domingo, 8 de agosto de 2010

Sonho negado

A décima terceira rodada do Brasileirão apresentou poucas mudanças na tabela de classificação, mas trouxe conseqüências que com certeza podem mudar o rumo da competição. A briga na liderança, disputada rodada a rodada por Corinthians e Fluminense, foi mantida em um ponto a favor dos cariocas, que tiveram uma bela vitória nesse final de semana diante do Grêmio fora de casa.

O resultado de 2 a 1 manteve o Fluzão na liderança e só reforçou as teses de que os cariocas realmente formaram um belo elenco e brigarão pelo título. Mesmo ainda sem poder contar com Fred, machucado, o Tricolor Carioca conquistou a quarta vitória fora de casa. Time que quer ser campeão brasileiro precisa disso mesmo, fazer boas partidas tanto dentro de casa como longe.


Quem pagou o pato foi o Tricolor Gaúcho, que além de permanecer na incômoda 18ª posição, perdeu o técnico Silas, demitido pela diretoria. O clima no Olímpico não parecia dos melhores, mesmo se pensarmos que o clube gaúcho foi campeão estadual e semifinalista da Copa do Brasil. No entanto, a pressão por resultados era grande e a decisão da diretoria do clube pareceu até aceitável. Silas, apesar de ser um dos cotados no Morumbi após a demissão de Ricardo Gomes, dificilmente deve acertar com o clube paulista.

No Pacaembu, o vice-líder Corinthians também mostrou força e conquistou a sua sétima vitória em casa, mantendo o 100% de aproveitamento. Mesmo desfalcado de Bruno César, o Timão mostrou total domínio da partida e só não venceu por maior margem porque perdeu muitos gols. Com o 1 a 0, gol de Elias, o time de Parque São Jorge segue na cola do líder e mostra-se ainda bastante organizado, mesmo depois de perder o técnico Mano Menezes para a Seleção Brasileira.


Por outro lado, a palavra organização parece não aparecer muito no dicionário palmeirense. Depois de fazer um ótimo clássico contra o Corinthians no último final de semana, o Verdão foi até Goiânia em busca da primeira vitória de Felipão no comando. A vitória escapou por pouco, é verdade, mas a falta de resultados já começa a irritar o treinador palmeirense. Os reforços estão chegando, mas precisam de tempo para se entrosar e dar resultados à torcida palmeirense. Será que a diretoria do clube terá a mesma paciência com Felipão que teve em relação a Muricy Ramalho? Se vai eu não sei, mas deveria.


O Esporte da Burguesia
É barbudão. Você pisou na bola. Alguém de vocês viu isso aqui?


Na verdade eu fico na dúvida a respeito da ignorância. Quem foi mais ignorante: Sérgio Cabral, que com essa arrogância estúpida só comprova a inabilidade dos nossos governantes em ouvir os seus eleitores em períodos que não correspondem à eleição? Ou o nosso presidente Lula, que também comprova o oportunismo desses mesmos governantes, que só sabem valorizar o esporte quando um atleta traz medalhas ou algo do tipo. Aposto que se o Guga ainda estivesse na ativa e trazendo títulos, o nosso presidente adoraria convidá-lo para um almoço no Planalto e entregar condecorações.

Sim, eu concordo que o tênis é um esporte caro. Hoje, para se adquirir uma raquete, se gasta muito mais do que uma bola de futebol, o “esporte da massa”. No entanto, nosso presidente parece esquecer-se dos inúmeros projetos sociais mantidos e voltados para a prática desse esporte. Como o próprio ex-tenista Fernando Meligeni afirmou, Guga não era rico. Jaime Oncins também não. Júlio Silva era um “mero” catador de bolinhas em clubes de elite em São Paulo e também realizou o seu sonho de jogar tênis profissionalmente. Ao contrário do que eu pensava, parece que o Lula não acredita muito em sonhos. Até porque o tênis é só mais um esporte da burguesia.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O pesadelo amadurece

E aí galera, o que acharam dessa partida entre Internacional e São Paulo, válida pelas semifinais da Libertadores? Pra ser bem sincero fiquei bastante surpreso negativamente com o Tricolor Paulista, tri-campeão dessa competição e especialista nesse tipo de torneio como seus próprios torcedores orgulham-se de dizer.

O que se viu do São Paulo no Beira-Rio, nesta quarta-feira, foi uma equipe jogando como time pequeno. Como admitiu o zagueiro Alex Silva no final da partida, o Tricolor foi até Porto Alegre para não tomar gols e por pouco não conseguiu o seu objetivo. Apesar da derrota magra, os paulistas têm grandes chances de reverter o resultado na partida de volta no Morumbi. Uma tarefa que não será fácil, já que o time não se encontrou depois da parada da Copa do Mundo, além de ter que vencer por dois gols de diferença e sem tomar gols. Difícil se pensarmos que o Inter tem jogadores para encaixar bons contra-ataques.


Apesar do solitário gol de Giuliano, o Internacional foi muito superior e manteve grande parte da posse de bola durante quase toda a partida. Se formos pensar, o magro 1 a 0 foi até pouco e não refletiu a superioridade colorada. Taison deitou em cima do Jean, lateral do São Paulo. Esse deve ser o jogador que deve receber maior atenção por parte dos são-paulinos na partida de volta.

Meu palpite? São Paulo vence a partida por um gol de diferença, mas não leva. Será uma situação parecida com a qual o Corinthians passou nas oitavas-de-final, diante do Flamengo. Vencer sem tomar gols é algo muito difícil, ainda mais se pensarmos que o São Paulo deverá se expor no Morumbi.

Fikdik
Cara, o som que eu vou falar hoje é algo que eu vinha esperando há meses. A minha expectativa era de que fosse o melhor álbum do ano. Todo mundo sabe do perigo que é criar muita expectativa sobre alguma coisa. Que bom que dessa vez não houve decepção. Muito pelo contrário.

O novo álbum do Avenged Sevenfold, intitulado “Nightmare”, é o quarto de estúdio da banda. É também o primeiro sem o baterista Jimmy Sullivan (The Rev), que foi substituído no álbum por seu grande ídolo, o baterista do Dream Theater, Mike Portnoy, que aceitou fazer o álbum como forma de homenagear o ex-baterista da banda, que faleceu no último dia do ano passado ao ter uma overdose acidental.


Nightmare é, sem sombra de dúvidas, o trabalho mais maduro da banda. Trazendo ao mesmo tempo a energia do primeiro álbum, “Waking the Fallen”, na faixa “God Hate Us”, aliados aos belos solos de guitarra e melodias compostos em “City of Evil” nas faixas “Danger Lines” e os vocais cada vez melhores de M. Shadows no álbum “Self Titled” em “Victim”, o novo disco do Avenged Sevenfold é repleto de obscuridade e sombras, como o próprio nome indica.

Outra coisa que pode ser notada são as grandes referências a The Rev durante todo o disco. Essa referência já havia sido vista no clipe do “Nightmare”, quando a banda deixa a bateria vazia no final do vídeo. No entanto, outras referências podem ser notadas, como na música “Fiction”, cantada em alguns trechos por The Rev antes mesmo de sua morte. A letra, aliás, dá a estranha impressão que o baterista sabia que ia morrer. Sinstreza total! Referências também podem ser vistas na faixa Save Me, onde o vocalista M. Shadows chega a cantar “tonight we all die young”. Não é para menos, The Rev tinha apenas 28 anos antes de morrer.



Por último, a grande preocupação de Portnoy no disco foi manter fielmente o que The Rev havia gravado nas demos antes da gravação do cd. É claro que o baterista do Dream Theater executou tudo com extrema competência, dando também um toque de tudo aquilo que sabe. Vale lembrar que ele é considerado um dos dez maiores bateristas da atualidade. Dez não, eu diria até cinco!

Faixas destaque: “Nightmare”, “Buried Alive”, “Natural Born Killer”, “Victim”, “Save Us” e “Fiction”.
Nota do album: 9,0.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A primeira vez do Luiz Antônio

Como o blog havia antecipado aqui na última sexta-feira, Luiz Antônio "Mano" Menezes realmente assumiu a Seleção Brasileira. Nesta segunda-feira, o agora ex-treinador do Corinthians assumiu o cargo e já iniciou o trabalho com a sua primeira convocação, para o amistoso de 10 de agosto contra a Seleção dos Estados Unidos.

Vale lembrar que é apenas o início do trabalho de Mano Menezes, mas o treinador já mostrou ao seu antecessor como se dá uma entrevista coletiva. Bem humorado e bastante solícito nas perguntas, o técnico mostrou preferência pelo esquema 4-2-3-1, utilizado pela Espanha na conquista da última Copa do Mundo. É algo semelhante ao Corinthians de 2009. Provavelmente voltaremos a ver esse esquema no Brasil.


Outra questão que foi levantada por Mano é que ele poderá utilizar sim jogadores que estiveram na última Copa do Mundo. Apesar de convocar apenas quatro nomes do último Mundial (Robinho, Dani Alves, Ramires e Thiago Silva), o treinador deixou claro que só não convocou outros remanescentes devido ao desgaste emocional do último mundial. Nas próximas listas, novos nomes devem pintar.

O que eu achei particularmente da convocação? Olha, é cedo pra falar, é só a primeira. Muitos destes atletas receberão novas chances, outros serão esquecidos, mas fico contente em ver opções de bastante qualidade para o meio-campo brasileiro. Me agradam muito os nomes de Hernanes, PH Ganso, Ramires e Lucas, além das lembranças do zagueiro David Luiz, que fez grande temporada pelo Benfica, e do lateral-esquerdo André Santos. Ele foi muito bem quando treinado pelo Mano Menezes e agora recebe nova chance na Seleção.


Existem também algumas surpresas nessa convocação. Principalmente entre os goleiros. Tirando Victor, do Grêmio, as convocações do jovem Renan (Avaí) e Jéferson (Botafogo) causaram até certa estranheza. Apesar disso, gosto muito dos dois nomes, principalmente do segundo, que apesar da falha de ontem contra o Fluminense, tem feito uma bela temporada pelo alvi-negro carioca. Outra surpresa pra mim foi a convocação do volante Jucilei, do Corinthians. Ultimamente ele vinha ficando no banco e esperava-se muito mais a convocação de Elias, que apesar de titular, não vem jogando muito bem há um bom tempo pelo Timão.

Enfim, é apenas o começo de um trabalho. Ontem, Mano Menezes fez a sua última partida pelo Corinthians e deixou o clube na liderança do Brasileirão, após a vitória por 3 a 1 diante do Guarani e o empate do Fluminense no clássico carioca contra o Botafogo. A trajetória de Mano, que começou coincidentemente também contra o Guarani, terminou de forma vitoriosa e emocionante para o torcedor corintiano, que fez uma bela homenagem para o agora técnico da Seleção.



Nesta terça-feira, o Corinthians apresenta o seu novo treinador, Adílson Batista, que terá a dura tarefa de manter o Timão na liderança do Brasileirão, além de pegar uma bucha já na estréia: o clássico contra o maior rival, o Palmeiras.

Sem Roberto Carlos e Dentinho, suspensos, a tarefa de Adílson Batista deverá ser dificultada, ainda mais pela fase do rival, que não tem feito boas partidas. Resta ver como será a vida do ex-técnico do Cruzeiro daqui pra frente. Chumbo grosso!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Dia do fico

E que dia maluco foi essa sexta-feira. Naquilo que eu considerei o maior #fail do Jornalismo Esportivo brasileiro nos últimos tempos, Muricy Ramalho fez aquilo que eu duvido que algum outro técnico faria: recusar a Seleção Brasileira. O Fluminense, atual líder do Brasileirão, exerceu o seu direito de manter o treinador e simplesmente avisou que não iria liberar. Como Muricy é homem de palavra, cumpriu a decisão do clube carioca e simplesmente recusou o convite.



Admito que vi com bastante surpresa tal decisão. Surpresa e admiração. Primeiro porque Muricy deu exemplo de como conduzir esse tipo de negociação, algo diferente do que fez Ricardo Teixeira, presidente da CBF. Ao invés de procurar o clube primeiramente e depois falar com o treinador, Teixeira mostrou uma presunção jamais vista, deixando simplesmente para a véspera do anúncio o agendamento da reunião com o treinador. Afinal, quem vai dizer não para a CBF, não é mesmo?

Sinceramente, depois dessa atitude, mais do que nunca coloco o Fluminense entre os favoritos ao título brasileiro, ainda mais com tamanho respaldo que a diretoria do clube carioca tem dado ao seu treinador. Até quando esse respaldo vai durar? No mínimo agora o Fluminense tem uma dívida de gratidão com o treinador.

E as retaliações, a CBF poderia de alguma forma prejudicar o Fluminense? É evidente que o fato do clube carioca ser adversário político de Ricardo Teixeira pesou para a não liberação de Muricy. O troco veio de maneira cirúrgica, agora resta saber se o clube carioca será alvo de algum tipo de retaliação por parte da entidade.

E quem deve ser a próxima vítima da CBF? Se antes ele já era especulado, imagina agora.

Sono traquilo

Olha, a décima rodada do Brasileirão que me perdoe, mas hoje tem algo muito mais importante a ser falado neste blog. Afinal, não é todo dia que vemos aquela luzinha no fim do túnel, que nos mostra que sim, pasmem: Ricardo Teixeira não é tão burro assim quanto eu pensava.


Nesta sexta-feira, como prometido durante a semana, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) tornou público o convite feito para Muricy Ramalho dirigir a Seleção Brasileira nos próximos quatro anos. De certa forma surpreendente, já que o grande cotado para assumir a Seleção era Mano Menezes, que mostrou uma postura bastante louvável e em nenhum momento mostrou-se deslumbrado com as especulações. Mas vejamos, o convite foi surpreendente, mas bastante inteligente.

Analisando currículo por currículo, não há dúvidas de que o do Muricy é bem mais recheado. O atual-ex técnico do Fluminense coleciona títulos estaduais por Náutico, São Caetano, Internacional, além de um tri-campeonato brasileiro incontestável pelo São Paulo. Só não foi campeão pelo Inter porque o prezadíssimo Edílson Pereira de Carvalho não permitiu, no escâdalo da arbitragem de 2005 que anulou partidas do Brasileirão naquele ano.

Eu não diria que Mano Menezes é um nome ruim. O cara também tem títulos estaduais por Grêmio e Corinthians, um título de expressão nacional como a Copa do Brasil e uma boa campanha pela Libertadores pelo Grêmio em 2007 (vice-campeão). Mas eu diria que ser campeão brasileiro da Série A é muito mais difícil, coisa que Muricy conseguiu. Por três vezes. Mano conseguiu duas, mas na Série B.

Poréms
É claro que Muricy Ramalho também tem pontos a serem discutidos e relativizados. Por que ele foi tri-campeão brasileiro? Porque tinha um ótimo time e estrutura nas mãos, além de ser bom técnico. Não diria que o trabalho dele ficou mais fácil por isso, mas que com certeza ajudou na caminhada pelos títulos, não há dúvida. Esperamos que agora, podendo convocar quem bem entende, ele consiga montar um time de qualidade. Obra-prima ele vai ter.

Outra questão a ser levantada sobre Muricy Ramalho diz respeito ao seu tratamento com a imprensa. Na Copa de 2010, fomos obrigados a agüentar o insuportável do Dunga, seus deboches fora de hora, suas patadas e treinos fechados, que de pouco adiantaram para evitar a eliminação do Brasil diante da Holanda. Quem espera algo diferente de Muricy Ramalho pode tirar o cavalinho da chuva. É só lembrar das suas patadas nos tempos de São Paulo.



No entanto, analisando prós e contras, este blogueiro deve admitir e respirar aliviado: a CBF escolheu o melhor treinador do Brasil para assumir a sua Seleção. O melhor e mais preparado.

Fikdik
Quem ainda não conhece o som do KoRn (KoRn III – Remember Who you are), não sabe o que está perdendo. O novo álbum dos caras definitivamente é uma revisita as origens da banda. O álbum foi produzido por Ross Robinson, que produziu os dois primeiros álbuns da banda (KoRn e Life is Peachy), e é garantida de bom som. Diria que é o melhor trabalho da banda na década, depois de uma tentativa de experimentar novas sonoridades. Destaque para as faixas “Are you ready to live?”, “Pop a Pill” e “Oildale”, primeiro single da banda.

domingo, 18 de julho de 2010

Tudo aquilo que não muda

Sim, eu sei. Faz mais de um mês desde que postei aqui pela última vez, na última rodada do Brasileirão antes da parada para a Copa do Mundo. Naquela época, o São Paulo ainda estava bem, Kléber ainda estava no Cruzeiro e o Corinthians era líder do Brasileirão. Algumas coisas mudaram, outras não.

Pois é, para quem se acostumou na Copa do Mundo a ver Xavi, Iniesta, Sneijder, Robben, Forlán e Cia, agora é obrigado a ver as “brilhantes” jogadas de Ralfs, Richarlysons, Liconlns e Edus Dracenas da vida. Convenhamos que alguns deles até mereciam estar na Copa do Mundo, como os Paulos Henriques e Neymars da vida. Mas pra manter a coerência que tanto preguei antes da Copa do Mundo, não acho que as jóias santistas resolveriam alguma coisa naquela Seleção Brasileira que teve uma crise paranóica na partida contra a Holanda.

Terminada a Copa do Mundo, vamos voltar a falar de Campeonato Brasileiro. Primeiramente me justificando, acabei abandonando o blog pra me dedicar exclusivamente ao meu TCC, que estava intimamente ligado ao Mundial. Em breve devo dedicar um post para explicá-lo com detalhes, enquanto isso fiquem com o privilégio do mistério, hehe.

Como eu havia pregado antes da Copa do Mundo, ficou evidente que alguns times acabaram prejudicados com a parada do Mundial. Equipes que viviam boa fase antes da parada acabaram tendo o ritmo quebrado e não voltaram bem, como pode ser visto no caso do São Paulo. Nas duas primeiras rodadas pós-parada, o Tricolor não se encontrou em campo e saiu com duas derrotas, para Avaí e Vitória. A primeira em casa, a segunda fora.

Contra o Vitória, o Tricolor Paulista mostrou-se muito desatento. Tanto na primeira etapa quanto na segunda, a equipe de Ricardo Gomes entrou um pouco dispersa na marcação e acabou sofrendo os gols, sendo que dois deles foram em jogadas aéreas, considerada uma das especialidades da defesa são-paulina. Agora o torcedor espera que a equipe entre mais atenta nas próximas partidas, principalmente se pensarmos na Copa Libertadores, quando enfrenta o Internacional no próximo dia 28, em partida de ida válida pelas semifinais do torneio. O Colorado voltou bem depois da parada da Copa e já soma duas vitórias em duas partidas.

Em oposição ao São Paulo, o Corinthians parece ter aproveitado bem a parada. Em duas partidas, o Timão somou um empate contra o até então vice-líder Ceará fora de casa e uma vitória diante do Atlético Mineiro no Pacaembu. Atlético este, aliás, que se reforçou muito bem durante a parada da Copa e deve ser um time que dará trabalho neste Brasileirão.

Diante do Galo Mineiro neste domingo, o torcedor do Timão ficou satisfeito com a atuação da equipe, mas esperava uma vitória mais tranqüila. Ainda na primeira etapa, no início do jogo, o zagueiro Chicão perdeu um pênalti, algo bastante raro em sua carreira. No entanto, durante toda a partida o Corinthians pressionou para chegar à vitória, mas pecou bastante nas finalizações. A vitória só veio aos 35 minutos da segunda etapa com Bruno César, arriscando chute de fora da área e garantindo a vitória para os corintianos, além da liderança isolada do Brasileirão com 21 pontos.

E o Palmeiras? A esperança é verde, e Felipão também! Depois de dez anos longe do Palestra, o treinador pentacampeão mundial com a Seleção Brasileira retornou ao clube paulista prometendo muito trabalho. E haja trabalho! Com poucos reforços (Kléber, Tadeu e Tinga), o Verdão ainda viu grandes jogadores deixarem o clube, como no caso de Cleiton Xavier, que foi para o futebol da Ucrânia.

E qual é o resultado de tudo isso? Muita irregularidade. Com uma vitória surpreendente diante do Santos no meio da semana, o Palmeiras foi a Florianópolis cheio de esperança, mas acabou sendo goleado pelo Avaí por 4 a 2, de virada. Melhor para a equipe catarinense, que soma duas vitórias diante de dois grandes clubes paulistas. Mas o que o Verdão pode tirar de lição?

Uma coisa é certa, torcedor palmeirense. Pode trazer qualquer técnico do mundo, mas se o Palmeiras não montar um elenco mais qualificado, dificilmente voltará a conquistar títulos e melhores resultados. Felipão traz sim um novo astral dentro do clube, mas só isso não basta. Em 1997, 1998 e 1999, quando o treinador conquistou grandes títulos pelo clube, ele tinha grandes equipes em suas mãos. Nenhum treinador faz milagre, nem mesmo Felipão.

Minha dica musical dessa semana fica por conta do novo clipe de uma das minhas bandas favoritas, o Avenged Sevenfold. Pra quem não sabe, a banda perdeu no final do ano passado o seu baterista The Rev, que foi substituído no novo álbum por Mike Portnoy, do Dream Theater. Trata-se de uma homenagem ao ex-baterista do Avenged Sevenfold, que tinha em Portnoy um dos seus grandes ídolos.

Portnoy não aparece no clipe, assim como nenhum baterista, uma maneira de homenagear The Ver no final do vídeo. Bonita homenagem, para um baterista promissor e talentoso que, infelizmente, acabou morrendo devido a uma overdose.

Adios, niños.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A Parada da Copa

Com quase todos os preparativos prontos para a Copa do Mundo da África do Sul, muitos times do Brasileirão, que vêm sofrendo com as lesões, estão comemorando a parada de um mês devido ao torneio de seleções. No entanto, aqueles que estão na ponta e vem vivendo uma grande fase talvez não possam dizer o mesmo.

O Corinthians talvez seja a maior e grande prova disso. Vivendo uma fase excepcional, com 13 vitórias nas últimas 15 partidas, o Timão perdeu apenas uma partida neste período e pode perder ritmo de jogo depois da parada da Copa do Mundo. Adivinha qual foi a derrota corintiana nesse período? 1 a 0 para o Flamengo no Maracanã. Justamente quando não podia perder.

Dentre os outros times que podem sofrer com a parada da Copa do Mundo, podemos destacar também o Fluminense, que parece ter, enfim, encontrado a sua cara. Ou melhor, a cara de Muricy Ramalho. Com três vitórias seguidas, o Tricolor Carioca já é terceiro colocado na classificação com 12 pontos, dois pontos atrás do Ceará, outra equipe que vem surpreendendo e deve se prejudicar com a parada no Brasileirão.

Mas vamos aos destaques da sexta rodada do Brasileirão. O primeiro deles fica para mais uma vitória do Corinthians dentro de casa, desta vez diante do Internacional de Porto Alegre. Com um público excepcional (35 mil pagantes), o Timão começou a partida desta quinta-feira um pouco disperso na primeira etapa, mas mostrou poder de reação e conseguiu encaixar a marcação ainda na primeira etapa. A partir daí, o time de Mano Menezes passou a criar as melhores oportunidades da partida e abriu o placar com Roberto Carlos, em cobrança de pênalti meio xinfrim cavada por Danilo.


Na segunda etapa, o Coringão seguiu melhor e ampliou o placar com Iarley, que fez boa partida na equipe titular e conclui muito bem após uma bela trama do ataque corintiano. Com 2 a 0 de vantagem, o Timão passou a controlar o resultado e chegou a tomar alguns sustos, mas contou com boa atuação do goleiro Felipe para garantir o placar. Aliás, mesmo depois de muito tempo ausente devido a uma lesão na coxa, o goleiro corintiano parece que não perdeu a boa forma do início de 2010.

Voltando para a quarta-feira, mais três jogos agitaram a rodada dos clubes paulistas. No Pacaembu, o Palmeiras seguiu o seu calvário em 2010 e novamente decepcionou sua torcida. Em uma partida fraca tecnicamente, o Flamengo conseguiu a vitória por 1 a 0 com o ex-atacante palmeirense Vágner Love, que louco ligou para a sua história anterior no clube paulista e comemorou bastante o gol. E com razão, já que sua saída do Verdão foi bastante conturbada.

Aliás, por falar em Palmeiras, o atacante Kléber, ex-Cruzeiro, está de volta ao clube paulista. Trata-se de um bom reforço, mas que nem de perto vai resolver todos os problemas dentro do clube alvi-verde. Eu costumo dizer que, nesse time do Palmeiras, podia até trazer o Messi que não teria jeito. Para voltar a fazer partidas dignas, o Verdão precisa, no mínimo, de quatro a cinco reforços para, quem sabe, voltar a brigar por vaga na Libertadores e por títulos.


Um clube que deve estar comemorando a pausa no Brasileirão no próximo final de semana é o São Paulo. Desfalcado de nada menos do que três zagueiros diante do Goiás, o Tricolor Paulista teve que improvisar Richarlyson na posição e acabou sofrendo as conseqüências.

Depois de abrir o placar com Marcelinho em cobrança de falta, o time de Ricardo Gomes sofreu o empate ainda no primeiro tempo, após pênalti bisonho do Ricky. Bernardo empatou na cobrança e, aos 45 da segunda etapa, o volante Jonílson acertou belo chute de fora da área e virou o placar para os goianos. Talvez o mais justo fosse um empate, mas nada que mereça maiores preocupações por parte dos são-paulinos, que devem ter reforços para a partida do final de semana diante do Grêmio.

E pra fechar a rodada, será que a maquininha santista emperrou? Pois é, depois de dar show no Paulistão e na Copa do Brasil, o Santos foi até Minas Gerais e não saiu do 0 a 0 diante do Cruzeiro, que perdeu Adílson Batista ao final da partida. Aliás, o treinador ex-Cruzeiro agora está sendo disputado por Internacional e Palmeiras. Eu apostaria num acordo dele com os paulistas, que seguem sem um treinador fixo após a demissão de Antônio Carlos.



Roland Garros
E o clima de revanche deve tomar conta da quadra Philipp Chartrier no próximo domingo. Reeditando o confronto mais surpreendente de 2009, Rafael Nadal e Robin Soderling irão decidir o Grand-Slam no saibro parisiense, em uma partida que tem tudo para ser a doce vingança de Rafa.


No ano passado, Nadal foi derrotado pelo mesmo Soderling, nas quartas-de-final do mesmo torneio, e agora terá a chance de se vingar. Mais do que o título, o espanhol pode também recuperar a liderança do ranking da ATP, atualmente nas mãos de Roger Federer. Se eu tivesse que apostar grana, colocaria minhas fichas no espanhol.

Fikdik
A dica de som de hoje fica para aqueles que estão sentido saudades do System of a Down. Depois de anunciar um hiato na banda, os integrantes seguiram seus caminhos e estão produzindo coisas bem interessantes. Serj Tankian, vocalista do S.O.A.D. é um deles. Depois de lançar seu primeiro cd solo, Elect the Dead, Serj acaba de lançar um belo trabalho com a orquestra sinfônica de Auckland, intitulado Elect the Dead Symphony.



Elect the Dead Symphony traz aquilo que de melhor foi produzido no primeiro album solo do vocalista, além de trazer faixas inéditas. Demonstrando uma versatilidade impressionante, Serj Tankian prova que é um dos grandes intérpretes da atualidade, além demonstrar um carisma que já era conhecido desde os tempos de S.O.A.D.

Fikdik.