terça-feira, 31 de maio de 2011

Amigos, amigos: carreira à parte

A história precisava de uma continuação, já que o seu primeiro ato havia sido contato há meses e não tivera um desfecho conclusivo. Era preciso ligar os últimos pontos de uma carreira de muito sucesso e que começava a dar sinais visíveis de cansaço. Fazer turnês estressantes e embriagantes, ao lado das mesmas quatro figuras, durante mais de sete anos, não deve ser a atividade mais tranquila do planeta. Eram quatro amigos, mas que precisavam seguir os seus próprios caminhos.

Para quem interpretou o parágrafo com certa estranheza, talvez passe a entender um pouco da atmosfera que rondava o System of a Down em 2005, ano de lançamento do duplo Mesmerize/Hypnotize. Após o lançamento da primeira parte, Hypnotize representou também o último álbum de estúdio produzido pelo quarteto californiano, que decidiu entrar em hiato após mais de sete anos de estrada.


Hypnotize segue caminhos e linhas bastante semelhantes ao seu antecessor, até porque foram gravados e produzidos no mesmo período. A fórmula certeira de baladas + riffs pegajosos, aliadas a dupla vocal entre Serj Tankian e Daron Malakian, voltou a funcionar como se esperava. No entanto, a impressão que tenho ao ouvi Hypnotize é de que o System of a Down deixara o que havia de melhor para o final.


A hipnose musical chega ao seu fim em Hypnotize

Tudo aquilo que havia sido deixado sem resposta em Mesmerize é respondido no seu antecessor. Na arte da capa de Hypnotize, a transformação atinge o ápice da hipnose musical e completa o sentido do seu antecessor, assim como na faixa Soldier Side. Iniciada com uma introdução na primeira parte do álbum como faixa um, ela encerra o seu sucessor na sua última faixa, em uma das canções mais bem produzidas pela banda.

Quanto à temática das letras, a política e a bizarrice voltam a dar as caras, com destaques para as matadoras Attack, Tentative, Kill Rock’n Roll e Stealing Society. Baladas muito bem feitas também são destaque como a já conhecida Holy Mountains e Lonely Day. Esta última, inclusive, representa muito bem o sentimento de um fã que soube da separação da banda, que parece voltar a dar sinais de vida em 2011 com uma turnê de reencontro.


Lonely Day, indicado ao Grammy de melhor performance
Hard-Rock de 2007

Depois de anos longe e com carreiras solo consolidadas, tenho dúvidas sobre o lançamento de um possível novo álbum do System of a Down. No fundo, acredito que a turnê 2011, que passa pelo Rock in Rio, trata-se apenas de um “vamos matar a saudade, mas amigos amigos, carreiras solo à parte”.

Album: System of a Down – Hypnotize (2005)
Nota: 9,0

Tracklist:
1. "Attack" - 3:06
2. "Dreaming" - 3:59
3. "Kill Rock 'n Roll" - 2:27
4. "Hypnotize" - 3:09
5. "Stealing Society" - 2:57
6. "Tentative" - 3:36
7. "U-Fig" - 2:55
8. "Holy Mountains" - 5:28
9. "Vicinity Of Obscenity" - 2:51
10. "She's Like Heroin" - 2:44
11. "Lonely Day" - 2:47
12. "Soldier Side" - 3:40

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Aberta a temporada do sinal amarelo

Você se lembra da primeira rodada, quando disse nesse blog que ainda é cedo para fazer qualquer tipo de projeção no Campeonato Brasileiro? Pois é, a afirmação ainda é válida para a segunda rodada. No entanto, já existem alguns clubes que começam a acender a luz amarela pelas más atuações nas duas primeiras rodadas de campeonato, tanto na briga por melhores posições como na luta contra as piores.

Execrado por corintianos e santitas, Adílson Batista não começou bem sua trajetória no Atlético-PR. Além de perder o título paranaense, o Furacão ainda não somou pontos no campeonato nacional e perdeu a segunda seguida, desta vez em casa diante do Grêmio. Vale lembrar-se das recentes campanhas do clube paranaense, que lutou contra o rebaixamento e dá sinais de não ter montado elenco suficiente para uma Série A. Será que a história se repete em 2011?

Furacão mais uma vez lutará contra a degola?

Quem também começou bem atrás no Brasileirão é o Avaí, semifinalista da Copa do Brasil. Também derrotado em casa, diante do Atlético-MG, o time catarinense iniciou uma pequena queda-livre e mostra uma situação parecida com a do Vitória em 2010 (finalista da Copa do Brasil e rebaixado no Brasileirão). Gustavo Kuerten deve estar bem mais preocupado do que satisfeito com a temporada do seu clube de coração.

Na briga pelas primeiras posições, quem anda tropeçando é o Internacional e o Cruzeiro, grandes favoritos ao título. Evidentemente, pelos seus ótimos elencos, os dois clubes tem totais condições de se recuperarem do mau início na competição, com apenas um ponto somado em seis possíveis. No entanto, sem dividir atenção com outras competições, as duas equipes tiveram atuações muito fracas e perderam pontos importantes, que podem sim fazer a diferença no final da competição.

Falcão preocupado com perda de pontos preciosos

Nesta linha de raciocínio, há quem diga que o Santos deve ser incluído, com apenas um ponto somado. Nesse caso, vale lembrar que os paulistas vêm usando time reserva nas duas primeiras rodadas, já que dedicam todas as suas atenções à fase decisiva da Copa Libertadores. De qualquer forma, também são pontos que podem fazer a diferença na trigésima oitava rodada do campeonato nacional.

Por fim, quem vem fazendo bonito, mesmo com time reserva, é o Vasco da Gama. Depois de ter um início de temporada muito ruim, a equipe carioca conseguiu montar um bom elenco e trouxe jogadores que começam a trazer bons resultados ao clube. É o caso dos renegados Diego Souza, Alecsandro, Bernardo e Éder Luiz. Neste domingo, sem os titulares, a equipe de Ricardo Gomes fez bonito e anotou 3 a 0 no América-MG, somando seis pontos em duas rodadas. Lucro total para quem vem poupando jogadores nas duas primeiras rodadas.

Paulistas na 2ª rodada
Se o Santos não começa tão bem assim, Corinthians e São Paulo largaram de maneira positiva e já somaram seis pontos com as vitórias em casa diante de Coritiba e Figueirense respectivamente. O Palmeiras também conseguiu um ótimo resultado, tirando um empate do favorito Cruzeiro e somando o seu quarto ponto na competição. Será que enfim os paulistas conseguirão retomar a hegemonia nacional, recuperada pelos cariocas nas duas últimas edições? Ainda é cedo para dizer.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Gostinho amargo

Era de se esperar que a coisa começasse a ficar feia para Thomaz Bellucci, mas não tanto como de fato aconteceu. Em dia inspirado do francês Richard Gasquet, o dono da casa foi superior em grande parte do jogo e levou a fatura por 3 sets a 1, colocando fim ao sonho do brasileiro de repetir a campanha de 2010, quando chegou às oitavas-de-final. O resultado não é tão bom para o brasileiro, já que deve perder pontos e possivelmente algumas posições no ranking.

O velho Bellucci cometeu os mesmos erros do passado

A partida não começou bem para Bellucci, que viu um Gasquet inspiradíssimo nos dois primeiros sets. Com muito talento e uma das esquerdas mais belas do circuito, que muito fazem lembrar a de Gustavo Kuerten, o francês disparou fortíssimos golpes do fundo da quadra e tirou o brasileiro da sua zona de conforto. Visivelmente incomodado em quadra, Bellucci cometia muitos erros e não repetia o bom saque de outros jogos. Com isso, o francês tinha muita facilidade em fechar seus games de serviço, ao contrário do brasileiro.

As coisas começaram a mudar um pouco no terceiro set, quando o ritmo de Gasquet caiu visivelmente. Sem a mesma profundidade de golpes e errando bem mais, o francês permitiu ao brasileiro uma reação e deu a impressão de que novamente o anfitrião decepcionaria a sua torcida. Vale lembrar que ele é conhecido pelas suas tremendas “pipocadas” em quadra, principalmente quando joga em casa.

No quarto set, a coisa parecida se repetir. Bellucci quebrou o serviço de Gasquet logo no primeiro game, mas não conseguiu manter a boa vantagem no game seguinte, devolvendo a quebra. A partida permaneceu equilibrada até o 4/3, quando o brasileiro voltou a cometer erros bobos e permitiu nova quebra de saque. Restou ao francês sacar bem e fechar a partida, com 6/3 no quarto set.

Gasquet deve ter dificuldades na próxima rodada

Apesar de ter ranking abaixo do francês, ficou para Bellucci um gostinho de derrota amarga. A meu ver, o brasileiro tinha bola e chegou a ter a chance para buscar o placar nesta sexta-feira, mas não soube aproveitar da melhor maneira. O brasileiro voltou a cometer erros infantis, escolher os golpes errados e não ter eficiência no saque. Daí fica difícil para bater não só um tenista bem qualificado, mas também com menor categoria do que ele.

Na próxima rodada, Gasquet enfrenta o vencedor de Novak Djokovic e Juan Martin Del Potro, que promete ser um grande jogo. De qualquer forma, Gasquet não é favorito contra nenhum dos dois, mesmo jogando em casa.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Para botar inveja em Top 10

Uma vitória para qualquer Top 10 botar defeito: é assim que eu gostaria de definir o triunfo de Thomaz Bellucci na manhã desta terça-feira diante do italiano Andreas Seppi. Não apenas pelo resultado em si, um 3 sets a 0 inapelável, mas também pela rapidez, frieza e facilidade com que o brasileiro conseguiu a vitória.

Evitar ficar muito tempo em quadra é de extrema importância em Grand Slams, já que este tipo de torneio geralmente exige muito do físico de cada tenista. E foi justamente focado nisso que Thomaz entrou no saibro francês se impondo diante de um italiano conhecido por gostar de trocar bolas e evitar definições. A tática do brasileiro, com saques bastante eficientes e variando força e colocação, foi extremamente feliz e não deixou o adversário incomodar seu serviço em nenhum momento.

Bellucci fez o que tinha que fazer: foi simples

Quando tinha o serviço nas mãos, o italiano também se sentiu incomodado. Além de ter baixo aproveitamento de saque, Seppi cometeu muitos erros e deixou que Bellucci conseguisse se impor com facilidade. Apesar da má atuação do adversário, vale destacar a eficiência do brasileiro, que fez o seu papel e praticamente não desperdiçou as chances de quebra que teve.

De qualquer forma, o resultado de 6/1 6/2 e 6/4, em pouco mais de uma hora e meia de jogo, coloca inveja em qualquer tenista top 10 do ranking, que precisa se poupar nas primeiras rodadas para a hora que a onça bebe água. Rafael Nadal que o diga, já que teve extrema dificuldade em sua estreia e precisou de cinco sets para derrotar o gigante John Isner. Vale ressaltar também os top 10 e favoritos já eliminados, como o tcheco Thomas Berdych e o até então infalível no saibro Nicolas Almagro.

Se até agora o brasileiro não teve tanta dificuldade para garantir uns pontinhos em Roland Garros, agora o bicho começa a pegar. Na terceira rodada, Bellucci irá encarar o talentoso e anfitrião Richard Gasquet, cabeça de chave número 13, que vem jogando muito bem no saibro este ano (derrotando Roger Federer inclusive). Para vencer, Thomaz terá que não só que lidar com a torcida contra, mas também a variação de efeitos do francês.

Richard Gasquet: a bola da vez
Bola pra vencer, Bellucci tem.

terça-feira, 24 de maio de 2011

História sem fim - parte 1

Passaram-se três anos desde o lançamento da “sobra” Steal this Album (para entender o termo entre aspas, leia aqui). O System of a Down, de banda desconhecida no cenário underground e daquilo que podíamos chamar de “Alternative Metal”, já havia atingido outro patamar e já era considerada uma das bandas mais populares nos Estados Unidos. Mas com o que eles faziam sucesso? Curiosamente metendo o pau naquilo que muito americano sempre se orgulhou: a sua “hegemonia” e política.

O cenário em 2005 era outro. Passada a turbulência do fatídico 11 de setembro e suas consequências, a crítica ao sistema norte-americano continuou sendo a principal (e não única) fonte de inspiração para o System of a Down, que lançou neste ano o primeiro álbum da série dupla Mesmerize/Hypnotize. Mesmerize, o primeiro da ordem de lançamento, traz uma capa bastante curiosa e que só seria completada pelo seu álbum sucessor.


Se por um lado a crítica ao sistema e as costumeiras esquisitices produtos de viagens psicotrópicas continuaram sendo tema das letras do SOAD, por outro a banda havia passado por uma mutação impressionante em aspectos musicais. A primeira delas e mais notável deu-se com a participação cada vez mais efetiva do guitarrista Daron Malakian nos vocais da banda. Até o Steal this Album, com exceção dos backings, Serj Tankian dominava plenamente a linha vocal das melodias. Mas a mudança foi positiva?


"Everybody is going to a party, have a real good time":
impossível não ficar com ela na cabeça

Não só no single B.Y.O.B. esta mudança pode ser notada, mas também em grande parte das canções de Mesmerize. Em Lost in Hollywood, por exemplo, Daron praticamente leva o vocal principal durante toda a música, cabendo a Serj a produção dos backings em uma total inversão daquilo que a banda havia feito até hoje. A mudança, a meu ver, foi extremamente positiva no sentido em que as bases vocais de ambos combinam-se juntas. Quando não inventa ou nem dá berros descontrolados, Daron tem uma voz pra lá de acertadinha. Estas combinações podem ser vistas em faixas como Radio/Video, Violent Pornography e Question!

Outro ponto a ser realçado em Mesmerize é o novo aspecto mais comercial do System of a Down. Além de emplacar vários hits em rádios e MTVs da vida, o SOAD apostou em algumas baladas e músicas com e refrões cada vez mais fortes e pegajosos, que fizeram sucesso com públicos cada vez mais abrangentes. A aposta foi certeira para o quarteto, que novamente contou com Rick Rubin na produção do seu disco.


Question!, segundo single de Mesmerize

Mesmerize termina como uma história mal contada, um enigma sem solução. A primeira faixa, Soldier Side-Intro, não conta de maneira completa a história que propõe. A história mal contada felizmente teve continuação, mas obrigou os fãs a esperarem alguns meses para conhecer o seu final. O que Hypnotize teria a contar para os fãs? Somente a música e o tempo poderiam dizer.

System of a Down – Mesmerize (2005)
Nota: 8,5

Tracklist:

1. "Soldier Side (Intro)" - 1:03
2. "B.Y.O.B." - 4:15
3. "Revenga" - 3:38
4. "Cigaro" - 2:11
5. "Radio/Video" - 4:09
6. "This Cocaine Makes Me Feel Like I'm On This Song" - 2:08
7. "Violent Pornography" - 3:31
8. "Question!" - 3:20
9. "Sad Statue" - 3:25
10. "Old School Hollywood" - 2:56
11. "Lost In Hollywood" - 5:20

domingo, 22 de maio de 2011

Surpresas e ressalvas da primeira rodada

É evidente que não há parâmetro algum para analisar a primeira rodada do Brasileirão em relação a projeções e previsões de título, vaga em Libertadores, ou até mesmo zona de rebaixamento. Como era de se esperar, alguns dos clubes envolvidos em outras competições como a Copa do Brasil e Libertadores optaram por entrar com times reservas (o que é considerado bastante razoável). São os casos de Avaí, Santos, Coritiba, Ceará e Vasco da Gama.

O que talvez não fosse muito de se esperar foram as surpreendentes vitórias de Corinthians e São Paulo, fora de casa, diante de Grêmio e Fluminense respectivamente. No caso corintiano, que não pôde contar com Dentinho e Bruno César, negociados, a vitória veio de virada por 2 a 1 em cima de um Grêmio desfalcado e que agora está mais pressionado do que nunca. Já o Tricolor, com sérios desfalques na sua zaga, foi bastante superior em relação ao atual campeão brasileiro e também venceu com propriedade: 2 a 0.

Chicão foi um dos destaques da vitória corintiana

A primeira rodada do nosso campeonato nacional também reservou surpresa negativa para o Cruzeiro, que mesmo fora de casa, foi surpreendido pelo Figueirense, de volta à Série A. E se você não cansou de surpresas, o Atlético-GO também reservou uma aos torcedores do Coritiba. Uma das poucas equipes envolvidas em duas competições e que utilizou titulares hoje, o Coxa foi mal e terminou derrotado pelo placar mínimo jogando em casa.

Se você é um dos que se enquadra entre os surpreendidos, tanto positivamente como negativamente, muita calma nesta hora: o campeonato só está começando. A partir do momento em que as equipes passarem a se dedicar exclusivamente ao Brasileirão, o panorama deve mudar e os elencos mais fortes deverão prevalecer. Outros fatores que devem pesar mais pra frente são os reforços e perdas de jogadores na janela de transferência. A partir daí, um novo campeonato se configura.

Kléber é novamente decisivo para o Palmeiras

Com tantas ressalvas a serem feitas nesta primeira rodada, o alerta de risco que é possível já ser acionado cabe a dois clubes: Botafogo e Grêmio. O primeiro, fora de casa, não ofereceu resistência alguma ao Palmeiras e terá sérios problemas se não reforçar o time. Já a equipe gaúcha, que vem de vice-campeonato gaúcho e eliminação na Libertadores, mostrou ter um elenco pra lá de limitado e que precisa ser reforçado em quase todas as suas posições. Douglas e o recém-contratado Miralles não resolverão todos os problemas dos gaúchos, assim como Maicossuel e Loco Abreu também não são a salvação do Fogão.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Roube este album, ele não é uma sobra

O que passa na sua cabeça quando dizem que uma coisa é sobra de alguma outra? No mínimo que ela não tem a mesma qualidade da original, certo? A lógica funciona perfeitamente em vários aspectos que não se aplicam à música em um caso particular: System of a Down.

O sucesso e a repercussão de Toxicity (2001) foram enormes. O quarteto californiano de origem armena não só conseguiu emplacar vários singles, mas também passou a ser convidado para os principais festivais de música em todo o planeta. Um deles, o BIG DAY OUT da Australia, trouxe apresentações fabulosas e totalmente insanas de uma banda que, sem sombra de dúvidas, vivia o seu auge.



Durante a turnê Toxicity, algumas músicas inéditas do SOAD passaram a ser disponibilizadas na internet. A grande maioria delas, composta durante as gravações do último álbum, teve que ser deixadas de lado no processo de escolha das músicas porque havia muito material. Mas o que fazer com essa sobra? Por que não lançar um novo álbum? Foi exatamente isso o que os fãs pensaram. Foi exatamente o que o System of a Down fez.


Steal This Album (2002) tem uma das capas mais fantásticas e originais da carreira da banda, sugerindo àquele que comprava o álbum a ideia de que estava levando um produto “falsificado” ou “gravado” de um original. A originalidade da banda, felizmente, não se resumiu à capa, mas foi refletida também nas músicas de todo o cd, que seguem uma linha bastante semelhante à de Toxicity.

Com singles potentes e tão preciosos com o do seu antecessor, Steal this Album conseguiu emplacar canções que são presença marcada em diversos shows da banda, como Mr Jack, IEAIAIO, Fuck the System, Highway Song, Roulette e Boom. O último, inclusive, ganhou um clipe bastante comentado na época devido ao seu forte teor de crítica ao governo americano.



Sendo sobra ou não de um álbum excepcional como o Toxicity, Steal this Album reflete o auge criativo de uma banda que alcançava níveis de popularidade cada vez maiores. Mas ainda havia como ir além. A popularidade do System of a Down só estava começando, como o ano de 2005 futuramente ia provar.

System of a Down - Steal This Album (2002)
Nota: 9,0

Tracklist:
1. "Chic 'n' Stu" (Malakian) - 2:25
2. "Innervision" (Malakian, Tankian) - 2:33
3. "Bubbles" (Malakian) - 1:57
4. "Boom!" (Malakian) - 2:15
5. "Nüguns" (Malakian) - 2:30
6. "A.D.D. (American Dream Denial)" (Malakian) - 3:17
7. "Mr. Jack" (Malakian) - 4:11
8. "I-E-A-I-A-I-O" (Tankian, Malakian, Odadjian, Dolmayan) - 3:08
9. "36" (Malakian) - 0:46
10. "Pictures" (Malakian) - 2:07
11. "Highway Song" (Malakian) - 3:15
12. "Fuck the System" (Tankian, Malakian) - 2:12
13. "Ego Brain" (Tankian, Malakian) - 3:23
14. "Thetawaves" (Malakian) - 2:39
15. "Roulette" (Malakian, Tankian) - 3:21
16. "Streamline" (Malakian) - 3:37