pela arbitragem. A reclamação dos santistas após a partida é justa, mas não explica a má atuação da equipe na segunda etapa e muito menos tira os méritos da atuação corintiana no restante da partida.
E por falar no bendito segundo tempo, como as coisas mudam galere. O mesmo Corinthians que sufocou o Flamengo no primeiro tempo da partida de volta da Libertadores e que morreu no segundo tempo, fez exatamente o contrário neste domingo. Mesmo sem alterações, a equipe de Mano Menezes passou a encaixar melhor a marcação e explorou muito bem os contra-ataques, mesmo depois de tomar o empate de André, após belo passe do meia Marquinhos.
A resposta corintiana não tardou a vir e, no minuto seguinte, Bruno César, fazendo sua primeira partida como titular, teve uma pitadinha de sorte ao receber bola dentro da pequena área e fuzilar o goleiro Filipe. 2 a 1 para o Timão.
O restante da partida misturou eficiência na marcação e subidas rápidas no contra-ataque, como pôde ser visto tanto nos gols de Ralf como de Paulinho. No final da partida, o atacante santista Marcel ainda descontou de cabeça, mas era tarde. Vitória corintiana merecida no Pacaembu.
Méritos de Mano Menezes
Pois bem, eu que vinha criticando tanto o técnico corintiano, hoje devo reconhecer a sua bela “atuação”. Ao escalar um Corinthians com quatro jogadores no meio-campo (Ralf, Elias, Danilo e Bruno César), Mano equilibrou o meio-campo do Santos, que também atua com quatro jogadores de muito talento. Já o ataque, formado por Dentinho e Jorge Henrique, mostrou bastante mobilidade e provou que, não necessariamente, o Corinthians precisa atuar sempre com um “nove” na frente.
Já o Santos, que não contou com uma tarde inspirada dos “meninos da Vila”, novamente provou sua completa deficiência no setor defensivo. Na verdade, trata-se de um problema crônico da equipe santista, que prioriza demais o ataque e deixa espaços atrás. Na minha visão, para vencer uma partida, o Santos precisa necessariamente e simplesmente fazer mais gols que seu adversário. Essa é a sua filosofia, essa é a sua fórmula para vencer.
Outros destaques da rodada
Sem muito brilhantismo, Palmeiras e São Paulo não saíram do zero a zero diante de adversários do interior paulista. No sábado, o Verdão teve um gol mal anulado contra o Grêmio Prudente e esbarrou na boa atuação do goleiro Márcio, que fechou o gol. Pior para o Verdão, que segue lá no rebolo da tabela de classificação. No entanto, o que chamou a atenção do torcedor palmeirense foi a total incompetência de sua diretoria, que teve a pachorra de anunciar Candinho como novo diretor de futebol e depois obrigada a voltar atrás ao alegar “desacertos financeiros”. Vê se pode.
Já o Tricolor Paulista, que jogou desfalcado de Miranda e Rodrigo Souto, foi até Campinas e também não saiu do zero a zero contra o Guarani. Aliás, alguns amigos meus são-paulinos disseram que foi uma partida chata pacaramba. Deve ter sido mesmo, já que o placar nesse caso refletiu bem o que aconteceu em campo: nada.
Quem se deu bem na rodada foi o Fluminense, que foi até o Mineirão e bateu de virada o Atlético-MG por 3 a 1. Abram o olho com esse time do Muricy, que tem bons jogadores para trabalhar e irá sim brigar pelas primeiras posições na tabela.
Outro time que se recuperou nesse final de semana foi o Internacional, que venceu o Atlético-PR por 4 a 1 no Beira-Rio. Foi a primeira partida sem o treinador Jorge Fossatti, demitido na sexta-feira após a derrota de virada para o Vasco. Aliás, o mesmo Inter será o próximo adversário do Timão na quarta-feira. Promessa de bela partida.
Fechando a nossa análise, a surpresa da rodada ficou para a vitória magra do Ceará diante do Cruzeiro por 1 a 0. Com o resultado, o “enganeichan” nordestino é vice-líder da competição, mas logo logo acredito que os cearenses caem de produção. Esse time não me engana.
Fique ligado!
Amanhã, na ESPN Brasil, acompanhem a partida de tênis entre Thomaz Bellucci e Rafael Nadal, válida pelas oitavas-de-final de Roland Garros! É o melhor resultado de um brasileiro desde a era-Guga. Tudo bem, Rafael Nadal é extremamente favorito para a partida, mas não custa nada a gente, como brasileiro, torcer pela vitória do Thomaz, que vem jogando muita bola em 2010.
É galere, depois de três rodadas daquilo que eu defini no início da semana como “enganeichan”, a ordem do Campeonato Brasileiro parece que está começando a se restabelecer. Pelo menos no que diz respeito aos resultados dentro de campo. Com dois clássicos regionais, a rodada não teve muitas surpresas e marcou a recuperação de algumas equipes na competição.
Começamos a nossa brincadeira de hoje pelo clássico paulista entre São Paulo e Palmeiras. Ambas desfalcadas, as duas equipes protagonizaram uma partida sem fortes emoções (um jogo eu diria até chato por sinal). Sem Miranda e Rodrigo Souto, Ricardo Gomes promoveu as entradas de Xandão e Jean, que mais uma vez provaram a força do elenco Tricolor ao repor com qualidade as ausências. O mesmo não dá para ser dito em relação ao Palmeiras, que sofreu bastante com os desfalques de Pierre, Armero, Léo e Marcos Assunção.
Com mais opções ofensivas, o Tricolor só precisou de uma subida efetiva ao ataque para matar a partida. Em jogada individual de Fernandinho, o atacante são-paulino se livrou da marcação de Maurício Ramos e só rolou para o centro da área para a antecipação do seu xará no aumentativo, que cutucou para o fundo das redes. O Verdão ainda teve a chance de empatar, em um pênalti à brasileira marcado em cima do meia Ivo. No entanto, Ewerthon mais uma vez provou a incompetência palmeirense em cobranças de pênalti, apesar da defesaça de Rogério Ceni, que voltou a brilhar depois de uma temporada fraca em 2009.
Outro clássico que agitou a rodada foi o Fla-Flu, que infelizmente não empolgou da mesma maneira os torcedores cariocas, que pouco compareceram ao Maraca. Apesar da falta de empolgação da torcida, os dois times protagonizaram um bom jogo. Quem levou a melhor foi o Fluminense, que contou com uma atuação impecável do meia Darío Conca. Além de fazer um golaço, o argentino ainda fez uma bela jogada individual e deu assistência para Rodriguinho anotar o primeiro da partida. Como joga esse gringo! Muricy Ramalho, que sempre quis contar com ele nos times em que treinou, deve estar sorrindo à toda.
Outro gigante que despertou na quarta rodada foi o Grêmio. Com a boa vitória por 3 a 0 diante do Avaí, o Tricolor Gaúcho prova que tem time para brigar nas cabeças da competição e ainda vai dar muito trabalho aos outros times. Apesar de ocupar a modesta 13ª posição na tabela de classificação, a equipe gaúcha tem um ataque efetivo formado por Borges e Jonas, que vive sua melhor fase da carreira, além de bons meias para fazer a bola chegar ao ataque como Douglas, Hugo e Souza. Aliás, o polêmico meio-campista ex-São Paulo deve voltar ao clube após a Copa do Mundo, depois de se recuperar de uma lesão grave no joelho.
Fechando os destaques da quarta rodada, é claro que eu não podia deixar de falar do meu Coringão. Até quando o senhor Mano Menezes vai inventar moda e deixar o bom meia Bruno César no banco de reservas? Essa desculpa de que o cara ainda está se ambientando não cola mais. Será que o gaúcho vai querer queimar mais um jogador, assim como fez com Matías Defederico que, com razão, está louquinho para conseguir uma transferência para o River Plate?
Tecnicamente, Corinthians e Grêmio Prudente fizeram uma partida bem fraca. Por duas vezes a equipe do interior de São Paulo esteve à frente no marcador, primeiro com Vanderlei, aproveitando vacilo de William e Roberto Carlos na marcação. Em lance irregular do ataque corintiano, William se redimiu e marcou o seu primeiro gol na temporada, mas ainda no primeiro tempo, Diego bateu falta com violência para colocar o Grêmio em vantagem.
Com a partida caminhando-se para uma derrota, o gaúcho finalmente colocou Bruno César para jogar e, curiosamente no seu primeiro lance, já empatou a partida em cobrança de falta desviada pela zaga do Prudente. Só que não parou por aí. Depois da entrada do ex-jogador do Santo André, o Timão passou a sufocar a equipe de casa e por pouco não saiu com uma vitória de virada. De qualquer forma, o Timão mantém a liderança do Brasileirão, mas começa a dar mostras de qual é a verdadeira cara da equipe. Acorda, Mano Menezes!
Por fim, deixo uma dica de som pra rapeize. Trata-se de uma banda essencial para aqueles que gostam de Thrash Metal e, principalmente, para fãs de Metallica. O Trivium não esconde de ninguém que é fortemente influenciada pelos front-men do Metal Mundial, desde ao som que faz, até mesmo na composição da banda, muito semelhante ao Metallica. Fica aí pra vocês a dica de um som que faz parte do segundo cd deles, o The Crusade, que começa a mostrar uma faceta mais Trash da banda. Enjoy it!