Os caminhos destas equipes já se cruzaram algumas vezes e de maneira marcante na última década. A primeira delas, na Copa Libertadores de 2003, colocou a frente uma equipe tradicional no torneio de clubes sul-americano diante de outra equipe que ainda mostrava-se inexperiente e sonhadora com o primeiro título. O resultado foi trágico para os brasileiros, com duas derrotas nas oitavas-de-final daquele ano.
A chance do troco viria três anos depois, novamente na fase de oitavas-de-final da competição mais importante da América do Sul de 2006. E não é que a tragédia voltou a passear pelo Brasil? Mesmo com um elenco recheado de craques, nova eliminação corintiana diante dos rivais do River Plate, novamente com duas derrotas que puniram o total descontrole e despreparo da equipe brasileira diante deste tipo de adversidade.
Libertadores 2006: a segunda grande lição do River Plate
Analisando estes dois episódios recentes da década passada, pensamos por vários anos como o corintiano deveria aprender com os “Milionários” (alcunha argentina) do River Plate neste tipo de competição. Além de bi-campeã da Libertadores, a equipe sempre mostrou-se forte neste tipo de torneio, de maneira totalmente oposta dos brasileiros, que sequer chegaram a uma final da competição. E não é que no dia 26 de junho de 2011 o corintiano enfim tem a chance de ensinar algo ao argentino?
Noticiou-se de maneira bastante intensa, no Brasil e na Argentina, o fatídico rebaixamento do River Plate para a segunda divisão do futebol nacional. Durante vários momentos neste domingo, abstraí totalmente o clássico entre Corinthians e São Paulo para observar uma cena que o corintiano viveu muito bem em 2007. O rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro é algo muito mais corriqueiro aqui do que lá por diversos fatores.

Em 2008, Corinthians deu a volta por cima
Primeiramente, quando caiu em 2007, o Corinthians não era o primeiro a passar pela situação. Em anos anteriores, Palmeiras, Botafogo, Atlético-MG e Grêmio já haviam passado pela experiência nada agradável de cair para a Série B. Em segundo lugar, na Argentina, para ser rebaixado, é necessário ir mal não apenas durante um ano, mas por três consecutivos. Tudo graças a um sistema de ranqueamento, que permite a grandes equipes se recuperaram de uma temporada ruim, diminuindo as chances de uma potencial queda. Porém, o River Plate conseguiu.
E é justamente nesta questão que não somente o Corinthians, mas também os outros clubes que passaram pela Série B brasileira têm a ensinar para o time argentino. A queda para a divisão de acesso nacional permitiu a estes clubes se reestruturarem de maneira profunda e voltarem a ser fortes em seus países, brigando por títulos e novamente disputando a Copa Libertadores. O Corinthians conseguiu isso. O River Plate também pode.
O exemplo corintiano foi dado em campo neste domingo, diante do seu rival São Paulo. A vitória por 5 a 0 foi expressiva e representa bem a força do elenco montado pelo alvinegro para a disputa do seu Campeonato Nacional desde 2008, quando voltou para a primeira divisão nacional. Novamente deve brigar pro título ou vaga na Libertadores, algo que o River Plate não consegue fazer há um bom tempo no seu país.

Pavone lamenta pênalti perdido: River Plate rebaixado
Milionário, levante a cabeça e volte mais forte. A Argentina não merece um clube tão medíocre nos seus últimos anos, mas que é tão forte em sua história. O futebol argentino e brasileiro quer ter a sua supremacia dos últimos anos ainda mais valorizada, com a volta de um gigante que não pode abaixar a cabeça com a sua queda e deve se apegar àquilo que tem de mais precioso: o seu torcedor.









































